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Review de Pokémon Diamond para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Diamond e Pearl não são os primeiros títulos da série Pokémon para o Nintendo DS, mas definitivamente são os mais esperados e, provavelmente, os responsáveis pela mais recente comoção no mundo nintendista e da manutenção da febre pokemaníaca mundial. Depois de tantos ???fillers???, a Game Freaks finalmente dá ao DS sua versão do jogo que consagrou os monstrinhos e fez deles o que são hoje. E como em time que está ganhando não se mexe, a idéia continua exatamente a mesma, exceto por pequenas adições aqui e ali.

Gotta catch´em all... again...


Mais um belo dia nasce na cidade de Twinleaf, região de Sinnoh, terra natal do jovem e inesperado herói dessa nova aventura. Quem já se aventurou pelo mundo dos Pokémons no finado Gameboy ou mesmo no Gameboy Advance já sabe o que acontece, mesmo porque o enredo nunca foi o forte da série. De qualquer forma, tudo tem início quando o herói e seu melhor amigo vão a um lago nos arredores da cidade em busca do mito do grande Gyarados vermelho. Lá eles encontram o Professor Rowan, um grande pesquisador de uma cidade vizinha, que rapidamente vai embora e esquece sua valise. Valise esta que é a salvação dos dois garotos, pois eles são atacados por Pokémons selvagens e usam os que estavam guardados na valise para se defender. Em posse de seus primeiros Pokémons, os dois garotos partem então em sua jornada pelo mundo, com a importante missão de conhecer e coletar o maior número de bichinhos possível. E de quebra tornar-se o campeão da Liga Pokémon.

Tudo muito simples na teoria, mas na prática as coisas são um pouco mais complicadas. São muitos os desafios a serem enfrentados ao longo da jornada; e há também a misteriosa Equipe Galactic, prováveis primos distantes da Equipe Rocket e afins, cujo propósito é incerto, mas que certamente tentará atrasar a vida do jogador com suas constantes tramóias. No mais, o jogador vai percorrendo cada cidade da região e faz o que tem que ser feito: naquelas onde não há um dos Ginásios Pokémon, normalmente haverá alguma sub-quest com ganchos no enredo principal. E assim o jogo desenvolve, com um ar de despreocupação e usando o carisma dos personagens para manter a atenção do jogador.

Furos de enredo a parte, o jogo acaba por conseguir levar o jogador mundo adentro em mais uma longa e viciante viagem. Viciante sim, pois ainda está para existir alguém que começou a jogar um dos clássicos RPGs do Pokémon e parou por livre e espontânea vontade antes de ver o fim do jogo; e longa porque a jornada dura nada menos do que 40 horas, que na verdade passam sem que se perceba. E para prender ainda mais os jogadores, foram adicionados ao menu mais de 100 monstrinhos novos, o que estimula a caça pelos coitados assim como a troca entre jogadores.

E por falar em trocas, o que as versões Diamond e Pearl trazem de novo e exclusivo é justamente um novo sistema de trocas e batalhas entre jogadores, que agora acontece pelo mundo inteiro através da rede Wi-Fi da Nintendo, a Nintendo WFC. Agora os aventureiros podem enfrentar pessoas do mundo inteiro em duelos Pokémon e também trocar seus Pokémons por outros, direta ou indiretamente. Outra adição interessante é que além das amplas possibilidades garantidas pelo contato Wi-Ffi entre os jogadores, estes podem comunicar entre si através do microfone do DS -- mais um grande passo da Nintendo no gênero dos jogos online.

A moda é reciclar


Apesar de anunciado como uma revolução no mundo Pokémon, a mudança na prática foi muito, mas muito pouca quando se compara Diamond e Pearl com as versões Ruby e Sapphire para o GBA. Os elementos principais são basicamente os mesmos, e ao mesmo tempo em que isso garante a personalidade da série, certamente irá decepcionar os que de fato esperavam algo mais.

?? possível ver uma pequena melhora na qualidade gráfica: os cenários receberam um leve toque de 3D, enquanto todo o resto permaneceu nas duas dimensões. Mas apesar de os personagens não terem sido alterados, o carisma bidimensional dos Pokémons e seus caçadores continua, e o ambiente é ???bonitinho??? como tinha de ser.

Outra alteração presente, mas também não muito significativa, foi a mudança da interface, enfatizando, ainda que pouco, o uso da tela sensível ao toque. Todos os menus podem ser acessados através da tela sensível, o que dá um dinamismo um pouco maior ao jogo e também às batalhas. Isso, juntamente com a grande evolução do modo multiplayer garante ao jogo um quê de novidade e bons motivos para continuar jogando uma vez terminado o modo história.

Infelizmente os sons não acompanharam o desenvolvimento. Apesar das músicas serem envolventes, o fato dos Pokémons a essa altura do campeonato continuarem emitindo ruídos estridentes e ininteligíveis ao invés de suas vozes é no mínimo decepcionante, e mostra um certo descaso em relação aos pobres bichinhos.


O Veredicto
: Nintendo resolveu não arriscar muito em mudanças, e as novas versões do famoso RPG no mundo dos Pokémons apresentam mecânica e gráficos bem similares a seus antecessores. Mas, apesar da pouca inovação técnica, as novas cidades e novos Pokémons conseguem deixar o jogo bastante interessante, sem falar no novo modo online, que apesar de não ser perfeito, vai fazer a alegria de muitos pokemaníacos.


Prós:

- 100 novos pokémons;
- Toques 3D nos cenários;
- Interface dinâmica, com uso da caneta stylus;
- Batalhas contra treinadores do mundo inteiro por WiFi;
- Conversa em tempo real com os adversários da rede.


Contras:

- Pouca novidade;
- Efeitos sonoros tirados do extinto GB;
- Enredo superficial.


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