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Review de Tom Clancy's Rainbow Six: Vegas para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Vegas é o novo título da série de tiro em primeira pessoa Rainbow Six, que coloca o jogador no controle de diversos membros do esquadrão de elite homônimo para realizar diferentes missões, utilizando-se de equipamentos avançados e muita astúcia. Lançado inicialmente para Xbox 360, e já com data marcada para deslanchar no PS3, Vegas faz sua passagem pelo PSP de maneira independente, com uma história paralela e que se mescla à dos outros títulos.

Esquadrão Arco-íris


A história de RS: Vegas se desenrola, naturalmente, em Las Vegas, cidade do pecado e da jogatina norte americana. A missão dos personagens (membros do esquadrão Rainbow Six) é a de resgatar companheiros de equipe capturados por terroristas que pretendem explodir alguns cassinos e casas de show locais. Alternando entre o controle de Brian, um especialista em invasão e combate, e Shawn, um sniper altamente capacitado, o jogo apresenta diferentes tipos de desafios ao longo de cinco enormes fases.

A visão em primeira pessoa auxilia na exploração dos ambientes, que são, em sua maioria, fechados, mas apresentando muitos locais onde se esconder ou procurar por cobertura para enfrentar terroristas armados. Nisso, o jogo se assemelha muito a Gears of War, onde encontrar a cobertura certa e os melhores locais por onde se esgueirar é tão importante quanto ter uma boa mira, porém, ao contrário deste, o ritmo da ação é lento e tortuoso, com um clima de tensão comum a filmes e séries policiais. Vegas não decepciona na ambientação, e muitos sustos ocorrem ao se virar um corredor e dar de cara com algum inimigo desavisado. Como as balas são quase tão mortais quanto na vida real, é necessária muita cautela durante os confrontos, especialmente porque não há como recuperar a saúde do personagem dentro das fases, apenas entre elas.

Ao longo das missões, uma oficial de inteligência envia informações para os dois agentes sobre os desafios que eles podem esperar nas redondezas. Além disso, eles contam com ???snake cameras", espécie de filmadora em formato de cobra que pode ser enfiada por baixo de portas ou colocada no chão para filmar o corredor em frente, permitindo uma visualização da área sem risco de exposição. Estes artifícios permitem a maximização do elemento surpresa para eliminar os adversários antes mesmo que eles percebam o que está acontecendo.

Durante as fases, é importante gerenciar a saúde e a munição dos personagens, pois não existem itens que as reponham e não é possível pegar as armas de inimigos mortos. Com isso, o perigo de se chegar ao final de uma fase com munição insuficiente para derrotar os terroristas restantes é uma constante, e pode forçar o jogador a recomeçá-la do zero.

A história se desenrola ao longo de cinco missões que, apesar de serem muito longas, continuam sendo poucas e possíveis de serem completadas em menos de 5 horas. Após completo, é possível joga-lo novamente no ???Terror Mode???, no qual os inimigos surgem aleatoriamente nas fases, tornando-as menos previsíveis e bem mais difíceis. Mas mesmo isso não ajuda muito a expandir a curta longevidade do título.

As fases são repetitivas, variando entre momentos nos quais os personagens se esgueiram entre as fileiras inimigas e vão assassinando um a um cuidadosamente e combates nos quais os dois lados buscam cobertura e tentam se livrar do outro com o mínimo de danos. Apesar de os caminhos não serem lineares, eles acabam levando aos mesmos pontos, só que em lados ou andares diferentes, mudando pouco o resultado final. Outro ponto negativo é a péssima inteligência artificial dos adversários, que apesar de buscarem por cobertura, ficam parados como alvos assim que começam a atirar, além de serem bastante distraídos: é possível matar um terrorista a poucos metros de outro e este sequer notar, continuando calmamente sua ronda predeterminada.

Os paralelos entre esta versão para PSP e a do Xbox 360 são interessantes, pois no PSP controla-se um grupo de apoio, enquanto no 360 a missão é assumida por um grupo principal de agentes, e as histórias se cruzam em seu desenrolar. Com isso, o jogo torna-se mais do que apenas uma versão ???menor???, sendo considerado um título independente que pode ser apreciado mesmo por aqueles que completaram o jogo no 360.

E Viva Las Vegas


Os gráficos de Rainbow Six Vegas são um pouco acima da média para o PSP, com destaque para os cenários que nas melhores partes são bastante detalhados, embora pareçam vazios quando os personagens se encontram em grandes áreas. Os inimigos são muito parecidos, mudando apenas a cor do cabelo e o tom de pele, e parecem mal modelados e estranhos de acordo com a distância e o ângulo do qual estão sendo vistos, criando um desarmônico destaque. Os gráficos são pesados demais para o processador do portátil, e o jogo não roda suavemente como deveria para um tiro em primeira pessoa. Já os vídeos exibidos entre as fases parecem tirados direto do PS2, lindos e fluidos, e contam a história de maneira bastante cinematográfica. Aliás, a metalinguagem do cinema está presente ao longo de todo o jogo, tanto nas cenas quanto nos diálogos e situações.

A parte sonora deixa um pouco a desejar. Apesar das músicas serem bem orquestradas, e os efeitos das armas e portas se abrindo serem excelentes, os dubladores não são convincentes (apesar dos diálogos serem ótimos). Além do mais, os adversários gritam coisas incompreensíveis e em vários momentos o PSP não consegue processar a música e os efeitos sonoros ao mesmo tempo, mantendo um silêncio quase constante.

Devido a estes fatores e ao baixo framerate com o qual o jogo é rodado, fica a impressão de que o software é pesado demais para o PSP, sacrificando a fluidez da jogabilidade.

Os controles possuem os mesmos problemas apresentados em outros jogos de tiro em primeira pessoa para o PSP, porém, estão bem mais ágeis e já apresentam alguma evolução, mesmo que ainda estejam longe do ideal. O uso do analógico para mirar está mais preciso e pode ser uma boa opção durante jogos online, que, aliás, são a grande atração desta versão, podendo ser jogados com amigos próximos ou pela Internet. Mesmo que comporte apenas quatro jogadores ao mesmo tempo (cada um por si ou em times de 2x2), o jogo é bem estável e apresenta até mesmo alguns cenários de versões anteriores.

Rainbow Six Vegas decepciona um pouco devido à inevitável comparação com a excelente versão do 360, mesmo mantendo claras as linhas que separam um console de última geração de um portátil. Já foram vistos gráficos e sons melhores em jogos similares como Medal of Honor e Call of Duty, e o fator ???Vegas??? foi perdido, já que os personagens não freqüentam locais com o clima da cidade do pecado, mas sim fases com aspecto genérico.


O Veredicto
: Rainbow Six Vegas pode prover algumas horas de diversão online, mas é muito curto para valer a pena. Em termos técnicos, o jogo força demais o PSP, e faz acesso constante ao UMD, o que é fatal tanto para a bateria quanto para a suavidade da jogabilidade, resultando em movimentos duros e pouco precisos, inadequados à proposta de títulos de ação como este. Para os interessados em um shooter no PSP, vale mais a pena esperar jogos como Syphon Filter: Logan???s Shadow ou recorrer aos melhores da série SOCOM.


Prós:

- Jogabilidade online excelente devido à ação mais lenta;
- Clima Holywoodiano.


Contras:

- Gráficos abaixo do esperado;
- Muito pesado para o portátil, ocasionando algumas falhas;
- AI extremamente fraca e inimigos em pouquíssimos números.


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Outer Space
5/ 10
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