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Review de SimCity DS 2 para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


?? até natural que franquias como Sim City ou Theme Park cheguem ao Nintendo DS: parece que as características únicas do portátil da Nintendo, especialmente a tela sensível ao toque, foram feitas para receber os simuladores de gerenciamento. A versão para DS é relativamente próxima a Sim City 3000, mas mesmo assim, muito bem adaptada ao portátil. Toda a interface do jogo foi modificada e devidamente adequada às limitações e qualidades do DS, o que faz com que, apesar das semelhanças, Sim City DS possa ser considerado um título único e independente.

Cidade portátil


Existem três modos de jogo em Sim City DS: em ???Build The City???, o jogador escolhe um pedaço de terra no mapa e recebe um capital inicial para começar a construção de uma nova cidade de forma livre; já o modo ???Save The City??? conta com diversos desafios que envolvem uma cidade já estabelecida, onde é preciso cumprir com algum objetivo para ganhar; e finalmente existem os tutoriais, que são até interessantes para mostrar as inovações do jogo no DS, e quase obrigatórios para quem não está familiarizado com Sim City.

Mas antes do jogador realmente começar a administração de sua cidade, é preciso que o mesmo escolha um assessor, que será uma espécie de conselheiro que o ajudará em suas decisões, com recomendações sobre o que deve ser feito, assim como informações úteis do jogo. Ou seja, o assessor é uma figura no canto esquerdo inferior da tela que irá falar o tempo todo com o jogador, e que não poderá ser desativado, goste ou não dele. Durante o modo ???Save The City???, o assessor não dá nenhuma dica ao jogador, apenas apresenta o desafio da fase, mas ainda assim, sua imagem continua presente no canto da tela. Existem cinco opções de personagens que podem assessorar o jogador, e apesar de todos serem engraçadinhos, acabam ficando cansativos com o tempo.

Uma vez que o jogo tenha começado para valer, é fácil perceber inovações do DS na fórmula de jogabilidade de Sim City. Todos os comandos e informações importantes são acessados por menus na tela sensível ao toque, em uma interface bem agradável. A jogabilidade pela Stylus ficou bem dinâmica e eficiente, e apesar da administração da cidade ser um pouco limitada em relação aos jogos de PC, ela é complexa o suficiente para entreter. O básico é bem semelhante aos outros da série, e é preciso construir a infra-estrutura da cidade (como usinas de eletricidade, ruas, hospitais e escolas), além de delimitar zonas para indústrias, comércio e residências, que são povoadas gradualmente.

Para quem já conhece, a construção de cidades é apenas mais do mesmo, só que na interface do DS. O que ficou realmente diferente e particular na versão portátil é a forma de enfrentar os desastres que assolam as cidades. Em outros Sim City, tudo que o jogador podia fazer quando viesse um tornado ou terremoto em sua cidade era reconstruir o que foi devastado e tentar reduzir os danos, mandando policiais, bombeiros e outros para onde estivesse acontecendo o desastre. No DS, tudo é mais interativo: os desastres funcionam como mini-games criativos que requerem a participação do jogador. Para apagar um incêndio, por exemplo, é preciso soprar incessantemente o microfone do DS, enquanto em uma invasão alienígena o prefeito pode tentar salvar seus habitantes da abdução eminente usando a Stylus, arrastando-os para fora do raio de atração das naves. Nonsense, mas bem divertido.

E por falar em nonsese, em Sim City DS, além de um assessor, o jogador conta com a ajuda de uma barra de noticias localizada na parte inferior da tela superior, que funciona como aquelas manchetes em texto que passam em canais de noticia, como o Bloomberg, só que apenas com noticias referentes à cidade do jogador. Algumas são bem dispensáveis (como um gato desaparecido), outras absurdas (como alienígenas), mas a maior parte trata de assuntos fundamentais a cidade, dando dicas de o que o jogador deve fazer.

Apesar de utilizar bem as duas telas do portátil na maior parte do tempo, o jogo conta com um grave defeito a respeito da visualização: só existem dois níveis de zoom, sendo que nenhum deles é afastado o bastante para garantir uma visão geral da cidade, o que atrapalha bastante o planejamento e até mesmo a navegação pelo mapa. Dessa forma, a jogabilidade, que vinha sendo tão bem adequada ao DS, acaba sendo atrapalhada por esta limitação. Outras possibilidades de visualização só ajudariam a jogar, e não deveria ser algo impossível, afinal, até mesmo em Sim City 2000 já era possível ajustar a visualização para a cidade inteira.

Arquitetura Urbana


Sem dúvidas a maior decepção de Sim City DS está nos gráficos: apesar de visualmente o jogo ser quase idêntico ao Sim City 3000, no portátil algumas falhas gráficas são bem evidentes: existem pouquíssimos tipo de construções disponíveis, o que faz com que a paisagem urbana seja sempre muito repetitiva, mais do que em cidades de verdade. Chega ao ponto de que em cada quarteirão sempre irá existir dois ou três prédios iguais, e com isso, a visualização que já não era muito fácil, fica ainda mais confusa.

Outro ponto bem negativo são as cores, muito parecidas, sem contrastar as várias construções, o que atrapalha bastante quando o jogador está procurando por alguma construção especifica no mapa. O problema poderia ser amenizado com mais saturação em algumas cores, mas tudo em Sim City DS parece extremamente pálido.

Esses problemas até podem estar relacionados às limitações do Nintendo DS, como os gráficos simples e a memória curta disponível. Mas como já foi provado por jogos como Metroid Prime Hunters, New Super Mario Bros., Final Fantasy: Chocobo Tales e muitos outros, é possível um jogo com gráficos simples e bonitos, e Sim City tinha muito potencial para entrar nessa categoria. E é até compreensível que todos os dados exigidos por um jogo de gerenciamento ocupem muito espaço, mas algo tão fundamental quanto a variedade de construções deveria ter prioridade maior sobre algumas características que podem ser consideradas verdadeiros desperdícios de espaço, como o modo correio, onde os jogadores podem trocar informações e dados utilizando a conexão local (e não a Wi-Fi) do DS. ?? um extra válido, mas sem dúvidas que poderia ser facilmente descartado para dar lugar a algo mais importante.


O Veredicto
: Jogos de gerenciamento como Sim City e Theme Park são facilmente adaptáveis ao Nintendo DS, mas parece que a EA ainda não conseguiu acertar o ponto de equilíbrio entre a simplicidade de um portátil e a complexidade mínima exigida por esse gênero. No caso de Sim City, o sistema de gerenciamento funciona muito bem, e com exceção de alguns problemas na visualização, a interface é bem adequada. Mas infelizmente, algumas limitações, como os poucos modelos de construções, acabam deixando o jogo um pouco cansativo. Sim City DS está longe de ser uma bola fora, mas ainda não é tão bom quanto poderia ser.


Prós:

- Boa interface com a Stylus;
- Mini-games dos desastres;
- Gerenciamento simples e divertido


Contras:

- Bem limitado;
- Visualização da cidade ruim;


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