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Review de Alien Syndrome para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Remake do clássico da Sega para Arcade e Master System, Alien Syndrome é um jogo de tiro que ocorre dentro de enormes labirintos, nos quais os jogadores, assumindo o papel de militares espaciais, devem cumprir diversos objetivos para escaparem de lá com vida e destruírem a ameaça alienígena no processo. Como todo bom remake, o jogo chega ao PSP misturando elementos clássicos da série com algo de RPG, como avanço de níveis, ganho de atributos e novas habilidades especiais, além de muitos itens que fornecem diversos bônus às capacidades do personagem.

A Síndrome


No último título de AS, o Comando Terrestre destruiu a ameaça da Síndrome Alienígena. No entanto, após 100 anos de paz, a mesma ressurge para acabar com a tranqüilidade de Aileen Harding, soldado do Comando, que é enviada para investigar uma nave que se encontra à deriva. Contatada pela última vez próxima da estação Seti Alpha 5, a nave Kronos parece abandonada no espaço, com estranhas formas de vida se formando em seu casco. Ao adentra-la, Aileen se depara com inimigos centenários, e precisará enfrenta-los ao longo de extensos labirintos cheios de passagens, itens e adversários.

A jogabilidade é similar à de jogos como Dungeon Siege: Throne of Agony, X-MEN Legens ou Marvel Ultimate Alliance, nos quais o jogador tem uma visão isométrica do cenário e enfrenta hordas e mais hordas de monstros em diferentes locais, coletando armas, armaduras e itens que aprimoram o personagem, além de faze-lo ganhar níveis, aumentar seus atributos e ganhar novas habilidades.

Inicialmente, é possível escolher entre cinco classes diferentes (demolitions expert, firebug, tank, seal e sharpshooter), cada qual com suas próprias estatísticas iniciais, como melhor precisão de tiro, maior resistência física, proficiência com diferentes tipos de armas (energia, fogo, projéteis, explosivos e corpo a corpo) e afins. Após o início do jogo, existe a possibilidade de customização, que inclui regeneração, resistência a elementos, aumento de velocidade, melhoria de acertos críticos, etc. ?? possível também aumentar o nível das habilidades iniciais, ampliando as vantagens recebidas com as mesmas. Armas mais poderosas vão surgindo na medida em que se evoluem as proficiências com armas do personagem, e por isso a especialização torna-se mais interessante do que espalhar pontos entre os diversos tipos de armamentos. Algumas armas afetam grandes áreas (como explosivos) e outras apenas inimigos individuais (como projéteis), mas todas possuem várias vantagens e desvantagens, inexistindo um grupo que esteja acima dos demais, e sua escolha acaba dependendo mais do gosto do jogador e de seu estilo favorito.

Após a customização, Aileen pousa no complexo infectado pelos alienígenas junta de seu companheiro robô Scarab, e o jogo torna-se uma exploração de enormes labirintos, dentro dos quais é necessário cumprir diversos objetivos como obter um certo tipo de chave, resgatar outros seres humanos, localizar pistas e destruir inimigos específicos (normalmente chefes). Cumpridos todos os objetivos, ainda é necessário localizar a saída do local de forma a prosseguir para a próxima área. Entre certas fases, mais da história do jogo é contada e os mistérios sobre a Síndrome vão sendo aos poucos revelados, porém, de maneira muito rápida e concisa, de maneira a não interromper a ação.

A vasta gama de inimigos é volumosa, porém pouco variada, fazendo uso do o terrível aproveitamento de um mesmo gráfico com outras paletas para representar alienígenas diferentes e mais poderosos. Os monstros não têm qualquer estratégia, e tudo o que fazem é avançar e atacar sem parar, sendo a única dificuldade em despacha-los a quantidade de inimigos perto da munição atual (que pode ser facilmente coletada ou produzida pelo robô ajudante de Aileen). Os desafios proporcionados são quase nulos, e mesmo os chefes são bastante simplórios. Para um jogo de ação, este é um defeito imperdoável, que compromete a diversão.

Mais um Remake...


Os gráficos de AS são desfocados e confusos. O cenário acaba camuflando a personagem principal em alguns momentos, dificultando a visibilidade e a mira, que já é bastante confusa por si só. Alguns alienígenas têm conceitos interessantes, mas outros são meras minhocas gigantes ou esferas estranhas que se movem contra o jogador, além de serem constantemente reciclados e aparecerem em diferentes cores (e sabores). O entendimento de ???inimigos mais poderosos??? deste jogo é o de que eles podem levar mais tiros antes de morrer ou causar mais dano com seus ataques, já que suas táticas permanecem as mesmas e a inteligência (onde?) artificial continua com a mesma incompetência do início do jogo. As músicas de fundo são pouco expressivas, porém os efeitos sonoros são excelentes, e variam bastante com o uso de itens ou mesmo os passos em diferentes superfícies.

Os controles são imprecisos, e a personagem não se move nos 360 graus com suavidade, tendo certos ???ângulos??? predefinidos, o que dificulta muito a precisão da mira (que felizmente conta com um tipo de mira laser, um facho de luz vermelha que mostra a trajetória do tiro). A única maneira de andar sem se virar é mantendo o gatilho pressionado, o que desperdiça muita munição durante os constantes combates com enormes quantidades de inimigos.

Diversos aspectos do jogo, como a construção de itens com o gasto de recursos (uma espécie de moeda que se adquire no jogo dentro de caixas e de inimigos mortos), ou mesmo uma maior gama de habilidades especiais, poderiam ter sido mais bem trabalhados, acrescentando maior profundidade à sua jogabilidade, que ficou muito superficial.

Existem três níveis de dificuldade para estender a vida útil do jogo, mas estes acrescentaram pouco à experiência. O modo multiplayer ficou parecido com o do original, no qual cada jogador controla um soldado para fazerem uma limpa conjunta nos labirintos.

Resta dizer que Alien Syndrome é um jogo monótono e sem sal. ?? melhor experimentar outros similares (mencionados no início da análise) que são mais divertidos e conseguiram se utilizar melhor da fórmula de exploração de labirintos e evolução de personagens.



O Veredicto
: Alien Syndrome para PSP é um jogo ruim e que aparentemente tenta se aproximar demais do original, deixando de buscar inovações tanto em quesitos técnicos quanto na jogabilidade, reciclada de títulos similares, mas sem o mesmo brilho. O melhor a fazer é conseguir um Master System ou coletâneas como o SEGA Ages para o PS2 e se divertir com o original.


Prós:

- Bom para matar as saudades de um clássico.


Contras:

- Fraco design (tanto dos inimigos quanto das fases);
- Um jogo monótono, sem inovações na medida em que se avança.


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