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Review de Metroid Prime 3: Corruption para Wii de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Um dos jogos mais aguardados para o Wii, Metroid Prime 3: Corruption chega ao mercado com uma responsabilidade de não só fechar a trilogia ???Prime??? como cumprir com as expectativas dos fãs, e de quebra, servir como modelo para demonstrar do que o Wii é realmente capaz. Para a felicidade geral, o jogo se saí muito bem em todos os três quesitos.

Metroid Prime 3: Corruption, como o título indica, é o terceiro da série ???Prime???, mas já é o décimo jogo da franquia Metroid, e o primeiro que sai no Wii. Apesar de conservar as características principais de seus antecessores, os controles inovadores e os gráficos melhorados fazem com que o novo jogo seja bem diferente do resto da série.

Idéia velha, controle novo

Para quem não conhece, quem veste a armadura laranja e vermelha em Metroid é a caçadora de recompensas Samus Aran, personagem principal desde a primeira edição do jogo, lançada em 1987 para o Nintendo 8 bits. Além do fato de ser uma garota em um videogame, o que faz de Samus um sucesso é o seu vasto conjunto de habilidades: ela é capaz de disparar diversos tipos de munição, aplicando upgrades em seu canhão acoplado ao braço direito da armadura, e pode mudar sua forma para uma ???Morph Ball???, que faz com que a garota e a armadura virem uma esfera capaz de acessar locais como dutos de ventilação com facilidade. Quase um cross-over entre Megaman e Sonic.

Na terceira edição de Metroid Prime, Samus é novamente convocada pela Federação Galáctica para combater os piratas espaciais, inimigos de carteirinha da caçadora de recompensas. Desse gancho se desenvolve um enredo relativamente superficial, mas que consegue segurar a atenção muito bem por todo o jogo. Considerando que este é o fim da trilogia ???Prime??? de Metroid, sem dúvidas que um enredo mais épico caberia melhor, mas em momento algum a história do jogo chega a ser um fator decepcionante. Mas de forma alguma é um destaque.

A verdade é que o grande destaque de Metroid Prime 3: Corruption, sem dúvida alguma, são os controles do Wii. Mirar com Wii Remote pode parecer apenas um detalhe, mas deixa a experiência do jogo bem mais imersiva. E não é só aí que o sensor de movimento aparece bem. O Wiimote é usado diversas vezes para simular movimentos com a mão de Samus, ativando mecanismos como a própria nave da personagem. Um único leve contraponto desse sistema é que enquanto nas cenas de combate o Wiimote é usado para atirar com o braço direito de Samus, para manipular os demais objetos o controle representa o braço esquerdo da garota, o que é um pouco confuso a principio, mas não atrapalha tanto.

A extensão Nunchuk também é muito bem utilizada no jogo, e além da utilização do analógico e dos botões, o sensor de movimento é aproveitado para simular um equipamento usado por Samus semelhante a um chicote: balançando o Nunchuk para frente e para trás o jogador pode, por exemplo, agarrar pontos específicos do cenário como uma corda ninja, ou então agarrar e movimentar alguns objetos em alguns puzzles.

Outro ponto positivo em Metroid Prime 3 é a evolução na questão dos puzzles. Os quebra-cabeças estão bem mais intuitivos, simples e criativos, o que significa que eles estão um pouco mais fáceis também. Isso não quer dizer que não é preciso pensar para vencê-los: a facilidade ficou maior porque o design das fases de Metroid está bem melhor, ao contrário de algumas edições anteriores, onde o jogador muitas vezes passava todo o tempo indo e voltando pelo mesmo cenário, usando o scanner em todo tipo de objeto para resolver puzzles simples. Apesar de continuar sendo um jogo não-linear, a sensação de avanço nos mapas é bem maior em Corruption que em Metroid Prime Hunters, por exemplo.

Sobre os puzzles, aqueles envolvendo a Morph Ball são sem duvidas os mais divertidos. Neles, a câmera passa para a terceira pessoa, e fica em algumas posições mais ???cinematográficas???, o que faz com que esses sejam também alguns dos momentos mais bonitos do jogo, na questão visual. Geralmente, esses quebra-cabeças não são tão complicados de se resolver, mas também são bem mais dinâmicos que o resto de Metroid Prime 3. O fato é que os controles, o visual, e a fluidez das cenas com a Morph Ball formam um conjunto tão divertido que não seria entediante um jogo só disso.

Mas apesar de todos os pontos positivos, o novo Metroid ainda conta com alguns defeitos mais significativos. O primeiro é sobre a distribuição dos pontos para salvar o jogo nas fases, que são bem escassos. Isso não é um problema na maior parte das vezes, por que quando Samus morre, ela costuma retornar em um local bem próximo, pronta para enfrentar o inimigo novamente. Mas o jogador pode perder algumas boas horas de progresso se tiver que desligar o videogame em alguma emergência, ou se a energia elétrica cair, por exemplo.

O outro ponto em que Metroid deixa a desejar é na parte ???Shooter??? do jogo. Enquanto a maior parte dos puzzles são divertidos e geniais, os tiroteios são bem simples e superficiais, e mesmo com ótimo controle do Wii nunca são realmente envolventes. ?? fato que esse nunca foi um ponto forte na série, mas considerando todas as possibilidades garantidas pelo Wiimote, um sistema de combate mais trabalhado, incluindo inteligências artificiais boas, seria muito bem vindo. A única exceção são os combates com os chefes: misturando elementos de puzzles com a jogabilidade do Wii, ao som de uma excelente trilha sonora, essas batalhas épicas são sem dúvida o ponto alto de Corruption.

Prime time


Com concorrentes com potencial gráfico bem mais elevado, como o Xbox 360 e PlayStation 3, fica claro que na questão visual um jogo de Wii dificilmente chamará atenção. Metroid Prime 3 é uma rara exceção. Apesar de não contar com paisagens e cenários tão variados como Legend of Zelda: Twilight Princess, a qualidade gráfica do novo Metroid chega aos limites do que já foi visto no console da Nintendo, e não apenas pela questão de resoluções e texturas: os cenários são extremamente bem desenhados e planejados, fazendo com que o jogo se destaque mais pelo estilo e capricho nos visuais do que pela demonstração de poder de hardware.

O som é outro aspecto bem importante: além de uma trilha sonora épica e excepcional, o novo Metroid conta também com um excelente trabalho de voz. Samus não fala, mas os demais personagens sempre tentam puxar conversa com a personagem, e em alguns momentos, como nas excelentes cenas de corte do jogo, eles dialogam. Já os demais efeitos sonoros, como barulhos de armas e sons de inimigos, são simples e medianos: não chegam a atrapalhar, mas também não são exatamente bons.



O Veredicto
: Metroid Prime 3: Corruption consegue manter o excelente nível da série Prime e ainda trazer um ar de novidade, graças aos controles muito bem adaptados às possibilidades do Wiimote e Nunchuk. O controle aprimorado merecia batalhas mais envolventes e inteligentes com os inimigos comuns, mas mesmo que isso não tenha acontecido, o jogo ainda se destaca nas batalhas com os chefes de fase ??? todas extremamente divertidas e bem elaboradas. O outro ponto de destaque do jogo são os puzzles, que estão mais criativos e dinâmicos, utilizando sempre das características únicas dos controles do Wii. Enfim, uma conclusão muito próxima do ideal para a saga Prime.


Prós:

- Excelentes puzzles com a Morph Ball;
- Arte visual e sonora excelente;
- ??timas composições musicais;
- Batalhas contra chefes.


Contras:

- Parte ???Shooter??? simples demais;
- Poucos lugares para salvar.


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