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Review de Need for Speed: Carbon para PC de GamesBrasil

por GameVicio, fonte GamesBrasil, data  editar remover


Introdução

Desde o sucesso de Underground a série Need For Speed (que já completou seus 12 anos) vem focando em tuning (ajuste fino), que consiste na arte de modificar um carro na sua aparência, performance e sistema de sonorização (no jogo só os dois primeiros). Embalado pelo sucesso do filme "Velozes e Furiosos" (e suas seqüências), os jogos trouxeram a possibilidade de qualquer um poder ter o seu carrão e modificá-lo a gosto. Em Need for Speed Carbon, o novo jogo da franquia, não é diferente. O jogador encontrará máquinas que de babar, corridas intensas em várias modalidades, perseguições policiais e lindas garotas - uma mistura perfeita não é mesmo? A princípio sim. Mas, tire suas conclusões depois de ler nossa análise abaixo.
Jogabilidade:

Seguindo a linha de seu antecessor, NFS Carbon apresenta um roteiro que se interliga perfeitamente com as corrida e eventos. Os personagens estão na tela a todo o momento e ficam bem distintos na mente do jogador - embora alguns atores exagerem para parecerem malvados, representam satisfatoriamente sua função. A narrativa é contada em flashback e envolve o roubo de uma mochila com muito dinheiro. Recursos já conhecidos do cinema são amplamente utilizados, como mostrar a mesma cena sob vários ângulos e personagens, a fim de que seja revelado pouco a pouco quem é o verdadeiro vilão e suas motivações. Tal enredo, ainda que não seja digno de um Oscar, é satisfatório; afinal, não se trata de um RPG e sim um jogo de corrida!

?? no modo carreira que se desenvolve o enredo e o progresso sistemático do jogador no universo de Carbon. Devemos participar de corridas, comprar carros e vencer os adversários. Se você deseja iniciar uma corrida rapidamente, opte pelo Quick Race, modalidade na qual o jogador tem acesso rápido aos eventos e corridas já desbloqueados, escolhendo e personalizando o carro da preferência sem qualquer custo financeiro. Há ainda um modo de desafios dos mais diversos, onde, por exemplo, deve-se fugir de 25 carros da polícia, completar um circuito em determinada circunstância, entre outras provas.

Quanto às modalidades de corrida, Carbon manteve algumas antigas e trouxe outras novas: Drift - exige do jogador a capacidade de derrapar o carro com estilo para alcançar pontos; Sprint - corrida de apenas uma volta na qual vence quem chegar primeiro; SpeedTrap - a tradicional disputa nas vias da cidade que possuem radares, onde o objetivo é somar todas as velocidades fotografadas para ver quem foi o mais rápido; Checkpoint - corrida contra o relógio; Canyon Race - confronto de dois carros (sem Nitro) na qual vence aquele que somar mais pontos em duas etapas; e, para finalizar; Race Wars - um circuito com onze carros.

A jogabilidade em si é relativamente fácil, com um nível de dificuldade procrastinado. Ou seja, o jogo começa fácil e só mostra pra que veio nos momentos derradeiros. Um defeito agravado ainda mais pela brevidade com que se chega ao fim do jogo, principalmente se preferirmos pular direto aos eventos. Sim, além do modo já conhecido pelo qual somos guiados pelo GPS (e assim somos obrigados a percorrer toda a cidade), podemos agora acessar o mapa e pular diretamente para um evento em particular. O mapa da cidade é dividido por regiões. Em cada região existem territórios com diferentes tipos de eventos. Sendo vitorioso em cada um destes eventos, conquista-se os territórios, e quando todos são adquiridos, domina-se a região. No momento em que uma região é apropriada, o líder da gangue que dominava anteriormente desafia o jogador para uma corrida com uma boa dose de desafio (os líderes se diferenciam dos outros carros adversários porque possuem uma IA mais agressiva, além de conhecer e usarem os atalhos de maneira inteligente).

Para vencer o líder é necessário ser bem sucedido em três etapas. A primeira é uma corrida de duas voltas. A segunda e terceira etapas ocorrem no Cânion Carbon, uma espécie de serra com curvas fechadas e perigosas que ao menor descuido jogam o carro no precipício. Na primeira fase o jogador deve encostar o máximo possível no carro do líder, que já parte na frente. Os pontos são acumulados pela menor distância que o jogador conseguir manter-se do líder. Se ficar longe ganha menos pontos. Se bater no líder acumula pontos. E se conseguir empurrar o líder para fora da pista em direção ao precipício, a corrida acaba e o jogador vence (simples, mas não tão fácil na prática). Na segunda fase, as posições se invertem. Agora é o jogador que tem que ir à frente fugindo do líder. O quanto mais distante conseguir ficar, menos pontos perderá. Da subtração destas duas pontuações vence quem tiver o saldo maior. Sem dúvida, um novo modo de jogo bem desafiador, mas ao mesmo tempo irritante, pois basta um errinho bobo no final para lhe obrigar a começar tudo do início do processo descrito.

Carbon traz também às pistas a cooperatividade. Você agora é o líder de uma equipe de corredores que podem ser contratados ou demitidos a qualquer momento. Cada um deles pertence a uma das três categorias: Blocker, Drafter ou Scout. O Blocker atrapalha o adversário bloqueando o caminho. O Drafter posiciona o carro à frente para que, nos beneficiemos do vácuo, para alcançar velocidades maiores. E por fim, o Scout vai à frente buscando todos os atalhos das pistas. Estes três possuem habilidades especiais que trazem bônus como ganhar mais dinheiro, melhorar a personalização do carro e descontos em peças (respectivamente Fixer, Fabricator e Mechanic).

"Ok, muito interessante na teoria", você irá pensar. "Mas, esta cooperatividade funciona?". Na verdade, não como esperávamos. Os Blockers são interessantes em algumas situações, mas sua função é bem limitada quando estão muito atrás de outros carros. Os Drafters beneficiam em muito a velocidade, mas nem sempre acertam as curvas e às vezes vão por meio de obstáculos ou mesmo nos atrapalham parando seus veículos bem na nossa frente. Os Scouts de vez em quando nos colocam em situação de desvantagem ao invés do oposto. Depende muito do jogador em saber o melhor momento para aproveitar cada um da equipe, já que eles podem mais atrapalhar do que ajudar em alguns momentos críticos.

Quanto ao realismo das corridas, Carbon mantém o mesmo estilo de seus antecessores - é um jogo arcade. O aspecto positivo fica com as características do carro na pista: peso, tração, inércia - tudo influencia nas curvas e no desempenho geral. Mas é só isso. O resto que se vê na tela é inverossímil. A sensação de jogar em God Mode continua inalterada na franquia. O carro é indestrutível, aparentemente feito de concreto (como no clássico Camaggeddon - no momento em que se pegava o power-up específico) ou algo do gênero. As próprias batidas não causam grande preocupação, já que os carros que estão no fluxo do trânsito são tirados do caminho como se empurrássemos uma caixa de papelão. Não é possível entrar na linha divisória pista/cenário - e este último não se danifica, exceto aqueles objetos já colocados na pista para esta finalidade.

O controle em si é razoável, todavia não permite o re-mapeamento de algumas teclas, obrigando-nos, mesmo com o gamepad ligado, ter que usarmos o teclado para importantes funções - o que atrapalha em muito! Além do nitro podemos utilizar o Speed Breaker, uma espécie de câmera lenta (ou o bullet time do estilo Matrix) que altera o tempo e o espaço das manobras, fazendo com que o jogador possa manobrar melhor o carro em situações críticas. Esta última função é quase dispensável nas corridas em si, assim como na edição anterior do jogo, sendo mais útil contra a polícia, para furar bloqueios ou fugir de armadilhas. E falando em polícia, em Carbon ela está presente, porém não na intensidade alucinante de seu antecessor Most Wanted. No início é simples fugir dos Homens da Lei. Mas à medida que aumenta a procura pelo nosso carro (um número indica a temperatura das circunstâncias), os guardas ficarão no encalço ao fim de cada evento. Aqui a série mostra que retrocedeu ao invés de manter o mesmo estilo de Most Wanted - poderia haver mais perseguições policiais durante o jogo.

Falemos dos carros - fator que, tirando as lindas garotas da série, é o que mais interessa aos marmanjos. São mais 50 modelos, sendo que alguns podem ser comprados no jogo e outros literalmente adquiridos online pelo site da EA.com. Eis alguns modelos: Mazda RX-8, Toyota MR-2, Mitsubishi Lancer IX MR Edition, Mercedes Benz CLK 500, Porsche 911 Turbo, Lamborghini Murcielago, Dodge Viper SRT, entre outros. Tais veículos estão organizados em três classes. Os Exóticos são os carros mais velozes do jogo, mas com aceleração menor e controle mais difícil. Já os veículos realmente potentes com muita velocidade e aceleração, mas de difícil controle são os Muscles. E, por último, temos os Tuners, que possuem o melhor controle nas pistas, todavia com aceleração e velocidade máxima penalizadas. Há ainda três subclasses chamadas Tiers, que qualificam os carros melhores.

Como já é tradicional na série, o jogador poderá modificar a aparência do carro e suas peças. Carbon adiciona grande variedade de possibilidades ao jogador neste aspecto, permitindo-o pintar o carro com várias cores e tipos de tinta, variedade de calotas, vidros personalizados, dezenas de vinyls, e mais uma série de outras coisas que deixam a gente se perguntando por que não temos um daqueles na nossa garagem. A principal novidade, além do vasto conteúdo é que os componentes que modificam a aparência do carro podem ser totalmente modificados, no modo Auto-Sculpt. Você compra algumas peças genéricas e as modifica de acordo com sua vontade, maximizando assim a possibilidade de carros com estilo totalmente original. Mas tome cuidado para não fazer do seu Tuning um Xuning (termo usado para quando as modificações ficam bizarras e não combinam com o veículo, como se pode ver alguns exemplos neste site).

As peças mecânicas compradas podem ser modificadas para fortalecer as áreas fracas do veículo. Um exemplo disso é se um carro possui ótima velocidade de fábrica, mas pouca aceleração, pelas peças é possível compensar essa debilidade. Mas quem comprar a edição de colecionador lançada inicialmente no Brasil, terá um DVD Bônus com diversos vídeos e outras informações interessantes para saciar a curiosidade dos fãs. A edição também adiciona ao jogo 10 carros exclusivos, 10 carros pré tunados, 6 novas corridas, 3 únicos eventos e 10 vinyls únicos.

Áudio

A trilha musical de Carbon é formada especialmente por canções de hip-hop. São 28 músicas das mais diversas bandas e cantores, garantindo que o áudio continue mantendo o mesmo bom nível da série, na tentativa de agradar o gosto da maioria dos aficionados por velocidade, porém, mantendo mais o gosto dos americanos.

A dublagem dos atores é excelente. Com destaque, é claro, para a personagem da atriz hollywoodiana Emanuelle Vaugier (Nikki) que vai acompanhar o jogador durante todo o game. Há também quase uma dúzia de outros atores muito bem colocados em seus devidos papéis.

O som dos carros é impressionante, com altas doses de realismo. As batidas, polícia, motores dos carros ao nosso redor, derrapadas, reduzidas - não há muito o que dizer aqui, apenas que está tudo muito bem colocado, beirando a perfeição.

Multiplayer

O modo online de NFS Carbon, embora divertido nos seus modos de jogo, deixa a desejar na questão de como os jogos se organizam. Não há lobby, portanto é um pouco complicado arranjar corridas com amigos ou jogar com pessoas que você conheça. Quando se procura um jogo, o game automaticamente nos mostra a modalidade de corrida e os jogadores ali esperando. Ao final de cada partida um novo jogador participante tem a chance de atuar como líder e mudar o modo de jogo, carros usados entre outros detalhes, promovendo variedade de partidas, que suportam até 8 jogadores pela Internet. Um sistema opcional de ranking online garante que todos se mantenham motivados a confrontar adversários freqüentemente.

Os modos de jogo são: Porsuit Tag - você começa como corredor e outro oponente como guarda, quem for preso assume a função do guarda, e assim sucessivamente; Pursuit Knockout - circuito onde cada volta transforma o último carro da corrida em policial. ?? bem interessante se houver muitos jogadores porque, ao final, ele terá uma multidão de policiais no seu encalço. Os demais modos de jogos são aqueles que já descrevemos no início da review para o modo solo: Circuit, Sprint e Speed Trap.

Gráficos

Need for Speed Carbon continua mantendo o estilo da série, trazendo ao jogador gráficos excelentes e carros bem realistas. Entretanto, em termos de comparação, não há grande evolução em relação ao seu antecessor, Most Wanted. Isso não quer dizer que os gráficos estão ruins - pelo contrário. Continuam coloridos, precisos e detalhados, especialmente nos modelos dos carros. Uma overdose de filtros é utilizada durante a corrida, proporcionando muita cor e efeitos visuais exagerados. Os carros refletem em sua lataria todo o ambiente ao redor, especialmente se a tinta for cromada, chegando ao exagero de parecerem nestas circunstâncias aquelas bolas brilhantes que se usam nos tetos de boates.

O efeito blur no jogo também é usado em demasia. Com o tempo, Até podemos nos acostumar com todo aquele borrão na tela, mas a princípio percebe-se que a finalidade em dar a sensação de velocidade acabou por fazer as corridas parecerem mais um quadro de tinta molhado. Detalhes do cenário e preciosos frame rates são perdidos. Uma distorção considerável acontece no ambiente como um todo por causa do excesso deste efeito. Os próprios atores, que filmaram sobre tela verde, foram tão maquiados com efeitos a ponto de suas peles parecerem feitas de plástico. Sim, tudo tem estilo, mas é exagerado.

Há várias cut-scenes no game muito bem feitas e bem interligadas. Cada membro da equipe e também os líderes de regiões têm o seu vídeo próprio - são personagens interessantes. O mundo do jogo também está bem caracterizado, com atalhos, latas de lixo nas ruas, mas novamente seja dito, não há aqui nada muito diferente do que já se viu até agora. A cidade é suficientemente grande, com muitas curvas, oferecendo assim várias modalidades de pistas. Nas ruas não vemos pessoas, apenas carros com o fluxo de trânsito normal.

Sendo Carbon um jogo com apelo visual, sentimos falta do Replay ao final das corridas. Mas o game não nos proporcionou a chance de assistir as corridas novamente no final sob vários ângulos do evento, o que acabou fazendo falta para um jogo dessa categoria.

Conclusão

Mais um jogo da série Need For Speed chega ao mercado, e provavelmente você está se perguntando se vale a pena ou não encara mais este desafio. A avaliação que fazemos de Carbon é que o título se parece em muito com seu antecessor em quase todas as fórmulas, com algumas mudanças aqui e ali. Em alguns aspectos vai além, oferecendo uma variedade grande de opções para tuning, estratégia durante as corridas (equipe) e o novo modo Canyon Carbon. Ainda em outras áreas, Need for Speed Carbon continua com as marcas que já são tradição da série - gráficos excelentes (mas exagerados), áudio de primeira e jogabilidade arcade (que parece que se está jogando em God Mode, onde nada te afeta).

Infelizmente nos outros quesitos o game retrocedeu. As perseguições policiais poderiam ser mais freqüentes e intensas, o enredo mais interessante (do que o insistente flash-back) em um jogo que é curto demais. Assim, cabe ao jogador mais exigente "fazer as contas" e verificar se o "saldo" é positivo antes de adquirir este novo título da série. Agora, se você é um fã "crônico" dos jogos NFS, pode comprar com tranqüilidade o novo Carbon, pois certamente vai encontrar conteúdo capaz de lhe divertir por boas horas.

Prós
  1. ??timos gráficos especialmente nos modelos dos carros;
  2. Bastante conteúdo para tuning e com grande liberdade de customização;
  3. A equipe (quando não atrapalha) adiciona estratégia nas corridas;
  4. Corridas intensas e divertidas;
  5. Muitos carros de babar;
  6. Multiplayer divertido.


Contras
  1. Inova em alguns aspectos, mas regride em outros;
  2. Curto e fácil, com algo mais desafiador só ao final;
  3. Os efeitos gráficos são exagerados;
  4. Arcade demais com a velha sensação de carro indestrutível;
  5. Não permite o re-mapeamento do controle para algumas funções;
  6. Os confrontos com a polícia poderiam ser mais freqüentes;
  7. Multiplayer carece de recursos para organização de partidas com amigos.



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