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Review de Sid Meier's Civilization IV: Warlords para PC de GamesBrasil

por GameVicio, fonte GamesBrasil, data  editar remover


Introdução

Civilization IV alcançou em 2005 uma façanha almejada por muitos desenvolvedores. Venceu vários prêmios, foi considerado o jogo do ano (outros ainda afirmaram que se tratava de um dos melhores jogos de todos os tempos), alcançando as notas mais altas na maioria dos veículos de comunicação especializados em reviews, e olha que a concorrência não estava nada mole.

Não é difícil imaginar a grande questão que a Firaxis enfrentou para fazer esta expansão. Afinal, como melhorar ainda mais uma semi "obra-prima"? Pelo jeito os desenvolvedores descobriram a resposta. Em time que está ganhando não se mexe (ou se mexe o mínimo possível). E essa é a impressão que temos de Civilization IV: Warlords. Toda a base do jogo Civ4 está presente sem mudanças radicais. ?? claro que o jogo sofreu uma melhora e boa variação na jogabilidade somado ao novo conteúdo - porém, será que a expansão realmente vale para aqueles que estão pensando em comprá-la? ?? o que discutiremos a partir de agora, para que você possa decidir.
Jogabilidade:

Numa análise global, a expansão Warlords adiciona ao Civilization IV novas unidades, novos líderes e cenários, modificando assim vários aspectos do jogo. Falemos inicialmente da adição da qual deriva o nome da expansão, o "Senhor da Guerra". Quando o jogador vence batalhas, acumula pontos de experiência, gerando assim a nova unidade Grande General, que se atrelada a outra no campo de batalha transforma-se no Senhor da Guerra, liderando assim suas tropas. Na cidade, o Senhor da Guerra é útil para construir uma academia militar ou ser transformados em instrutor militar, melhorando as tropas (seja com atualizações gratuitas ou promoções especiais) e o treinamento bélico geral.

Como está sugerido, espere de Civ4: Warlords uma jogabilidade que favorece postura mais agressiva e menos conservadora da parta do jogador, beneficiando as grandes batalhas. De fato, o jogador necessitará ser mais ousado ao passar por esta expansão, e os mais experientes vão notar que a Inteligência Artificial está bem mais agressiva e hostil, chegando perto daquela dificuldade que se experimenta quando se joga contra seres humanos.

A diplomacia do game também ganhou uma opção importante que acaba influenciando em como as batalhas se configuram. Agora o jogador pode optar pela vassalagem durante seus acordos diplomáticos. Ela ocorre quando um estado mais fraco oferece fidelidade e trabalho ao estado suserano em troca de proteção. O interessante desta opção é que o Estado vassalo fica como um ponto de apoio do estado dominante. O estado suserano pode entrar no território vassalo e ter visibilidade de todas as tropas, além ter acesso aos recursos militares que necessitar. Se o Estado suserano declarar guerra, o estado vassalo obrigatoriamente entrará também. A grande implicação dessa mudança na diplomacia é o favorecimento de alianças entre poderosos e fracos, além de permitir que as guerras ocorram entre grupos de civilizações diferentes e não mais polarizada entre apenas duas. Isso faz com que o jogador também pense duas vezes antes de atacar uma civilização mais fraca, mas que é protegida por outra mais forte.

Além dessas duas importantes mudanças, o jogo traz ainda outras no novo conteúdo. Três maravilhas foram acrescentadas: a Grande Muralha, o Templo de Ártemis e a Universidade de Sankore. Cada uma delas traz benefícios para o jogador em diversos aspectos. Rendem bônus militares beneficiando a defesa da cidade, ajudam no comércio e dão bônus nas ciências - tornando assim as civilizações mais poderosas e adicionando opções estratégicas. No caso da Grande Muralha, o território da cidade fica mais isolado, não permitindo que exércitos cruzem à vontade, além de ser uma grande vantagem contra os ataques de bárbaros.

Há no game seis novas civilizações: Cartago, Celtas, Coréia, Otomanos, Vikings e Zulu - cada um delas com unidades e característica específicas. Todas possuem novos líderes (respectivamente): Aníbal, Breno, Wnag Kon, Melumed II, Ragnar e Shaka. Líderes adicionais foram acrescentados às nações já existentes, sendo que a Inglaterra recebeu a adição de Winston Churchill; Roma, Augustus Caesar; Egito, Ramesess II; e a Rússia, Josef Stalin - o que totalizam, ao todo, 10 novos líderes. Estes líderes influenciam ainda mais a civilização, pois possuem três características novas, podendo ser imperialistas, carismáticos ou protetores. Se imperialistas, garantem 100% de chance de surgimento de um Grande General. Se carismáticos, promovem um aumento na felicidade da cidade. Se protetores, permitem promoções gratuitas para algumas unidades além de velocidade maior nas construções. Ou seja, o líder deixou de ser apenas um gráfico 3D para olhar durante o diálogo diplomático. Agora, é necessário saber qual líder escolher, de acordo como o estilo de jogo.

A expansão adiciona também muitas unidades únicas e algumas delas podem ser utilizadas por qualquer civilização (desde que alcancem conhecimento tecnológico), como as unidades Trebuchet e a Trirreme. A primeira é artilharia e adiciona muito poder de fogo ao seu exército, especialmente contra cidades. A segunda é uma unidade de combate naval, que apesar de não poder transportar outras unidades, possui uma boa vantagem quando está combatendo com embarcações comuns. Existem também unidades específicas que só podem ser acessadas em certos cenários, para não criar desequilíbrio no jogo.

E por falar em cenários, contamos agora com mais oito novos. A boa notícia é que tais cenários trazem consigo várias modificações na jogabilidade utilizando de regras, unidades e civilizações específicas. Há 6 deles que recriam situações históricas como a Unificação Chinesa, a Guerra de Peloponeso, Alexandre o Grande, a Ascensão de Roma, a Era dos Vikings e Gengis Khan. O que o jogador pode encontrar neles? Um jogo que favorece alianças, traições, gigantescos exércitos, batalha naval, lutando sempre pelo domínio de uma região ou eliminando outros povos.

Além desses, há 2 cenários com histórias alternativas, como a Horda Bárbara e Omens (Augúrios). O que chama a atenção aqui é que no primeiro modo, o jogo cria um mundo completo com civilizações rivais, sendo que a quantidade de turnos do jogador permite ao computador calcular a dificuldade e o avanço de cada civilização. O objetivo com os bárbaros é tão somente destruí-las, o que é uma boa novidade para os fãs da série!

No mais, Warlords potencializa as coisas boas de Civilization IV - continuando um jogo imersivo e cheio de detalhes, com uma estupenda árvore tecnológica (que foi reescrita na expansão), repleto de conteúdo e informações, permitindo que o jogador possa ter uma variedade tremenda de opções para se divertir. As últimas correções (patches) lançadas até o momento para Civ IV também estão incluídas na instalação. Elas ajustam o jogo de diversas formas, corrigindo bugs e outros aspectos na compatibilidade e jogabilidade. O manual vem em CD separado e tem a qualidade de ser bem didático e explicativo, permitindo que o jogador de cara perceba as principais mudanças e novo conteúdo desta expansão.

Áudio

A grande variedade no áudio de Civilization IV é impressionante. Tanto nas músicas como nos efeitos e dublagens, o som é usado com muita precisão e bom senso, nunca sendo intrusivo - e é tudo muito caprichado.

Warlords acrescenta temas de áudio (música e sons) para as seis novas civilizações e o que chama a atenção é que cada detalhe foi trabalhado com dedicação, desde os sons da interface até as batalhas. O resultado disso é um casamento perfeito de imagem e áudio.

Multiplayer

Warlords deixou o multiplayer de Civ IV ainda mais interessante. Dispõe de todos os recursos anteriores, como PBem (partida por e-mail), Hot Seat (todos no mesmo computador), podendo ser jogado pela LAN, Internet (via GameSpy) ou IP direto - com até 12 jogadores. O principal destaque é que a vassalagem faz com que os jogadores tenham que adotar diferentes estratégias, mesmo quando pensam em atacar um jogador mais fraco que é subordinado de outro mais forte. Realmente, as novidades trouxeram mais diversão e equilíbrio.

Outra novidade que foi logo disponibilizada após o lançamento do Civilization IV (aqui instalada com o game) é o PitBoss, uma espécie de aplicativo que integra melhor o jogo com vários jogadores. Funciona basicamente assim: se você está num jogo multiplayer e alguém sair, você poderá realizar o seu turno, mas o jogo ficará paralisado até que o jogador que saiu volte. Enquanto isso se estuda melhor o mapa, gerencia as cidades e modifica as tecnologias - mas o jogador não poderá mover suas unidades até todos os jogadores realizarem seus turnos novamente.

Gráficos

Os jogos da série Civilization sempre se assemelharam muito a jogos de tabuleiro. Por esse motivo, apesar dos gráficos serem em 3D, não temos liberdade para movimentar a câmera em todos os ângulos - o que não chega a atrapalhar em nada. O zoom, por sua vez, é bem amplo nos dois extremos e as unidades parecem gigantes no mapa, característica de alguns jogos que priorizam a estratégia ao gráfico.

Mesmo assim, o game agrada em todos os aspectos, apresentando um mundo colorido, com boas animações, unidades detalhadas, com destaque às expressões faciais dos líderes que condizem com o seu humor. Apesar de Warlords não trazer mudanças significativas neste aspecto, a engine gráfica continua ótima e atual resultando em uma imagem "macia" com altas taxas de quadros por segundo.

Conclusão

Civilization IV: Warlords é uma ótima pedida para aqueles jogadores já experientes na série, que estavam procurando por novos desafios e uma diferente experiência na jogabilidade. Bem mais polida e equilibrada que o jogo original, esta expansão coloca o jogador diante de desafios maiores, confrontando uma IA mais agressiva e incentivando uma atitude menos conservadora - o resultado só poderia ser: mais diversão.

Entretanto, a observação mais importante a se fazer é que Warlords tornou-se uma faca de dois gumes. Seu grande acerto e ao mesmo tempo o seu grande problema foi não ter mudado muito a cara do Civ IV. Por um lado, a expansão mantém o core de um jogo já premiado - não tinha como não dar certo. Por outro, se enfraquece devido às varias opções de modificações disponíveis gratuitamente na Internet, que oferecem uma mudança bem mais radical na jogabilidade. O conteúdo também deixará a desejar para os são fanáticos pelo game, especialmente para aqueles não exploram tanto o multiplayer.

Prós
  1. Jogo mais agressivo com ênfase nas batalhas;
  2. Equilíbrio ainda melhor na jogabilidade;
  3. Acrescenta maneiras diferentes de se jogar Civ IV;
  4. Novos cenários renovam os desafios;
  5. Multiplayer ainda melhor;
  6. Tudo muito bem feito e polido.


Contras
  1. Está ainda mais difícil para os novatos;
  2. Decepcionará aqueles que esperavam modificações mais abrangentes;
  3. O conteúdo adicionado ao jogo poderia ser maior.



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