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Review de Spore para PC de Eurogamer

por GameVicio, fonte Eurogamer, data  editar remover


Quando Will Wright anunciou Spore, muitos foram aqueles que ficaram receosos sobre este novo projecto do criador de ???Os Sims???. Mas também não é para menos, pois comprimir milhões de anos de evolução num único DVD é obra. A verdade é que o génio dos jogos de simulação de vidas conseguiu, e de forma brilhante, devemos acrescentar.

Como não é todos os dias que temos a oportunidade de criar o nosso próprio universo de raiz, estávamos desejosos em meter as mãos em cima da versão final de Spore. Agora que examinámos todos os cantos do jogo devemos dizer que o título superou todas as nossas expectativas.

A história da nossa espécie não podia começar de forma mais simples. Controlamos um ser celular, e o objectivo principal desta primeira fase de evolução é comer plâncton. Ao fazermos esta acção vamos acumulando pontos de ADN que servem para evoluir a espécie. Sempre que ingerimos alimento suficiente para isso, podemos chamar um parceiro e acasalar, e de seguida somos convidados a modificar a nossa criatura, de forma a tornar a descendência cada vez mais complexa.

Nesta fase as escolhas que fazemos já vão influenciar o futuro da espécie. Podemos optar por uma abordagem mais ofensiva, equipando-nos com jactos de veneno e comendo apenas algas, ou então equiparmo-nos com espigões e atacar outros seres.

Esta não é uma fase muito longa, mas é bastante divertida, e além de estar dotada de grande beleza visual, serve para introduzir a nossa criação na história do jogo.

Ao fim de termos preenchido a barra inferior de complexidade, está na altura de dar o próximo passo evolutivo; sair da água e caminhar em terra firme. Somos convidados a alterar o nosso ser outra vez, agora com dimensões bastante mais generosas, e ao fim deste processo estamos aptos para enfrentar um novo mundo.

Como seria de esperar, esta fase é um pouco mais complexa. Continua a ser bastante importante procurar alimento, mas para que consigamos desenvolver as capacidades intelectuais da nossa criatura temos de conviver com outros animais. Para isso podemos fazer uma abordagem agressiva ou cordial. Nesta última é-nos pedido que façamos poses graciosas, dancemos e cantemos. Se o fizermos correctamente, atingindo o patamar de felicidade nas criaturas que queremos conquistar, então estas ficam nossas aliadas.

Como seria de prever, as amizades trazem vantagens para a nossa criação. Além de desbloquearmos novos itens de personalização, podemos restaurar a vida nos ninhos aliados, chamar reforços para lutar ou até para impressionar novas espécies. Estas conquistas fazem com que a barra de evolução vá ficando preenchida, e quando chegar ao seu limite quer dizer que estamos aptos para evoluir uma vez mais.

Falta ainda dizer que as opções de ataque são bastante simples. Quando escolhemos este modo, aparecem numa pequena barra os vários ataques que podemos usar. Estes são ensinados pelos progenitores à nova geração da espécie, e podem variar tendo em conta a personalização de armas da vossa criatura.

Pelos cenários podemos ainda encontrar esqueletos. Estes também são importantes, já que é a partir deles podemos extrair novos objectos para a nossa personagem, como olhos, pernas, ornamentos, entre outras coisas.

A terceira fase do jogo (tribal) é bastante diferente de todas as outras. Aqui não controlamos uma criatura, mas sim várias. ?? como se fosse um jogo de estratégia.

A tribo é constituída por um chefe e os seus membros, e todos eles têm de contribuir para o sucesso da mesma. Podemos seleccionar apenas algumas criaturas, ou todas ao mesmo tempo. Isto facilita a gestão de tarefas. Por exemplo, enquanto mandamos 3 criaturas pescar, outras 3 podem ir caçar, e uma domesticar um animal selvagem. Todas estas acções fazem com que ganhemos pontos de comida, o bem mais precioso nesta fase evolutiva.

Como em qualquer aldeia, tem de haver uma boa gestão de recursos. Os pontos (comida) podem ser roubados por animais selvagens ou por membros de tribos vizinhas, por isso deixar o nosso território sozinho é má ideia. Mas não é só destes fenómenos estranhos que vive o jogo. Nesta fase poderão ver objectos voadores misteriosos a pairar sobre a nossa tribo, explorando o que se passa no nosso mundo, algo que vai fazer sentido na última fase do jogo.

Tal como na fase anterior, também teremos de conviver com outros povos, de forma harmoniosa ou violenta. Se optarmos pela primeira, existe um ritual antes de convencermos um povo a ser nosso aliado, já que é necessário equipar os membros da nossa tribo com instrumentos (de uma pequena barraca que podemos trocar por pontos) para os impressionar. Normalmente este processo tem de ser feito duas vezes, mas o contrário também pode acontecer, ou seja, outra tribo abordar a nossa.

Se optarmos pela forma violenta convém termos a certeza que temos equipamento suficiente, assim como membros da tribo. Depois de breves minutos a planear tudo é altura de realizar o ataque. Ao fim de escolhermos o modo de ataque, viajamos para a localidade que queremos atacar, e depois é só esperar que a guerra acabe. Ao fim disto acontecer, e para culminar, devemos destruir a cabana principal, de modo a extinguir essa tribo.

Conforme conquistamos povos e ganhamos pontos de comida, mais tendas ficam disponíveis para compramos. Como referimos em cima, algumas oferecem instrumentos musicais e outras engenhos de luta e pesca que rentabilizam estas actividades.

Podemos ainda domesticar animais selvagens que se fazem passear pelas zonas circundantes. Este processo também é bastante simples, e permite a obtenção de pontos mais facilmente. Mas também para isto temos de sacrificar alguma da nossa comida, já que é com isso que os atraímos para o nosso acampamento.

Existem outros pormenores em toda esta fase que são bastante interessantes, como os primeiros balões de conversa (o que significa algum poder intelectual por parte da nossa tribo), os animais domésticos a brincar dentro da cerca, e ainda a cerimónia que antecede às oferendas, que começam sempre com alguns membros da nossa tribo a ???abrir caminho??? com pétalas de flores.

Quando finalmente passamos esta fase, é altura de dar o salto para a civilização moderna. Podemos, pela última vez, modificar o aspecto físico da nossa personagem, e estamos prontos para avançar. A complexidade desta fase em relação às anteriores é bem evidente, e pela primeira vez a comida não está em primeiro plano, mas sim os géisers de especiarias.

Começamos por construir o edifico da Câmara Municipal e um carro, mas outros edifícios e veículos são essenciais para avançar no jogo. A forma como construímos estes é bastante semelhante à opção ???criador de criaturas???. São-nos dadas várias peças que podemos juntar para formar as mais variadas obras de arte arquitectónicas ou mecânicas, e ao fim de estarmos satisfeitos com o resultado é altura de lhes conferir alguma cor com o modo de pintura. Tal como nas criaturas, também aqui existem estilos pré-definidos, mas podemos fazer tudo de raiz graças a uma ferramenta estilo balde de tinta.

O planeamento urbanístico também é bastante importante. Não é aconselhável encher a cidade de fábricas, já que a população é mais produtiva se houver algum divertimento, por isso é essencial haver algum equilíbrio entre casas, fábricas e centros de diversão.

Sendo esta uma fase global, temos de enfrentar todas as nações existentes para podermos atingir o domínio mundial. Este objectivo é conseguido de forma religiosa ou militar e para este efeito temos de construir mais veículos. Para expandir a nossa frota temos de ter mão-de-obra, e isso só é possível ocupando novas cidades.

Existem ainda algumas escolhas que podemos fazer no que toca à diplomacia, como dar dinheiro a cidades para serem nossas aliadas, fazer um ataque conjunto, ou simplesmente tecer alguns elogios.

Estando o objectivo desta fase cumprido, as nossas criações sonham mais alto, e entramos na era espacial. Ao fim de fazermos a nossa nave e de termos cumprido algumas tarefas simples (ao estilo de um tutorial) é altura de ligarmos os motores e viajar pela galáxia.

Esta última etapa é bastante mais longa que as outras, e a linearidade das tarefas poderão afastar aqui alguns jogadores. Basicamente temos de viajar pelos vários planetas em busca de novas formas de vida, colonizar territórios, fazer trocas comerciais, entre outras tarefas menores.

Existem ainda outros pontos interessantes, como o facto de num dos planetas mais próximos do nosso termos encontrado uma nave que na fase tribal tentara comunicar com alguma forma de vida inteligente, mas sem sucesso ou ainda o facto de algumas criaturas que encontramos pela frente serem criações de jogadores, ou seja, se têm o jogo ou a versão Creature Creator e submeteram alguma das vossas criações para os servidores da Maxis, então é muito provável que alguém a veja quando estiver a jogar.

Spore, à semelhança de Os Sims, já tem um cantinho na história dos videojogos. ?? um jogo bastante ambicioso, mas que cumpre o que promete e é altamente viciante. A componente online (de troca de criaturas e informações) também promete agarrar muitos jogadores ao PC durante horas.


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