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Review de Crysis Warhead para PC de Eurogamer

por GameVicio, fonte Eurogamer, data  editar remover


Crytek, CryEngine2, Crysis, Warhead. Estes nomes dizem algo a vocês? Pois bem, sempre que ouvimos estes nomes associamos a gráficos luxuosos devoradores de hardware. Resumidamente é mesmo o que nos vem à cabeça sempre que ouvimos, lemos ou visualizamos estes nomes. Foi em 2004 que a Crytek ???chocou??? o mundo dos videojogos quando lançou o seu primeiro jogo, Far Cry. Tecnologicamente revolucionário para a época e como se veio a constatar, um devorador de hardware.

Far Cry envergonhou muitos dos entusiastas fanáticos pela plataforma de jogos PC. Quantos upgrades não foram efectuados na altura à custa deste jogo da Crytek? Passados três anos eis que esta editora volta à carga com o seu todo poderoso Crysis. Mais uma vez a Crytek humilhou muita gente com mais um devorador de hardware. Crysis foi, e ainda é, um jogo capaz de humilhar muitos computadores por mais artilhados que estejam, só mesmo em Crossfire ou SLI para o jogar em todo o seu esplendor.

Mais um ano passou e mais uma vez a Crytek volta à carga, agora com o seu Crysis Warhead. Embora as prequelas estejam na moda, a editora optou por um jogo que relata acontecimentos paralelos aos do Crysis original. Com Warhead a Crytek procura corrigir alguns dos erros presentes no jogo original, principalmente a sua elevada exigência em termos de hardware. Outra das razões desta nova incursão pelo universo de Crysis foi a de testar o mercado PC com um jogo a um preço bem acessível, 29,99 Euros. Mas porquê testar? A resposta é simples, Crysis foi de certo modo um fracasso em termos de vendas. Existem duas razões apontadas para tal fracasso, uma delas é a elevada exigência do jogo em termos de hardware, a outra está relacionada com a onda de pirataria que assola esta plataforma de jogos.

Acreditamos que depois de analisar bem as vendas de Warhead a Crytek decidirá se valerá a pena desenvolver jogos para PC. Já todos sabemos que está nos planos da editora o lançamento de um jogo para as consolas da actualidade, podendo ser um virar de página no historial da Crytek.

Mas voltemos ao que nos traz até aqui, Crysis Warhead. Como já referimos, neste jogo a Crytek optou por uma estória paralela à do jogo original, colocando o jogador na pele do Sargento Sykes ???Psycho???. A nossa missão é encontrar o coronel Ji-Sung Lee, um oficial político da Coreia do Norte, e a carga misteriosa que ele transporta.

Para quem jogou Crysis a sensação de "déjà vu" nunca foi tão real. Warhead é praticamente idêntico ao original, tendo apenas sofrido um upgrade em armamento e veículos. Uma das novas armas, que são duas, é a micro-metralhadora (AY69) de curto alcance (podemos utilizar uma em cada mão). Esta nova arma revela-se muito eficaz a curto alcance, o seu poder de fogo é impressionantemente devastador. A segunda arma é um lança granadas com controlo remoto (FGL40). Quanto aos novos veículos, temos um hovercraft capaz de andar por terra e água. Este veículo é bastante versátil mas muito vulnerável, não possui armamento e apenas o utilizamos para percorrer longas distâncias. Depois temos um veículo de reconhecimento blindado (Armored Scout Vehicle), capaz de resistir aos ataques bem poderosos.

Praticamente é tudo o que pode ser dito sobre Warhead já que o jogo é exactamente igual ao seu original. Tanto a nível da jogabilidade como em termos sonoros, o jogo contínua idêntico, nada foi alterado, basicamente Warhead vem acrescentar mais meia dúzia de horas à campanha original e tudo o que a versão anterior possui este Warhead também o tem. Temos gráficos luxuosos, armas para todos os gostos e feitios, veículos, e claro o nosso Nanosuit. A única diferença notória é a acção em si, o jogo é bem mais intenso, mal acabamos um combate somos logo encaminhados para outro e por aí adiante, os encontros com os alienígenas também são mais frequentes.

Se bem se recordam a Crytek prometeu optimizar o motor CryEngine2 de tal maneira que um PC de 400 Euros seria capaz de o correr em toda a sua glória. Bem, não gostamos de ser desmancha-prazeres mas é impossível jogar Warhead em toda a sua glória se não possuirmos um computador bem artilhado. O jogo foi testado num PC com algum poder (CPU da Intel Core 2 E8400, 2GB de memória RAM e com uma Nvidia 8800 GT 512MB) e uma coisa é certa, o jogo não corre nada bem. Ao chegar à parte do jogo em que tudo à nossa volta se encontra congelado, o nosso PC quase que derreteu, o ???frame rate??? desceu para uns míseros 15 a 25 FPS. Mas nem tudo é mau, em alguns níveis do jogo existe uma notória melhoria na fluidez, em comparação com o jogo anterior, mas não se confirma o que a editora prometeu. Crysis Warhead é o que já se esperava, um verdadeiro devorador de hardware.

Mas como nem só do modo singleplayer vive este jogo, a Crytek inclui um disco extra com a componente multiplayer, denominada por Crysis Wars. Ao iniciar este modo de jogo somos brindados com um delicioso vídeo de introdução, algo muito subtil que cria desde logo uma enorme vontade de jogar contra jogadores de tudo o mundo.

Neste Crysis Wars temos três opções de jogo (Power Struggle , Instant Action e Team Instant Action). Em Power Struggle, como o nome evidencia, temos que lutar pela supremacia territorial. Vamos conquistando posições que nos vão permitir adquirir novas armas e consequentemente avançar no terreno. No modo Instant Action, mais conhecido por deathmatch, vamos combater todos-contra-todos num máximo de 32 jogadores ao mesmo tempo, ganha quem aniquilar mais inimigos. O Team Instant Action combina elementos presentes no Power Struggle com os existentes em Instant Action. Podemos combater pelo exército americano ou pelas forças norte-coreanas onde podem jogar até 32 jogadores ao mesmo tempo. Crysis Wars vai certamente fazer as delícias de todos os que adoram uma boa matança online.

Apesar de já termos visto este filme antes, Warhead não deixa de ser um bom jogo em jeito de expansão. O jogo não necessita do Crysis original para se poder jogar, mas não deixa de ser uma espécie de expansão pelo facto de pouco ou nada acrescentar ao original. O jogo vale bastante pelo seu modo multiplayer onde damos uso às fenomenais características de Crysis, desde o seu armamento até ao formidável Nanosuit. Para quem possuir um PC bem poderoso Warhead é altamente recomendado, não existe no mercado um único jogo capaz de lhe fazer frente a nível visual. A Crytek conseguiu mais uma vez deixar-nos de boca aberta em muitas das partes do jogo, Warhead é graficamente irrepreensível.


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