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Review de Mirror's Edge para PC de Eurogamer

por GameVicio, fonte Eurogamer, data  editar remover


Depois das versões para a PS3 e Xbox 360 finalmente Faith chega ao nosso PC, uns meses atrasada (penso que escolheu o caminho errado) mas mais vale tarde que nunca. Para ser sincero fico sempre desconfiado quando um jogo é inicialmente lançado nas consolas e posteriormente no PC. Não raras são as vezes que o descuido é a palavra de ordem, sendo o resultado final uma autêntica desilusão.

Mas é com enorme agrado que verifiquei que a DICE não brincou em serviço, e o resultado está à vista, esta é de facto a melhor das três versões. O tempo extra de trabalho foi bem empregue, Mirror's Edge está de boa saúde e recomenda-se.

Como já todos sabemos em Mirror's Edge vestimos a pele de Faith, uma mensageira que percorre o submundo de uma cidade onde a repressão asfixia a liberdade de viver. Saltando, correndo, voando, ela desliza pelos arranha-céus com uma brisa a tocar os seus cabelos, livre como um pássaro. Mas toda esta liberdade e rebeldia rapidamente são interrompidas quando a sua irmã é envolvida num crime que supostamente não cometeu. Faith parte em busca da verdade, lutando contra o poder que sufoca a cidade, ela descobre que por vezes são os mais próximos que a atraiçoam.

Este é de facto um jogo que se destaca dos demais pela sensação de liberdade que nos transmite. ?? delicioso correr, ou melhor, voar pelos edifícios e sentir a liberdade como nunca sentimos num videojogo. Os níveis também contribuem para tal sensação, embora construídos de forma algo linear, estes permitem uma certa liberdade de movimentos, em certas ocasiões temos mais do que uma via para chegar ao mesmo local.

Seria de esperar, pelo menos eu gostava que tal tivesse acontecido, a inclusão de algum extra nesta versão, mas tal não aconteceu. A versão PC de Mirror's Edge é praticamente idêntica à das consolas, sendo apenas diferente a nível visual e em termos do controlo da nossa personagem. Também se destaca a ausência dos Trophies/Achievements, retirando-lhe alguma longevidade.

Visualmente nota-se um ligeiro upgrade a nível das texturas, estas são mais detalhadas, também se nota uma maior definição de todo o ambiente, devido à superior resolução conseguida nesta plataforma (jogámos com 1680*1050). A activação do Anti-aliasing também lhe confere um visual mais limpo e nítido, com o horizonte ainda mais visível e definido. Outra característica desta versão é a inclusão do software PhysX da NVIDIA, que permitiu adicionar alguns extras em termos gráficos, um dos exemplos são os plásticos que abanam ao sabor do vento e que se desfazem assim que os atravessamos. Pormenores simples mas que oferecem uma maior riqueza visual, tornado a experiência ainda mais recompensadora.

Como devem ter reparado, referi que existe uma diferença no que toca ao controlo da nossa personagem em relação à versão para consolas. Este é um aspecto que verifiquei assim que peguei no jogo, o rato e teclado funcionam na perfeição, concedendo um nível de controlo e sensibilidade muito superiores ao gamepad das consolas. Tudo se torna bem mais intuitivo, desde os saltos, o slow-motion, a precisão com que aterramos num determinado local e até, como é óbvio, o manuseamento das armas. ?? claro que podem sempre, caso tenham, utilizar o comando da Xbox 360 ligando-o ao PC, mas rapidamente voltarão ao rato e teclado.

Um aspecto estranho que verifiquei é o facto de não se poder configurar os botões do gamepad, e que somente o comando da Xbox 360 funciona correctamente. Testámos o jogo com o RumblePad 2 da Logitech e verificámos que a posição de alguns botões estava trocada.

Já que estou numa de jogabilidade, não podia deixar de referir um dos pontos que mais frustração me causou. Apesar da já referida melhoria em termos de controlo que o rato e teclado permitem, é irritante o número de vezes que tive que iniciar certos níveis, um simples salto pode tornar-se num autêntico pesadelo (será que jogo assim tão mal?). Felizmente esses momentos de angústia são raros, mas vão atormentar por algum tempo as minhas belas noites de sono.

Mirror's Edge é uma experiência alucinante e divertida, mas peca pela pouca longevidade, conseguimos acabar o jogo em meia dúzia de horas no modo história, o que é muito pouco para um jogo que pouco mais tem para oferecer. ?? certo que o modo Time Trial ajuda um pouco, mas ao fim de algum tempo acaba por saturar. Felizmente que novos conteúdos estão a caminho, acrescentando algo mais a um jogo com imenso potencial.

Esta foi sem dúvida uma experiência que me tocou bastante quando saiu para as consolas, e passados estes meses voltei a sentir-me livre como um passarinho, pena o vôo ser de tão curta duração. Mirror's Edge tem bastante potencial e tenho mesmo muita pena que não tenha sido mais aproveitado. Esta versão para PC vale pelas melhorias implementadas a nível gráfico e pelo melhor controlo proporcionado pelo rato e teclado, sendo a melhor das três versões.


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