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Review de Medal of Honor: Airborne para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Com um conceito bem diferente de seus antecessores, o novo Medal of Honor: Airborne se baseia nas operações realizadas pelas divisões de pára-quedistas dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Não era um trabalho fácil: os soldados saltavam aos montes no meio do território inimigo, com a intenção de segurar posições e limpar o caminho para a infantaria terrestre.

No jogo, essa idéia é transformada nos elementos que compõem a base da jogabilidade de Airborne: uma certa liberdade em escolher a ordem de cumprimento dos objetivos, os combates em grupo e o salto de pára-quedas.

Pula! Pula!


Sem dúvida alguma que pular de pára-quedas em Airborne é mais fácil que na vida real: basta movimentar os direcionais analógicos para controlar o pouso, e mesmo o pior tipo de aterrissagem faz apenas com que o soldado demore um pouco mais para se levantar. Já um bom pouso possibilita que o mesmo já desça descarregando balas nos inimigos tão logo os pés toquem o chão. Apesar de simples, a sensação de aterrissar no meio do território inimigo e ter de reagrupar com o resto do batalhão ao mesmo tempo em que esquiva das balas inimigas é um dos pontos altos de Medal of Honor: Airborne. E mesmo no solo, a atmosfera do jogo é realmente impressionante.

E além de ser bem divertido, o salto de pára-quedas em Airborne é um elemento crucial para o desenvolvimento do jogo. Todas as seis missões começam com Boyd Travers, o personagem controlado pelo jogador, em um avião C-47, reunido com outros pára-quedistas, instantes antes de saltar. E tão logo o jogador pule do avião, é possível comandar um pouco do trajeto do pára-quedas para escolher o local de aterrissagem. Na prática, não faz tanta diferença onde pousar, mas é fato que existem locais ligeiramente melhores e piores: ficar nos tetos das construções é geralmente bem seguro e bom para liquidar os inimigos dos arredores, enquanto cair de cara em um ninho de nazistas nunca é uma boa idéia.

Uma vez no solo, o jogador também pode escolher a ordem com que deseja realizar os objetivos da missão. Geralmente existem mais que quatro em cada missão, e é preciso realizar todos, portanto a interatividade se resume apenas em escolher por onde começar e por onde terminar. Grande parte desses objetivos envolve coisas como explodir a artilharia inimiga, limpar posições ou eliminar comandantes inimigos ??? os afazeres usuais dos pára-quedistas na Segunda Guerra.

Essa interatividade, mesmo que limitada, é bem interessante. Afinal, em Airborne o jogador não está sozinho, e independente do objetivo escolhido pelo mesmo, ele será acompanhado por um pequeno batalhão de soldados aliados, algo que ajuda bastante para criar o clima de guerra, mas nem tanto nos combates: é bem raro que esses aliados ajudem de forma efetiva no combate aos inimigos, o que é um pouco frustrante. Os colegas também não são nada proativos, e normalmente não fazem mais que seguir Travers, cabendo ao jogador toda a responsabilidade de avançar em direção as linhas inimigas.

Já os inimigos em Medal of Honor: Airborne são, é claro, os nazistas e fascistas, que estão quase superando os ETs como o tipo de oponente mais comum em jogos. Eles costumam aparecer em largos números, mas a inteligência artificial desses soldados é bem decepcionante. Não que os combates sejam exatamente fáceis -- pelo contrário, são consideravelmente desafiadores -- a questão é que o comportamento dos inimigos é repetitivo, limitado e, de uma forma geral, pouco realista. Por exemplo, é bem difícil emboscar os oponentes pelas costas, pois eles sempre se viram antes da hora, mas quando o personagem chega em uma distancia relativamente próxima dos mesmos, eles costumam deixar de atirar para tentar derrubar Travers com coronhadas, uma técnica certamente menos eficiente que tiros à queima-roupa.

E apesar de tudo, os inimigos não são o principal motivo para que a experiência de jogo seja bem inferior ao clima do mesmo. Apesar de contar com ótimos efeitos visuais, a interação do jogador com o ambiente é quase nula em Airborne. E não é nada grandioso como cobertura destrutível, ou terreno deformável, que faz falta. ?? o fato de que se o jogador metralhar um lustre com uma metralhadora, o mesmo nem sai do lugar. Nem mesmo o som produzido pelos disparos muda ao atingir superfícies diferentes. Outro defeito que já poderia ser corrigido a essa altura é que mesmo madeira finas como folhas de bananeira servem como uma cobertura bem eficiente, já que as balas não atravessam madeira.

A falta de realismo nesse aspecto não é um problema tão grande quanto o próprio sistema de cobertura. Ao invés de optar por algo simples e intuitivo como em Rainbow Six: Vegas, ou Gears of War, a EA preferiu uma variante do já antiquado sistema em que o jogador usa o botão de mirar e um direcional analógico para tombar o corpo do personagem de um lado para o outro, possibilitando uma certa proteção de alguma parede próxima. Também é possível se esconder atrás de barreiras como sacos de areia, ou atrás de janelas, mas de uma forma limitada, em que não fica muito confortável se abaixar e levantar da cobertura.

Segunda Guerra em alta (resolução)


Mas apesar de todos os defeitos relacionados à interação com os cenários, estes ficaram bem bonitos. As fases são extremamente detalhadas, e as texturas e efeitos visuais são igualmente caprichados. Os soldados não são exceção, e estão todos muito bem modelados e renderizados, garantindo uma ótima apresentação visual para Medal of Honor: Airborne. Os sons também são excelentes e bem realistas, apesar da já citada limitação em relação aos barulhos dos tiros atingindo superfícies diferentes e produzindo o mesmo som.

Para complementar o curto modo campanha, que dura pouco mais que seis horas, Medal of Honor: Airborne conta com um modo multiplayer bem simples, que envolve batalhas com até doze jogadores online, em três modos: um onde os jogadores do lado dos aliados chegam do céu, e os do lado do eixo devem defender a terra; outro onde ambos começam no chão; e um terceiro que é idêntico ao modo de combate padrão de Battlefield, onde os jogadores devem controlar pontos de comando pelo mapa. O multiplayer não é nem um pouco ruim, mas bem dispensável, e está longe de alcançar o brilho de Medal of Honor: Allied Assault.



O Veredicto
: Apesar de contar com uma apresentação visual excelente, e uma ótima ambientação, os demais elementos de Medal of Honor: Airborne são bem medíocres. A inteligência artificial é bem limitada, e a jogabilidade básica do jogo está um tanto quanto ultrapassada. O fato do tiroteio ser curtíssimo também não ajuda muito, e considerando que o multiplayer não pesa nem para o bom, nem para o ruim, o resultado final é um jogo que vale mais pelas aparências e pela marca que pela consistência.


Prós:

- Clima de segunda guerra bem aplicado;
- Gráficos excelentes.


Contras:

- Sistema de cobertura ruim;
- Interatividade zero com o cenário;
- Inteligência artificial primitiva.


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