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Review de Heavenly Sword para PS3 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Chegou a hora de terminar a luta. Depois de gastos mais de 30 milhões de dólares em três anos de produção, e aproximados 20 milhões em campanhas para a publicidade, finalmente Halo 3 chega para finalizar uma das mais bem sucedidas séries de videogames de todos os tempos, gostem ou não. Sem dúvidas que o investimento valeu a pena para a Microsoft, afinal, só nas primeiras 24 horas o jogo vendeu o equivalente a 170 milhões de dólares nos Estados Unidos. A questão aqui é se Halo 3 merece a fama, ou os 179 reais a serem pagos pelo gamer brasileiro.

Hmm, that's one doomed space marine???


Halo 3 começa no ponto em que termina seu antecessor: o universo está para ser destruído por um grupo de alienígenas fanáticos religiosos, mas o nosso herói, Master Chief, está determinado a impedir esse apocalipse galáctico. E quando um cara durão desses quer alguma coisa, ele geralmente consegue, custe o que custar.

Sim, a história de Halo 3 começa pela metade, o que não é nada inesperado, já que Halo 2 também parece terminar sem uma conclusão de fato. A conseqüência disso é que para compreender o que está acontecendo é bom ter jogado os outros dois jogos da série, senão, vai parecer que a história não faz sentido algum. Mas a verdade é que isso não é tão importante, afinal, o enredo e a ambientação de Halo 3 são bem simples, ou até um pouco fracos, apesar de servirem bem como pano de fundo para o tiroteio generalizado. Além disso, a tarefa de salvar o universo de ameaças alienígenas não é nenhuma novidade em jogos de videogame, especialmente os do gênero FPS. Se existe um quesito em que Halo 3 cai na mediocridade, sem dúvida alguma que é a ambientação simples e superficial.

Se a ambientação de Halo é medíocre, o mesmo não pode ser dito sobre os ambientes e cenários que aparecem no jogo. Uma das maiores críticas prematuras a respeito da terceira aventura de Master Chief é que a evolução gráfica não foi tão grande quanto o esperado, e outros títulos AAA como Bioshock e Gears of War parecem explorar bem mais o potencial do Xbox 360. O fato é que Halo 3 opta por menos detalhamento, mas compensando em imensos campos de batalha com muita ação por todos os lados. A diversidade nos cenários e o design dos veículos e personagens -- todos bem bonitos -- compensa fácil as demais limitações gráficas de Halo 3.

Outro quesito importante, à parte da ambientação, é o clima do jogo. Assim como os demais títulos da série, em Halo 3 Master Chief raramente luta sozinho nas batalhas. A presença de outros soldados, somada às comunicações de rádio, sempre dão ao jogador a impressão de fazer parte de algo maior, e de estar combatendo os ETs em um exército, o que é bem envolvente. E mesmo sem uma história boa, é fato que Halo 3 é envolvente do começo ao fim, não apenas pelo design visual, mas também pela trilha sonora e trabalho de voz, dois pontos que nem sempre recebem atenção merecida pelas equipes de produção. E no caso de Halo 3, algo raríssimo de se ver em nosso mercado de videogames: a versão brasileira vem toda dublada em português, e com boa qualidade (com exceção de alguns termos mal-traduzidos).

O Cheiro do Halo


Em time que está ganhando não se mexe, e a Bungie não ousou grandes inovações. Também porque uma mudança brusca poderia abalar a vasta comunidade já existente de Halo, além de que, a jogabilidade nunca teve defeitos graves. O grande problema nisso é que, além de não inovar, a ausência de algumas mecânicas mais recentes deixam o jogo um pouco ultrapassado, principalmente no que se diz respeito a um sistema de cobertura, que cairia bem como uma luva nas batalhas entre exércitos.

Em contrapartida, um ponto onde não se tem do que reclamar são os combates de veículos. Esse, que também é um dos pontos chave do jogo, não foi exatamente renovado, mas os momentos da campanha em que o jogador deve enfrentar os veículos inimigos são sem duvida os combates mais memoráveis do jogo. A jogabilidade é excelente nesse ponto, e a inteligência artificial, assim como o design das fases, faz com que essas batalhas sejam realmente intensas.

Os combates com veículos de Halo 3 são tão envolventes que chamam atenção para outra característica do jogo: uma ferramenta para a gravação e reprodução de replays, batizada de Theatre. Parece uma bobeira, mas funciona tão bem que até vale a pena rever alguns momentos do jogo por intermédio desta. A ferramenta grava automaticamente todo o modo campanha, em arquivos extremamente curtos (menos de 5 MB), e os vídeos podem ser vistos de vários ângulos, em câmera lenta, entre outros recursos, e também podem ser editados no próprio jogo, o que deixa a produção de miniclips e machinimas bem mais fácil -- algo que a comunidade de Halo certamente irá adorar.

Red VS. Blue


Apesar de interessante, a epopéia de Master Chief não é o principal motivo para o sucesso da série Halo. Já o multiplayer, sim. E a terceira edição não é nenhuma exceção a regra. Uma das principais vantagens de Halo sobre a maior parte de seus concorrentes é que o jogo já conta com uma comunidade bem ativa, facilitando muito a jogatina online. Outro ponto interessante é que o multiplayer também pode rolar em uma rede local ou com até quatro pessoas dividindo a tela em um único Xbox 360 (nesse caso vale a pena uma TV bem grande).

O básico do multiplayer continua o mesmo de Halo 2, mas um bocado de novidades -- que parecem pequenas aos olhos de quem não conhece bem a série -- mudam bastante a dinâmica do jogo. Algumas novas armas, com destaque para o avassalador martelo de gravidade, deixam outras um tanto quanto ultrapassadas. De uma forma geral, o balanceamento das armas mudou, fazendo com que o ???jogador profissional??? de Halo se sinta um pouco deslocado no inicio. Existem onze mapas online por enquanto, todos bem interessantes, e é provável que mais apareçam com tempo, para baixar na Live.

Um outro modo para se destacar no multiplayer é a Forja. Nele, até oito jogadores podem jogar em um mapa, e simultaneamente editá-lo. ?? um pouco confuso de inicio, mas quando se pega o jeito fica bem interessante e estratégico: no meio da batalha, os jogadores podem assumir a forma de um ???monitor??? (algo como Spark), e mudar itens, armas e veículos de lugar, entre outros pequenos ajustes de parâmetros. O jogador é bem vulnerável nessa forma, o que deixa tudo mais divertido. Algo parecido com isso já existia em um dos primeiros jogos da Bungie, Marathon.



O Veredicto
: Halo 3 manteve as mesmas virtudes e defeitos do anterior, sem dar um salto grande para a nova geração de consoles, tanto visualmente, quanto na jogabilidade. Ainda está longe de ser um jogo tão especial quanto a comoção em torno de seu lançamento nos EUA faz parecer, mas ???hype??? à parte, o desfecho para a primeira briga de Master Chief tem um modo de campanha para um jogador muito bom e um modo multiplayer que ainda é um dos melhores em seu gênero. E, no caso da versão nacional, ouvir Master Chief e sua turma falando português torna a aventura ainda mais curiosa.


Prós:

- Combate com veículos;
- Replays;
- ??timo modo Multiplayer na Live ou por conexão local;
- Campanha cooperativa;
- Opção de dublagem em português na versão brasileira


Contras:

- Roteiro e ambientação medianos;
- Parecido até demais com Halo 2 em quase tudo.


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Outer Space
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