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Review de Enemy Territory: Quake Wars para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Enemy Territory: Quake Wars pode ser considerado uma seqüência para duas séries diferentes. Ambientado no mesmo cenário que Quake II e IV, a história é uma espécie de prelúdio para Quake II. Mas ele também é o sucessor para Wolfenstein: Enemy Territory, com uma jogabilidade focada em um multiplayer online disputado entre equipes. A realidade é que apesar de todos esses bons antecedentes, Quake Wars mais parece um BattleField mais complicado.

ETs x Marines


O enredo que serve como pano de fundo para Quake II, Quake IV e também Quake Wars nunca foi muito inspirado. Hoje em dia, além de tudo, é algo já banalizado: Alienígenas invadiram a Terra, e o jogador entra na pele de um ???Space Marine??? encarregado de barrar a invasão (praticamente sozinho). Não vale a pena entrar nos poucos detalhes do enredo de Quake Wars, mas é importante saber que na linha do tempo de Quake, ele acontece nos primeiros anos da invasão dos ETs, que atendem pela criativa alcunha de Stroggs.

No outro lado da batalha estão os seres humanos, que para impedir a invasão formam a GDF, sigla para Global Defense Force (Força de Defesa Global). Já se sabe que a resistência não deu muito certo, afinal, em Quake II os Stroggs já estão quase ganhando, mas em Quake Wars existe um interessante modo campanha para contar esse prelúdio. Assim como Wolfenstein: Enemy Territory, Quake Wars é um jogo de batalhas online entre equipes. Para quem não conhece, funciona assim: os jogadores primeiro escolhem um lado, que pode ser Strogg ou GDF. As duas facções se enfrentam em mapas enormes, e devem concluir objetivos para vencer. O modo campanha é representado por uma seqüência de batalhas, e os lugares e objetivos de cada batalha são determinados pelo resultado da batalha anterior. Até ai, nada de muito diferente, mas o interessante é que a campanha é disputada na internet com vários jogadores simultâneos, funcionando de forma semelhante a um servidor normal. Como a história não é muito profunda nem tão elaborada, essa é uma forma interessante de apresentá-la.

Outro ponto importante de Quake Wars é sobre os objetivos. Ao contrário de apenas missões genéricas, os jogadores devem cumprir objetivos que realmente parecem algo relevante, como invadir computadores para obter dados, construir uma super-arma para abrir portas de uma fortaleza, e por ai vai. Os jogadores usualmente contam com um ou mais objetivos para cumprir de cada vez, e ao realizar os mesmos, são premiados com pontos de experiência, que podem ser revertidos em armas e habilidades melhoradas, dependendo da classe escolhida pelo jogador.

Existem cinco classes para cada facção no jogo, e existe um nível mínimo de customização em cada classe escolhida, possibilitando uma larga variação de tipos de personagem em jogo. Apesar do jogo ser relativamente bem equilibrado, as classes da GDF são diferentes daquelas dos Stroggs, não apenas visualmente, mas também na jogabilidade. Cada classe exerce um papel importante, e cada uma conta com uma ou mais habilidades exclusivas.

A primeira vista, todas essas opções parece muito legal, pois a gama de possibilidades em Quake Wars é vasta. Mas o problema nisso é que, para aprender a jogar Quake Wars direito, é preciso saber muitas informações sobre o funcionamento de todas as classes e mecânicas do jogo, que não são explicadas em nenhum tipo de tutorial. No final das contas, Quake acaba sendo um tanto quanto complicado e difícil de aprender. Jogadores iniciantes terão de passar por um longo período como ???newbies??? até pegarem o jeito, e essa fase chata é o suficiente para espantar os principiantes. Nos primeiros dias de lançamento isso não é um problema tão grande, pois apenas aqueles que já jogaram Wolfenstein: Enemy Territory contam com uma base decente, mas é um problema que tende a se agravar com o tempo.

Outro problema são os veículos do jogo. De forma bem semelhante a Battlefield, os jogadores podem ocupar veículos e usa-los para atacar os inimigos. Só que ao contrário da maior parte dos jogos, essa não é geralmente uma boa opção. Os veículos aéreos do jogo são tão ou mais difíceis de serem manuseados quanto os de Battlefield, mas não tão fortes. Na verdade é muito fácil abater os veículos aéreos de Quake Wars, e eles não possuem armas ou equipamento adequado para impedir isso. Já os veículos terrestres continuam sendo alvos fáceis, e o armamento não compensa a dificuldade em pilotá-los. A verdade é que os veículos acabam servindo mesmo para passear pelos imensos mapas do jogo e chegar mais cedo para as batalhas.

Um ultimo defeito importante na jogabilidade de Quake Wars está na questão da organização das equipes. O jogo não conta com suporte a conversas por voz, o que é bom para evitar garotos que falam bobagens pelo microfone, mas atrapalha um jogo mais ???sério???. E por ser um tanto quanto complicado, acaba que a maior parte das partidas são relativamente sérias. As muitas opções também não ajudam, e fazem com que em jogos normais não existe muita sinergia nas equipes, com os jogadores escolhendo funções que não se completam bem. No final das contas, é mais um jogo para equipes organizadas que pessoas aleatórias na internet.

MegaTexture


Enemy Territory: Quake Wars não é desenvolvido pela id Software, e sim pela Splash Damage, uma produtora ???menor???. Mas para compor os gráficos do jogo, foi usada uma nova tecnologia de John Carmack, um dos criadores de Doom, pioneiro em FPS. O jogo roda em uma versão modificada do engine de Doom 3, e a nova tecnologia em questão é a chamada MegaTexture, que possibilita texturas bem detalhadas para terrenos estáticos, ao usar apenas uma grande figura, ao invés de pequenas figuras repetidas.

?? algo bem legal, mas na prática, os visuais de Quake Wars não se destacam, e não chegam a impressionar, ainda mais se comparado ao nível atual. Claro, jogos multiplayer com muitos jogadores não costumam mesmo contar com gráficos excelente, mas os de Quake Wars são medianos mesmo nesse gênero.



O Veredicto
: Quake Wars não é ruim, mas definitivamente não é um jogo para todos. A jogabilidade perdeu a intuitividade de jogos como Battlefield, e para se divertir, é preciso juntar um bom punhado de jogadores sérios, algo bem raro em servidores públicos na internet. A verdade é que o jogo parece feito para confrontos entre clãs, e a dedicação de um jogador casual não é o bastante para se divertir. Os veículos desbalanceados (para o ruim) também deixam a experiência um pouco pior, e no final das contas, o título acaba sendo bem genérico.


Prós:

- Sistema de objetivos e experiência;
- Modo campanha online.


Contras:

- Veículos desbalanceados;
- Complicado e difícil de aprender;
- Genérico.


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