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Review de Call of Duty 4: Modern Warfare para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de muitos jogos na Segunda Guerra Mundial, parece que finalmente chegou a hora da série Call of Duty mudar os campos de batalha e avançar alguns anos no tempo. No novo Modern Warfare, a guerra acontece em tempos atuais, seguindo o modelo de conflitos como o do Iraque e do Afeganistão. Este quarto jogo também marca o retorno da Infinity Ward no comando da série, a produtora que fez os conceituados Call of Duty 1 e 2.

Tropas de Elite
Parece que a equipe de roteiristas da Infinity Ward estudou um pouco de política internacional. Jogos de guerra ???moderna??? usualmente pecam no quesito enredo: geralmente a história é apenas uma desculpa esfarrapada para colocar as ditas potências mundiais em conflitos (entenda China, EUA e Europa) no oriente médio, e o resultado disso é um roteiro nada plausível e nem um pouco estimulante para os jogadores. Mas no caso de Call of Duty 4, isso não é verdade. A história do jogo é muito bem construída: uma guerra baseada em conflitos aparentemente isolados, mas que se conectam por debaixo dos panos. Algo que seria bem cabível no cenário internacional dos dias de hoje, parecido até demais com os conflitos já existentes.

Em Call of Duty 4, um nacionalista russo chamado Imran Zakhaev bola um plano para limpar a honra de seu país, que se ???prostituiu??? ao ocidente. E parte da estratégia do russo envolve bancar um conflito no oriente médio, com direito a bombas atômicas e um ditador chamado Kahled Al-Asad. No jogo, isso faz com que existam dois principais ???fronts??? de batalha: um na Rússia, onde o jogador entra na pele de um soldado da SAS, a tropa de elite do exercito britânico; e outro no oriente médio, onde o personagem principal é um Marine americano. Parecem até dois jogos diferentes: enquanto as missões da SAS são sutis e precisas, as dos marines envolvem tiros para todos os lados e legiões de inimigos armados e potencialmente terroristas. Também existem duas missões no jogo que são um pouco diferentes das outras, e se destacam por isso: em uma o jogador faz parte de uma dupla de snipers britânicos que deve assassinar uma pessoa em Pripyat, cidade ucraniana abandonada nos arredores de Chernobyl, e na outra deve-se controlar as armas de um avião de combate da força aérea dos Estados unidos.

?? possível enxergar um bocado de criticas às guerras atuais na campanha de Call of Duty 4, incluindo ironias envolvendo o comportamento e missões dos Marines americanos, mas isso é feito de uma forma tão cuidadosa que quem não se importa com isso e quer apenas meter bala nos inimigos pode se divertir sem pensar muito. A maior parte disso se deve à excelente jogabilidade, que apesar de não contar com modernidades como sistemas de cobertura a la Gears of War e Rainbow Six: Vegas, é muito eficiente e funcional, fazendo com que de certa forma, jogar Call of Duty 4 seja mais confortável que jogar outros FPS.

Outro ponto memorável da campanha singleplayer é o quesito visual: não apenas a parte técnica do mesmo, que envolve a tecnologia gráfica, também excelente. O que mais chama atenção é o capricho na construção de cenários e mapas: todas as fases parecem extremamente ???naturais???, e os efeitos visuais nas mesmas impressionam o jogador o tempo todo.

Sem saudades da Segunda Guerra
Existe uma falha imperdoável no modo singleplayer de Call of Duty 4: ele é extremamente curto. Apesar de ser excelente em todos os outros aspectos, a duração de 5 horas corta a empolgação pela metade. Para quem precisa de mais que isso em um jogo (possivelmente quase todo mundo), existe um ótimo modo multiplayer, que sempre foi um dos pontos altos na série.

São seis modos de jogo: o free for all, uma nova alcunha para o clássico deathmatch cada um por si; o Team Deathmatch, basicamente um deathmatch em equipes, e outros modos que envolvem objetivos como dominar pontos de controle ou explodir bombas em lugares específicos. Somando isso aos 16 bons mapas presentes no pacote, o potencial para diversão online com Call of Duty 4 é enorme.

Mas naturalmente, existem alguns probleminhas que não chegam a estragar nada, só incomodar um pouco. Um deles não é exatamente responsabilidade de Call of Duty 4: como ainda não existem bons servidores nacionais do jogo, é preciso se conectar a algum no exterior, mas isso faz com que o ping de jogadores brasileiros acabe sendo alto demais, o que atrapalha um pouco a experiência, sendo que a maior parte dos servidores limita a entrada de jogadores com ping alto.

O outro defeito está relacionado ao sistema de classes e experiência do jogo: existem cinco classes para se jogar online em Call of Duty 4, mas estranhamente o jogador é inicialmente limitado a apenas três delas: para selecionar as outras, é preciso participar de algumas partidas online e reunir experiência suficiente para destravá-las. Parece interessante, mas obrigar o jogador a disputar partidas online de forma limitada é algo bem chato na prática, e um tanto quanto desanimador. Call of Duty 4 conta também com uma divertida mecânica que permite ao jogador criar e customizar classes, mas, mais uma vez, é preciso passar algumas horas em jogos online para destravar o mesmo. ?? bem falha essa estratégia, que garante recompensas aos jogadores ???mais experientes???. Em jogos de ação online, geralmente os jogadores experientes ficam naturalmente bons e garantir mais vantagens aos mesmos é algo que talvez desestimule competidores iniciantes no futuro, afinal, eles sempre vão perder dos veteranos.

O Veredicto: Os tempos modernos foram benéficos à série Call of Duty: a campanha de um jogador está melhor do que nunca, com um enredo interessante e criativo, cenários espetaculares e uma ótima jogabilidade, com o único defeito de ser curto demais. Mas para compensar, o multiplayer continua sendo uma parcela importantíssima da diversão, ainda que o sistema de experiência atrapalhe um bocado.

Prós:
  1. Cenários caprichadíssimos e envolventes;
  2. Enredo criativo;
  3. Jogabilidade excelente;
  4. Multiplayer viciante, na tradição da série.


Contras:
  1. Sistema de experiência no multiplayer;
  2. Por enquanto, é dificil jogar online no Brasil;
  3. Campanha curtíssima.



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