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Review de Super Mario Galaxy para Wii de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Falar de Mario é como falar da história do videogame. Sua trajetória reúne sucessos estrondosos, filmes, desenhos animados e os melhores jogos de plataforma do mundo. Tanto que muitos tentaram copiá-lo, mas o indefectível bigode do encanador sempre estava lá para provar quem era o melhor. Mesmo com a simplicidade de enredo, a beleza de Mario está nos personagens, fases, trilhas inesquecíveis e no fato de que para cada grande console da Nintendo, havia um Mario à altura para honrá-lo.

Com o Wii não poderia ser diferente. Mesmo tendo lançado Super Paper Mario para o console, a Nintendo sabia que aquele não era o verdadeiro espírito da coisa. Afinal, entre outras coisas, em Super Mario Paper o vilão nem é o Bowser. E sabemos que se Bowser não seqüestra a princesa Peach, nós não temos um Mario de verdade.

Então, como inovar depois de 25 anos esta franquia tão importante sem comprometer o que faz ela tão tradicional? A Nintendo deu a resposta, colocando Mario e toda sua turma bem no meio do espaço e reinventando o conceito de jogo de plataforma. E aí temos o fantástico Super Mario Galaxy.

Mario, seqüestraram a Princesa!


Mario começa o jogo recebendo uma carta da princesa Peach, que o convida para o palácio, onde lhe entregará um ???presente especial???. Mas não é dessa vez que o bigodudo se dá bem. Bowser aparece para estragar a festa e leva a princesa embora, e esta, na correria, consegue deixar para Mario uma estrela de estimação chamada Luma. A estrela garante para o encanador que consegue levá-lo até onde Bowser está, mas precisa que ele a ajude a juntar todas estrelas perdidas na galáxia. Só o poder dos astros é capaz de levar Mario até o cárcere da princesa Peach. E lá vai ele para o espaço.

Se Mario pula de plataforma em plataforma para atravessar uma fase, o que ele faz no espaço? Simplesmente pula de planeta em planeta, voando entre as estrelas. A tridimensionalidade de Mario 64 serviu como inspiração para este jogo, mas a idéia evoluiu para além de todas as leis da gravidade. O jogador no começo fica até tonto, já que Mário anda pelas paredes, de cabeça para baixo, em uma lógica inusitada de jogabilidade. Dentro desta física maluca, Mario atravessa cenários extraordinários e grandiosos, onde os elementos famosos da franquia marcam presença: Gumbas, Koopas Troopas, plantas carnívoras estão lá para impedir seu avanço, além de tantos outros antigos e novos inimigos.

Os gráficos são espetaculares, com cores fortes e centenas de inovações estéticas que dão ainda mais graça ao jogo. Formatos estranhos de superfícies, caminhos estrelados e jogabilidade frenética fazem com que o jogador se encante a cada nova ???viagem??? pela galáxia. Existem algumas fases inspiradas nas originais, mas completamente renovadas, como o deserto ou a casa dos fantasmas.

Mario começa sua jornada nas estrelas sempre de uma plataforma gigantesca do espaço, o Comet Observatory, comandada por Rosalina, uma mocinha que é amiga de todas as estrelas. ?? deste lugar que o italiano é lançado para outras galáxias, e para viajar cada vez mais longe, ele precisa de mais estrelas que alimentam a força da plataforma.

A trilha sonora recupera as músicas clássicas do jogo, em novas roupagens, pela primeiras vez orquestradas, e também com composições novas que embalam a aventura em um clima de recordação. Os efeitos sonoros originais também estão lá, como o som de recolher moedas ou quando se entra em um cano. Aproveitam bem até o pequeno alto-falante do Wiimote, geralmente esquecido nos outros games do console.

Estrela guia


O objetivo principal de SMG é recolher as estrelas perdidas em cada planeta, e para isso Mario conta com a ajuda da estrela Luma para realizar um ataque novo. Ao girar o Wiimote, o herói gira rapidamente também, deixando inimigos zonzos ou simplesmente destruindo coisas. ?? preciso um intervalo de cerca de um segundo para girar novamente. O movimento de andar e correr é feito pelo direcional do Nunchuck, e o famoso pulo ainda está lá, acionado pelo botão A - é possível pular e girar no ar também ou dar um pulo ???de achatar??? apertando o Z do nunchuck antes de chegar ao chão.

Outra novidade está na utilização do sensor do Wiimote. No cenário há centenas de "Starbits", pedacinhos coloridos de estrelas que são recolhidos quando o jogador aponta o Wiimote para a tela, como se fosse um cursor de mouse. Esses Starbits têm uma função primordial no jogo: podem ser usados como ataque, mirando com o Wiimote e apertando o gatilho B; ou como ???moeda??? de troca, para abrir novas galáxias, comprar itens ou simplesmente alimentar estrelinhas famintas que abrirão novos caminhos no espaço. Ah sim, a cada 50 starbits, Mario ganha uma vida.

O sensor também guia Mario para voar entre ???campos gravitacionais???, que na verdade são bolhas azuis que aparecem no cenário. Mario pode viajar de bolha em bolha enquanto o jogador direciona o Wiimote e segura o botão A.

No espaço sideral


Desta vez Mario pode sofrer três danos antes de perder uma vida, e um indicador aparece no topo da tela para mostrar quantos golpes ele ainda pode tomar antes de cair. Para recuperar energia, nada de comer cogumelos: basta recolher moedas. Mas o cogumelo mágico ainda está lá, e quando aparece, Mario multiplica sua força, podendo levar até 6 pancadas antes de morrer. Mas como sempre, se ele cair de uma plataforma não tem jeito: é sugado automaticamente por um buraco negro e lá se foi mais uma vida.

Como não poderia faltar, Mario encontra itens que lhe dão diferentes poderes. A flor de fogo ainda está lá, mas não tem funcionalidade constante -- depois de um tempo o poder se esvai, exatamente como a famosa estrela da invencibilidade. Há uma flor de gelo que garante habilidade congelante, mas temporária também. Existe ainda a fantasia de abelha que dá o dom de voar - esta sim dura até que Mario caia na água -, e uma simpática transformação fantasmagórica. Estes poderes aparecem em fases específicas e servem como estratégia essencial para atravessá-las.

Falando em estratégia, isso é o que não falta em Galaxy. Para enfrentar alguns inimigos e todos os chefes, Mario precisa de táticas especiais, bem além de apenas pular na cabeça do malvadão. O encanador agora usa o próprio cenário e elementos presentes ali para derrotar seus algozes, sempre de forma muito criativa.

Vida longa


Os criadores de SMG souberam dar uma longa vida ao jogo. Além das fases secretas, colocaram desafios extras para todas elas.

Se o jogador quiser, pode conseguir mais estrelas atravessando as galáxias com a presença de um cometa brincalhão. Este cometa coloca dificuldades extras na fase, seja dando um tempo mínimo para atravessá-las ou criando um ???clone??? do Mario para apostar corrida. O jogador pode finalizar SMG sem recolher todas essas estrelas secretas em cerca de 15 horas, mas se quiser encontrar uma surpresa muito especial ao fim do jogo, vai precisar de todas elas.

Há ainda as missões de ???resgatar??? Luigi, seu irmão atrapalhado que insiste em se perder pelo espaço. Ele lhe mandará uma foto de onde está, e cabe ao jogador lembrar onde fica aquele lugar e encontrar o perdido.

As fases secretas são mini-games que envolvem toda a funcionalidade do Wiimote, permitindo que Mario surfe sobre uma arraia como se o controle fosse a prancha, ou se equilibre sobre uma bola, deixando o wiimote na posição vertical e literalmente balanceando o movimento.

Há ainda um modo cooperativo, de dois jogadores, mas não é lá muito criativo: um jogador controla Mario normalmente enquanto o outro fica apenas com o Wiimote recolhendo Starbits. ?? uma função boa como passatempo: se uma pessoa ficar brava porque você joga demais, pode incumbí-la de recolher starbits e assim todo mundo se diverte.


O Veredicto
: Super Mário Galaxy é, sem dúvida, uma obra-prima porque resgata a premissa fundamental de um game: divertir por divertir. Não tem um grande roteiro, gráficos realistas, armas escalafobéticas ou sangue espirrando nas paredes, mas entretém o jogador como poucos jogos conseguem fazer. ?? bonito, simples e encantador -- um verdadeiro sucessor para Mario 64. Perfeito para lembrar que o videogame existe para divertir as pessoas e deixá-las felizes. E como é bom compreender que mesmo depois de tantos anos, com jogadores atualmente brigando para saber qual é o melhor console ou o melhor jogo, a essência do videogame não morreu. E se depender de Mario, nunca morrerá.


Prós:

- Controle simples e criativo, aproveitando bem o Wiimote;
- Física do 3D completamente inovadora;
- Trilha sonora maravilhosa;
- Cenários fantásticos;
- Diversão pura sem pretensão;
- Vida longa com missões especiais e muitas fases secretas;


Contras:

- A câmera às vezes atrapalha;
- Por que nunca é fácil nadar com o Mario?


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