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Review de Assassin's Creed para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois do entusiasmo gerado pelas duas aparições na E3, e com a reputação de ser a nova cria da equipe que desenvolveu Prince of Persia no estúdio da Ubisoft em Montreal, Assassin's Creed chegou com a expectativa de ser um dos grandes jogos do ano. Mas algumas surpresas, como a ênfase em um enredo polêmico situado em 2012, e não exatamente na época das cruzadas como aparentava, acabaram rendendo uma aventura não muito fácil de ser apreciada, do tipo "ame ou odeie".

Pede pra sair


O prólogo de Assassin???s Creed, que foi guardado a sete chaves até o lançamento do jogo, é um tanto confuso: em 2012, o barman Desmond Miles é seqüestrado por uma mega-corporação que quer obter informações sobre Altair, seu antepassado que foi um assassino na época da terceira cruzada, em 1191. Para isso, eles utilizam uma máquina chamada Animus, capaz de acessar as memórias genéticas de Desmond como em um sonho (algo parecido com Matrix). ?? uma história até interessante, mas o problema está na forma que é contada.

O principio de Assassin???s Creed consiste em uma série de cenas de corte que ao menos tentam explicar o complexo enredo do jogo. O problema ai é que além de serem cenas bem longas, elas são também extremamente densas, com diálogos importantes para a compreensão da história, mas organizadas de uma forma que exigem muita atenção do jogador. E é nesse momento, em que geralmente muitas pessoas apertam vários botões simultaneamente para pular a enrolação e ver rápido como é o jogo, que há o gancho para se imergir na aventura. A parte jogável em si só vai começar pra valer muito tempo depois, e quem não estiver com paciência para digerir uma história levemente complexa corre o risco de desistir antes de Altair fazer sua primeira vítima.

Começar com uma história longa já é um pouco desanimador, e logo após as primeiras cenas de corte o jogador é intimado a participar do tutorial de Assassin???s Creed. Ao invés de apresentar de uma vez as agitadas ruas das cidades medievais, o cenário para este tutorial é uma espécie de ???vazio??? criado pela Animus, onde o jogador pode aprender os comandos básicos de Altair. São comandos simples, mas um pouco diferente do usual em jogos do gênero, e existem muitas particularidades importantes, exigindo que aqui o jogador também tenha bastante atenção. E os cenários vazios não ajudam em nada a prender a concentração.

Uma vez que o jogador tenha terminado o tutorial, ele finalmente entra nas memórias genéticas de Desmond e começa a controlar Altair em 1191. Esse é um momento em que realmente parece que o jogo começaria para valer, mas não: aí começa uma extensa parte introdutória que explica a ambientação da época da terceira cruzada, sendo que dessa vez existem alguns momentos de jogabilidade real ??? mas esses apenas explicam aspectos mais avançados das mecânicas de jogo de Assassin???s Creed. Quase uma extensão do tutorial.

... e finalmente, o jogo


Depois de muita enrolação, a impressão era de que Assassin???s Creed nunca iria engatar. Mas felizmente, depois de um longo calvário, o jogo finalmente começa a fluir e Altair comete o primeiro assassinato importante do jogo. Só nessa hora que é possível por à prova a jogabilidade introduzida anteriormente. Mas felizmente tudo funciona muito bem: os comandos em Assassin???s Creed são extremamente simples e fluidos, além de bem adequados ao estilo do jogo.

O simples fato de que este é um jogo ???stealth??? em que furtividade não se resume a ficar agachado em uma sombra já faz com ele seja interessante, e as formas com que Altair se esconde dos guardas são muito variadas: se misturando à multidão, saltando pelos prédios, pulando em montes de feno e por aí vai. E o personagem se movimenta com muito realismo, principalmente nos momentos de escalada pelo cenário urbano, que lembra Prince of Persia e o ???Parkour???.

Um ponto de destaque é o sistema de esgrima. Ao invés de combinações complexas e combos, aqui é tudo mais simples: existe um botão para atacar, um para agarrar e outro para defender, sendo que para criar combinações de movimentos basta pressionar o botão de ataque no tempo certo, criando seqüencias de combate bem funcionais e visualmente interessantes. Tudo bem adequado à idéia do jogo. A jogabilidade também é muito boa em outros aspectos como cavalgar e lutar sobre cavalos, e naturalmente, nos assassinatos furtivos, embora nesses não seja tão inovadora.

Memórias de um assassino


Um dos pontos que mais impressionou quando Assassin???s Creed foi apresentado durante as E3 de 2006 e 2007 ??? além de Jade Raymond, a produtora ??? foram os visuais. Os cenários das cidades medievais do oriente médio, com muitos habitantes pelas ruas, tudo com alta qualidade gráfica, davam a impressão de que aquele seria mais um jogo em que os produtores mostram um conceito mas quando o título finalmente chega às lojas, se vê outra bem diferente. Mas não: os gráficos de Assassin???s Creed são de fato excepcionais.

As animações dos personagens são excelentes. O trabalho foi bem feito não apenas para o modelo do protagonista Altair quando este escala as construções com bastante fluidez nos movimentos, mas mesmo para o pedestre mais insignificante nas ruas, que parece caminhar de forma natural. A alta qualidade das texturas é outro ponto de destaque, principalmente no que se diz respeito às roupas dos personagens, sempre muito realistas. E por último, mas não menos importante, vale a pena ressaltar o esmero da equipe na recriação das três cidades onde Altair apunhalará seus alvos: Jerusalém, Damasco e Acre.

As cidades passam uma impressão de que estão vivas. ?? imensa a quantidade de pessoas caminhado pelas ruas, e ainda que não existam tantos modelos assim de personagens, a variação já é o bastante para dar a impressão de uma multidão heterogênea. O mapa da cidade também é extremamente caprichado, com ruas e becos que se organizam com a coerência das verdadeiras cidades históricas, fruto de um trabalho de pesquisa da Ubisoft em ruínas que ainda existem na região.


O Veredicto
: Pode não ser o jogo memorável que alguns esperavam, mas aqueles que tiverem paciência para esperar a longa, densa e maçante primeira parte terminar descobrirão que quando Assassin???s Creed começa para valer é um grande jogo. Caminhar pelos incríveis cenários, em especial as cidades, é uma experiência única, e a simplicidade e fluidez dos controles faz com que esse seja um jogo confortável para gamers veteranos e amigável para os novatos, ainda que exija dedicação e boa vontade para superar a falta de ritmo de alguns momentos.


Prós:

- Gráficos excelentes;
- Bons controles para movimentar e lutar;
- Cenários muito bem feitos.


Contras:

- Enredo mal contado;
- Começo lento e chato;
- Intervenções da interface do Animus quebra o clima às vezes.


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