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Review de Need for Speed: ProStreet para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


A série Need for Speed ultimamente tem sido sinônimo de altos e baixos. A crescente da vertente ???Underground??? foi interrompida pelo fracasso relativo de ???Most Wanted???, e ???Carbon??? conseguiu retomar o rumo ascendente. E a expectativa criada por este último só fez aumentar a decepção que se tem ao jogar o novo Need for Speed: Pro Street, que pode ser definido como uma tremenda marcha ré na evolução da série.

Barely legal
Nada mais de corridas de rua, perseguições policiais ou ambientes urbanos, a série Need for Speed agora prega pela legalidade. Isso mesmo, a cidade de Palmont foi deixada para trás e agora o palco das corridas variam de desertos a aeroportos abandonados, em ambientes controlados, longe do tráfego de transeuntes e ??? pela primeira vez ??? com o aval da policia. Esta é uma das grandes, e chocantes, mudanças vistas em Pro Street: todas as corridas acontecem em eventos (chamados Race Days) com um caráter bem mais formal do que tudo o que já foi visto na série NFS, e que lembram muito o ???Race Wars??? de Velozes e Furiosos (pra quem se lembra).

E nessa nova ambientação o jogador controlará Ryan Cooper, um ex-streetracer que abandonou as ruas para correr na legalidade em busca de fama, dinheiro e respeito, e auto-afirmação, é claro; num enredo que não apresenta continuidade com a linha de tempo iniciada NFSU e é tão vago que é como se de fato não existisse.

Cada evento normalmente envolve cerca de quatro ou cinco corridas, podendo variar entre corridas normais em circuitos, chamadas grip races, drifts ou corridas de derrapada; corridas de velocidade ou speed races; e ??? sim, elas estão de volta ??? as corridas de arrancadas ou drags. Nas grip races, seja categoria ou cada um por si, o que importa é chegar na frente. Há ainda uma variação delas onde o objetivo é fazer o melhor tempo, não importando a posição. As corridas de velocidade lembram aquelas de Most Wanted onde quem cruzava os radares com a maior velocidade vencia; e funcionam da mesma forma. Os drifts também não sofreram mudanças: faça mais pontos e vença o desafio. Já os drags voltaram com tudo, e a equipe da EA parece ter resolvido caprichar no modo para compensar a falta dele no último título da série. Agora o jogador tem controle total da direção durante o trajeto, é possível queimar a largada e ??? a maior novidade ??? antes do início da corrida os pilotos têm que aquecer seus pneus para obter uma melhor aderência. Esse mini-game, por assim dizer, exige precisão do jogador, e se dar bem nele pode ajudar, e muito, na hora do ???vamo-ver???. O modo ???Free Roam???, por sua vez, saiu de cena e deu lugar a um mapa de eventos feio e ruim de navegar.

Para combinar com esse novo estilo de correr, os programadores decidiram dar um passo em direção aos simuladores de corrida, deixando o estilo descompromissado característico da série um pouco de lado. O resultado é um jogo bem menos intuitivo e conseqüentemente mais difícil, o que pode ??? e provavelmente vai ??? frustrar muitos fãs. Existe a opção de ligar ???ajudinhas??? para facilitar a vida do piloto e o jogador pode escolher entre jogar como um ???casual???, que de tanta ajuda mal mal controla o carro; um ???racer???, com um grau de liberdade infinitamente melhor que o casual, mas ainda com sutis toques de artificialidade; ou um ???pro???, que pilota sem ajuda nenhuma. Independente do modo escolhido, a diferença no modo de pilotar é notável e provavelmente levará algum tempo para acostumar.

O jogo é todo integrado à internet, então os jogadores do mundo afora estão a todo momento competindo por melhores tempos e posições no ranking. Uma opção interessante para tornar essa disputa um pouco mais acirrada é a criação de Race Days personalizados, onde o jogador define as provas do seu próprio evento e disponibiliza na rede para outros entrarem e competirem.

You gotta DOMINATE!
Para manter o mundo das corridas funcionando, existem grupos de corredores chamados formalmente de ???Organizações??? que promovem os eventos, cada um puxando a sardinha para a sua especialidade. E em seu caminho para a glória, o jogador precisará desafiar e vencer os líderes de cada organização, conhecidos como Kings, para poder tentar se tornar o novo Showdown King, o corredor entre os corredores.

Para isso o jogador deve não apenas vencer, mas dominar cada evento. O resultado de cada corrida, independente do tipo, acumula um determinado valor de pontos na colocação geral, dependendo da posição obtida. Completar as provas com um bom número de pontos faz do jogador o vencedor daquele evento, sendo assim presenteado com uma bugiganga escolhida no escuro pelo próprio jogador, que pode variar entre partes para o carro, dinheiro, vale-conserto, etc. Mas para se dar bem de verdade é preciso vencer todas as provas do evento ou chegar muito próximo disso para não deixar dúvidas sobre quem manda na casa. Feito isso, o jogador escolhe uma nova recompensa e, dependendo do evento em que está competindo, pode ganhar coisas melhores como carros e coisas assim.

O dinheiro ganho correndo pode ser investido em peças e partes para melhorar o desempenho dos carros ou na compra de novos carros. São mais de 60 carros para escolher atendendo a todos os gostos: Porsches, Lamborghinis, Muscle Cars, Tuners e até mesmo Concept Cars (destaque para o sensacional Nissan GT-R R35) podem ser comprados, tunados e posteriormente surrados.

O modo tuning também passou por recauchutagens desde a ultima edição de NFS e melhorou bastante, apesar de ainda não ser tão completo quanto o de NFS:U2. Para cada carro que possui, o jogador pode criar diferentes ???blueprints???, cada um com visual e especificidades de desempenho diferentes, e ainda pode disponibilizar seus blueprints na internet para que outros jogadores possam utilizá-los e competir por recordes. Ainda que com menos detalhes, o dinamômetro de NFS:U2 está de volta para que o jogador possa mexer naqueles pequenos detalhes que fazem a diferença na hora dos milésimos de segundo. A função Autosculpt agora também tem outra utilidade que não o visual: na hora de mexer no corpo do carro, o jogador pode colocá-lo no túnel de vento para ver a repercussão das alterações aerodinâmicas no desempenho do carro. Dá até para fingir que sabe o que está fazendo.

Arco-íris de desprazer
Quem jogou as ultimas edições de NFS deve estar mais do que acostumado com a idéia de correr à noite, num ambiente meio sombrio e com efeitos de luz vindo de todos os lados. Bem, os efeitos de luz até que continuam, mas o resto virou história. Nessa nova ambientação que a EA criou, o mundo é bem mais claro e colorido do que se poderia esperar, e isso não é necessariamente uma coisa positiva.

Os gráficos apresentados em Pro Street são muito bons, mas esse excesso de cores faz tudo parecer meio de mentira, meio cartunesco, mesmo com as incríveis texturas utilizadas. A modelagem dos carros merece destaque, pois está impecável: iluminação e reflexos fantásticos, belas texturas e a integração deste com o ambiente (quando se tromba) é também bastante detalhada e realista. ?? sempre bom ver carros caríssimos reduzidos a destroços, coisa que não acontecia desde Porsche Unleashed. Já os cenários ficam no mais ou menos: são bonitos, mas nada que já não se tenha visto antes; assim como os efeitos de partículas vistos durante as corridas. E um aviso: quem não tem um computador extremamente poderoso e equipado com uma ótima placa aceleradora não precisa nem perder tempo em instalar, pois mesmo com as configurações de vídeo no mínimo o jogo é absurdamente pesado.

A trilha sonora continua bem intensa e variada, buscando manter a adrenalina do piloto no auge. E somadas aos diferentes roncos de motor, conseguem e muito fazer o jogador se sentir parte daquilo.

O Veredicto:
Com uma jogabilidade mais puxada para a simulação e uma mudança completa no estilo das corridas, Need for Speed ProStreet chega chutando o balde e mudando tudo o que a equipe da EA veio construindo ao longo dos anos. Os ambientes controlados e a física mais realista que teriam o intuito de melhorar uma das mais tradicionais séries de jogos de corrida acabaram por deixar o jogo extremamente genérico e sem identidade. E mesmo com a integração online em tempo integral, os bons gráficos e as novas possibilidades na modificação dos carros, a decepção dos fãs provavelmente será grande demais para agüentar. Enfim, Pro Street é um bom jogo de corrida, só não é um bom Need for Speed.

Prós:
  1. Modo tuning cheio de opções;
  2. A volta das corridas de arrancada;
  3. Belos gráficos;
  4. Mais de 60 carros diferentes.


Contras:
  1. Ter que se preocupar com a física;
  2. Correr na legalidade;
  3. Extremamente pesado;
  4. Não tem cara de NFS.



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