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Review de Unreal Tournament 3 para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


O nome Unreal Tournament 3 merece explicações. Ele é o oitavo título da franquia Unreal, e o quarto que recebe o nome Unreal Tournament. Por que não Unreal Tournament 4? Provavelmente porque esse é o primeiro da série que usa o Unreal Engine 3, e também porque temos Unreal 2 e Unreal Championship 2.

Nesta confusão de números em que um três parece que caiu melhor, o resultado é um jogo que tem características de uma atualização anual (e UT 2007 já foi o nome do projeto), isto é, traz gráficos melhores e uma ou outra novidade, mas com a fórmula de jogabilidade de sempre. Mas isso não é exatamente um problema.

Chega de Saudade


Unreal Tournament 3 não é muito diferente dos outros jogos da série. Trata-se de um multiplayer com bastante ação, batalhas rápidas, muitos saltos e velocidade, um mata-mata meio à moda antiga que será muito familiar a quem viveu a época de Quake e do próprio UT original. Claro, existe uma notável evolução, que inclui elementos como veículos e modos de jogo diferenciados, além de gráficos bastante atuais, mas a essência é a mesma desde o original.

Existem seis modos principais de jogo online: Deathmatch, que é o divertido mata-mata livre; Team Deathmatch, que é o mata-mata em equipes; Capture The Flag, em que os jogadores devem capturar a bandeira inimiga e trazê-la para sua base; Vehicle Capture The Flag, basicamente o CTF com veículos; Duel, em que apenas dois jogadores se enfrentam em um servidor de muitos jogadores, sendo que o vencedor do duelo fica na partida e o perdedor vai para uma lista de espera; e finalmente o Warfare, que é uma variação única do modo de pontos de captura, tão comum em outros jogos.

Entre as peculiaridades de cada modo, é importante ressaltar que no Capture The Flag os jogadores contam com um útil aparato que possibilita teleportes a curta distância, o que é bom para se movimentar pelo mapa, e que ainda pode deixar os tiroteios ainda mais bagunçados que o usual. Já nos modos que existem veículos, esse aparato é substituído pelo ???Hoverboard???, uma espécie de skate flutuante. No final das contas, os modos de jogo online estão bons e consistentes, como sempre.

Ação à moda antiga


Apesar de seguir a foco no multiplayer de todos os jogos da série, Unreal Tournament 3 conta também com um modo campanha para um jogador. Trata-se, na verdade, de um modo em que existe uma história, contada em cenas de corte, mas se limita a alguns mapas do multiplayer conectados em uma ordem qualquer. Não é ruim, mas definitivamente poderia ser melhor caso a série não privilegiasse tanto o multiplayer. A história é bem rasa, genérica e pouco atraente, o que em si não é um problema, considerando que muitos FPS de sucesso contam com enredos genéricos do tipo combater alienígenas com supersoldados. O problema está mais no fato de não existirem mapas desenhados especialmente para essa campanha, o que dá a sensação de ser apenas um multiplayer com bots (personagens controlados pelo computador).

Existe a possibilidade de jogar essa campanha também no multiplayer, cooperativamente, o que a deixa bem mais divertida, mas o difícil é encontrar pessoas dispostas a isso. Geralmente a maior parte dos companheiros do modo campanha largam o jogo antes do fim, e por isso é bom que o jogador se acostume aos bots.

Mas pelo menos os bots tem uma inteligência artificial boa como sempre, e disponível em muitos modos de dificuldade. Eles têm comportamentos bem complexos, mas claro que jogar com os bots ainda não se compara à experiência com pessoas de verdade.

Um real

?? difícil achar defeito na parte gráfica de Unreal Tournament 3. Alguns podem não gostar do estilo visual de ficção cientifica injetada em testosterona da Epic, mas a qualidade técnica proporcionada pelo Unreal Engine 3 é realmente inquestionável. Claro, tudo é bem parecido com o já lançado Gears of War (até mesmo o design), pelo fato de que ambos são desenvolvidos pela Epic em um mesmo engine. Existem alguns avanços na ferramenta gráfica, mas esses são quase imperceptíveis.

A parte técnica, incluindo aí o áudio, é de alto-nível, e isso vem sem grandes exigências de hardware: mesmo em PCs que não sejam modernos o bastante para rodar Unreal Tournament 3 no máximo de sua qualidade gráfica, as configurações médias também tem resultados bonitos e taxas de quadros por segundo estáveis e suaves. Talvez a única falha na parte visual esteja no fato de que em monitores widescreen ele corta as bordas inferiores da tela, ao invés de expandir nas laterais.


O Veredicto
: Os jogos de ação em primeira pessoa mudaram um bocado nos últimos tempos, e isso fica bem perceptível ao jogar Unreal Tournament 3. Um multiplayer de ficção cientifica com tiros e inimigos para todos os lados era considerado fora de moda há três anos, mas hoje dá para perceber a falta que ao menos um exemplar nesse estilo faz, já que a tendência são modos online cheios de estratégias em grupo, táticas e simulações. Dessa forma, quem sentia saudades de pregar o dedo no mouse na ação incessante de jogos como Unreal e Quake, sem dúvidas se divertirá muito com esse UT, desde que espere não muito mais que um jogo antigo com gráficos modernos.


Prós:

- Gráficos excelentes;
- Multiplayer consistente e divertido;
- Inteligência artificial convincente.


Contras:

- Modo campanha poderia ser melhor;
- Mesma coisa de sempre.


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