GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de Resident Evil: The Umbrella Chronicles para Wii de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


O primeiro Resident Evil para o Wii traz um estilo bem diferente daquele ???horror de sobrevivência??? que fez a série famosa. Bem semelhante aos ignoráveis Resident Evil: Dead Aim para Playstation 2 e Resident Evil: Survivor de PSOne, Umbrella Chronicles apresenta o estilo ???tiroteio em trilhos???. Agora o jogador controla apenas a mira de uma arma na visão em primeira pessoa, e o jogo faz seu próprio caminho, com limitada possibilidade de escolha por parte do jogador.

Pode não ser tão especial quanto os capítulos principais da série, mas como uma alternativa aos sumidos Time Crisis e Virtua Cop, e para experimentar pela primeira vez o novo acessório Wii Zapper que transforma os controles do Wii em uma pistola, este Resident Evil serve muito bem.

As Crônicas da Umbrella
Para quem acompanha a série desde sua estréia no PSOne, o nome Umbrella é sinônimo de infestação de zumbis e muita ação por baixo dos panos. Trata-se de uma empresa que foi iniciada com nobres objetivos no campo da medicina, mas que se corrompeu ao fazer novas descobertas no campo biológico que permitiam a criação de diversas armas vivas na forma de humanos e animais mutantes. A idéia em RE:UC é contar a saga da queda desta sinistra companhia, desde a primeira epidemia do T-Virus (um retro vírus que transforma criaturas vivas em zumbis ou monstros) iniciada por um acidente no laboratório envolvendo sanguessugas contaminadas e um trem desgovernado (RE0), passando pela mansão onde os membros da S.T.A.R.S. (braço armado da empresa) passaram por maus bocados e desvendaram vários podres de seus contratantes (RE1) e pelos eventos que ocasionaram a queda propriamente dita da companhia, contados em RE3: Nemesis. A história de cada jogo é narrada em um capítulo próprio, mais ou menos como se fosse um relatório da empresa, e nomeado como tal.

A jogabilidade não poderia ser mais simples: segurando o Wii Zapper ou o Wiimote como se fosse uma arma, o jogador controla uma mira na tela para disparar contra zumbis e animais infectados com incontáveis variações do T-Virus, bastando pressionar o botão B, como se fosse um gatilho, para atirar. Existe uma boa seleção de armas, que variam desde as pistolas (algumas mais fortes que outras), passando por escopetas, submetralhadoras, rifles e até lançadores de granadas e mísseis. As granadas podem ser arremessadas ao pressionar o botão A e realizar um movimento de trás para frente com o controle, simulando um arremesso. Realizando movimentos laterais, é acionada a faca, eficiente contra inimigos pequenos e numerosos que pulam em direção à tela.

A visão é em primeira pessoa e, apesar de o jogo controlar a maior parte da movimentação, é possível alterar o local para onde o personagem está olhando com o direcional do Nunchuck, que no Wii Zapper, fica acoplado na própria arma. Mudar a visão serve para observar os inimigos e itens de outra forma ocultos, ou conseguir power-ups, energia (aquela plantinha verde famosa por restaurar a saúde dos personagens da série), armas e arquivos da Umbrella. Estes últimos constituem uma coleção de dezenas de textos sobre a empresa, contando detalhes sobre suas horrendas criaturas e sua história desde a fundação até os momentos finais de sua queda. Os documentos revelam por inteiro a saga de Resident Evil até antes do quarto jogo da série, que tem eventos já não mais relacionados com a companhia.

Em cada fase, é possível selecionar o personagem com o qual se vai jogar, mas as características deles variam muito pouco: são apenas diferenças como armas com mais tiros e menor potência e similares. Após completar um capítulo, é possível jogá-lo com personagens alternativos (que não eram protagonistas dos jogos originais) como Albert Wesker e Rebecca Chambers, o que serve para os fãs acompanhem seus passos e desvendar o que eles estavam fazendo durante os eventos mais importantes da série. ?? muito divertido notar os locais onde eles cruzam os caminhos com os protagonistas sem serem vistos, ou por que chegam pouco antes ou pouco depois dos mesmos, ou por que os estão evitando ativamente.

?? possível entrar em algumas portas secretas, mas para isso é necessário disparar contra elas. Como poucas das portas têm esta função, para identificá-las é necessário sair atirando como um louco por todos os lados. Muitos objetos do cenário (mas muitos mesmo) são destrutíveis, revelando itens, armas, munições e arquivos para serem lidos mais tarde. Com tantas coisas nas quais atirar, tem hora que realmente falta munição para se dar cabo dos tantos monstros que aparecem. Felizmente, estes possuem alguns pontos fracos que, se atingidos em cheio, provocam a queda da criatura com um único disparo, facilitando um pouco a vida dos heróis. Infelizmente, tais pontos são mínimos, e se o jogador não dispuser de uma televisão de bom tamanho (29 polegadas em diante), vai depender mais da sorte do que de sua habilidade para conseguir um disparo crítico (como o jogo chama os tiros contra pontos fracos das criaturas).

Ao final de cada fase, é atribuída uma pontuação e uma graduação ao desempenho do jogador, que vai de S (a melhor), passando por A, B, C... Quanto melhor graduado, mais recompensas ele recebe, na forma de estrelas que pode utilizar para melhorar as armas que possui, aumentando sua capacidade de munição, poder de fogo e precisão. Como os monstros vão ficando mais forte na medida em que o jogo evolui, é necessário buscar mais armas (e principalmente aumentar sua munição máxima) para conseguir sobreviver aos estágios finais.

Além de armas de fogo, os protagonistas contam com golpes de curta distância, disparados através de comandos interativos (um comando exigido pelo jogo que aparece piscando na tela, como pressionar um botão ou sacudir o wiimote), que também são utilizados para se esquivar de chefes e escapar a algumas armadilhas do cenário, quebrando um ritmo de outra maneira monótono de apenas ficar atirando contra tudo o que se move.

Passando a régua
O clima em RE: Umbrella Chronicles é tudo. Desde as texturas dos cenários, todas representando locais sinistros como castelos, subterrâneos e cemitérios, em plena decadência, escuros e sujos, até os monstros, bizarros e cheios de detalhes como manchas de sangue, ferimentos, ou mesmo designs extremamente repulsivos que surgem de aparentemente lugar nenhum -- tudo no jogo é feito para combinar com o clima de horror da série. Falar dos gráficos do Wii é complicado, visto que ele perde de longe para seus outros concorrentes desta geração, mas os de UC estão bem acabados e cumprem bem o papel de deixar o jogador nervoso e um pouco perturbado. As músicas ambiente também contribuem neste aspecto na maior parte do tempo, mas em alguns momentos, principalmente em algumas lutas contra chefes, elas ficam muito agitadas, quebrando a ambiência e dando a impressão de um jogo de ação e aventura. Os efeitos sonoros são fortes e perceptivelmente tirados dos títulos anteriores.

UC é encerrado com uma parte inédita da história, onde dois protagonistas se reúnem novamente após muitos anos com o objetivo de eliminar os últimos traços da poderosa Umbrella deixados em terras geladas. Infelizmente, esta trama é contada de maneira muito resumida, e acabou não ficando tão interessante quanto poderia.

Mas ainda que num estilo bem diferente, este shooter encerra uma etapa de Resident Evil com chave de ouro e apresenta todos os principais acontecimentos de forma bem curiosa. Resta aos fãs ficarem procurando cada pequeno bônus e melhorando seus rankings nas muitas fases, que demoram aproximadamente quatro ou cinco horas para serem todas visitadas. Isto enquanto aguardam pelo lançamento de RE5, que trará uma nova história.

O Veredicto
Não apenas Resident Evil: Umbrella Chronicles serve como um grande resumo da primeira saga da série, mas também é um excelente jogo do gênero ???rail shooter???, que já não tinha representatividade fora dos árcades há algum tempo, apresentando jogabilidade sólida e simples, bastantes extras e cenas nunca antes mostradas. ?? direcionado principalmente para quem já conhece a série, pois as histórias são bastante resumidas, e fazem mais sentido para quem já jogou os jogos anteriores, mas não deixa de ser atraente para os novatos e aqueles que querem estrear sua nova zapper.

Prós:
  1. Controles simples e de ótima resposta;
  2. Clima bem Resident Evil;
  3. Revela as peças finais do quebra-cabeça da história da Umbrella.


Contras:
  1. Muito curto, como outros do gênero;
  2. Tiros críticos, só em televisão grande.



Nenhum comentário

comments powered by Disqus
Outer Space
7/ 10
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de Guimephiles

Reviews da crítica

7.8 / 10
GameVicio
©2016 GameVicio