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Review de F.E.A.R. Perseus Mandate para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


F.E.A.R. Perseus Mandate é a nova expansão do shooter da Monolith de 2005, que na época chamou a atenção pelos efeitos visuais e enredo que misturava ação e terror. Hoje nada mais disso impressiona, mas ainda assim, a Timegate e a Vivendi insistem em lançar uma expansão que além de não acrescentar muitas novidades, é virtualmente idêntica ao jogo original.

Mais do mesmo, de novo

Ao contrário de Extraction Point e da campanha original de F.E.A.R., em Perseus Mandate o jogador não controla o personagem misterioso e sem nome ???apelidado??? de ???Point Man???, e sim um outro igualmente misterioso e sem nome que atende por ???Sergeant???. Na prática, é o mesmo cara, com habilidades de bullet-time e tudo mais. Só que ele faz parte de uma equipe secundária da F.E.A.R., encarregada de investigar os escritórios da Armacham Technology Corporation (ATC), sendo que ???investigar???, na gíria dos objetivos de FPS, é o mesmo que entrar em um lugar e metralhar tudo que se move lá dentro.

Como em seus antecessores, o roteiro dessa nova expansão é dividido em cenas de ação contra esquadrões de soldados dotados de uma boa inteligência artificial (que hoje nem impressiona tanto) e momentos de suspense paranormal inspirado em terror japonês, algo como uma mistura de ???Hard Boiled??? (Fervura Máxima) com ???The Ring??? (O Chamado), acrescentando elementos como um canibal, exércitos de clones e tropas de elite. De alguma forma, essa fusão conseguiu criar um enredo bem consistente para o primeiro F.E.A.R., e algo aceitável em Extraction Point. Já em Perseus Mandate, a história está um pouco desgastada: talvez por ser algo que acontece paralelamente aos eventos da linha de tempo principal da série, a sensação que se tem é de que a história não está avançando, pois faltam perguntas respondidas e mistérios solucionados. Existem alguns novos ganchos no enredo, como os misteriosos Nightcrawlers, mas nada realmente envolvente. ?? algo como a oitava temporada de Arquivo X: quem acompanha a história desde o começo anseia por novidades significativas, e quem é novato no tema não entende nada.

E assim como a história, a jogabilidade da expansão continua na mesma dos seus antecessores. Os combates, que são basicamente lutas contra esquadrões de soldados bem treinados de diferentes facções, não surpreendem em nada: parecem iguais aos dos jogos anteriores. Claro, as lutas continuam bem divertidas, e um novo tipo de inimigo, os velozes Nightcrawlers, animam um pouco mais as batalhas. Mas a essência continua a mesma, e o jogador treinado em F.E.A.R. não vai encontrar dificuldades ou novidades significativas nesses combates. A jogabilidade é indiscutivelmente ultrapassada, mas ainda divertida.

Fearless

Assim como na jogabilidade, não houve avanços significativos na questão do terror e dos sustos, algo que também faz parte da premissa básica do jogo. Além do fato que o jogador já está um pouco acostumado com a atmosfera de medo das edições anteriores, a nova expansão não consegue imitar o terror paranormal com tanta intensidade. Parece que não houve muito empenho em amedrontar, e com isso, os sustos são raros e fracos. Sim, ainda existem cenas que assustam, mas a intensidade e freqüência das mesmas é bem menor que nos últimos jogos, e aqueles que já estão vacinados contra esse tipo de terror barato não irão arrepiar sequer um fio de cabelo com as tentativas clichês de Perseus Mandate.

Mas, definitivamente, o ponto em que é mais difícil reparar algum avanço nessa nova expansão são os visuais. Já era de se esperar que os gráficos desse jogo estivessem um tanto ultrapassados, afinal já se passaram mais de dois anos desde que eram novidade, mas não é apenas essa a questão. ?? bem visível uma falta de capricho: a variedade dos cenários é pequena e, no geral, estão feios em comparação à concorrência atual, e mesmo em relação ao resto da série. Existem alguns que parecem apenas um monte de caixas cobertas com texturas pobres.

No final das contas, é fácil catalogar as novidades de F.E.A.R. Perseus Mandate: três novas armas, quatro novos inimigos, algumas horas de campanha no singleplayer, avanços suaves no multiplayer e três missões de bônus que funcionam como o ???Instant Action??? do F.E.A.R. de Xbox 360. Sobre os avanços no multiplayer, é importante destacar que eles incluem as armas novas de Extraction Point, já que,na época essa expansão veio sem componente multiplayer. Outro ponto interessante é que Perseus Mandate não exige o F.E.A.R. original para funcionar, ou seja, quem perdeu, vendeu ou trocou o jogo original poderá comprar o novo sem se importar com o destino do antigo.



O Veredicto
: Não são muitas as novidades e avanços nessa nova expansão de F.E.A.R., que pode ser considerada apenas mais um prolongamento da campanha do jogo de 2005. Apesar de um mínimo de conteúdo extra, os gráficos, que já foram um dos pontos fortes desse título, já estão um tanto ultrapassados, assim como a jogabilidade. Perseus Mandate pode até acrescentar algumas mínimas novidades, mas só vale a pena para quem quer mais um pouco de F.E.A.R. sem se importar que seja a mesma coisa de dois anos atrás.


Prós:

- Expansão que não precisa do original para jogar;
- Combates continuam divertidos.


Contras:

- Mais do mesmo;
- Gráficos já estão ultrapassados;
- Pouquíssimas novidades.


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