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Review de Age of Empires III: The Asian Dynasties para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de aprofundar nos povos nativo-americanos com The War Chiefs, chega a vez de Age of Empires III desbravar o oriente com The Asian Dynasties. Acrescentando três novas civilizações e campanhas, novos mapas e modos de jogo, o pacote cumpre bem com a função de expansão, estendendo a durabilidade do RTS da Microsoft.

Tipo-exportação


Asian Dynasties apresenta três novas civilizações para Age of Empires III: os Chineses, os Indianos e os Japoneses. Cada um deles conta com uma campanha diferente no modo de um jogador, e num estilo um pouco diferente do que temos no jogo principal, já que o enredo dessas campanhas é um pouco mais voltado para fatos históricos reais, com uma dose bem menor de ficção. Embora este detalhe não faça as novas campanhas melhores ou piores que as outras, ele traz, sem dúvida, um modelo mais atraente para aqueles que gostam de fidelidade histórica, ou para quem já estava sem paciência com a saga da família Black, os personagens de AoE III e da expansão War Chiefs.

A campanha chinesa pode ser considerada a mais fictícia: é baseada em uma teoria de que o império chinês já havia descoberto grande parte do mundo -- incluindo a América -- antes dos europeus, durante a dinastia Ming (Hipótese de 1421). Combina bem com a premissa de Age of Empires III, e é uma campanha bem equilibrada. Já a campanha indiana narra os fatos de uma revolução acontecida no país no século 19, e conta com diversas referencias históricas. Por fim, a campanha japonesa, que é a primeira que o jogador deve encarar, fala sobre a reunificação do Japão com o shogunato Tokugawa, e apesar de ser um ótimo tema, é a campanha mais banal na questão do design das fases. De forma geral, as campanhas não são obras de arte, mas conseguem divertir bem e apresentar as novidades da expansão.

Além das campanhas, existem 11 novos mapas e 4 modos de jogo inéditos, e são esses incrementos que realmente estendem a vida útil de Age of Empires III. As várias opções de mapa, na maior parte das vezes, não se limitam a diferentes campos de batalha: alguns acrescentam elementos relevantes de jogabilidade. Os novos modos também são ótimos: King of the Hill é um em que os jogadores devem tomar e manter um forte em algum ponto do mapa por certo tempo. Já Regicide é um modo divertidíssimo e bem estratégico onde o objetivo é assassinar o ???rei??? inimigo, como em um xadrez. Os demais modos são Treaty e Treaty No-Blockade, em que os jogadores não podem se atacar durante um tempo pré-definido, bom para quem não gosta de rushers e jogos rápidos. A variação No-Blockade proíbe a tecnologia de Blockade.

E apesar de muitas novidades na jogabilidade, fica registrado que não existem avanços na parte gráfica e sonora dessa expansão. Claro, não é comum que expansões melhorem os gráficos dos jogos, mas considerando que os visuais de AoE III já estão um pouco ultrapassados, seria interessante uma melhoria sutil nessa parte. Já a parte sonora é bem decepcionante: ao invés de novas músicas com o tema oriental, o máximo que foi feito foi uma reciclagem da trilha sonora de sempre. Lamentável.

Império à moda oriental


Assim como as civilizações nativo-americanas de War Chiefs, os impérios orientais de Asian Dynasties são bem diferentes das nações européias, e não apenas em questões estéticas. E além disso, as civilizações orientais também são bem diferentes entre si, o que traz ainda mais estímulos para jogar.

Vale a pena detalhar as principais características de cada uma: os chineses possuem boas unidades de artilharia, um limite de população 10% maior, e não conseguem treinar unidades individuais, apenas pequenos exércitos. Eles são fáceis de jogar e bem eficientes no que fazem. Já os japoneses contam com boas unidades de infantaria como os Hatamoto e os Samurai, e não podem coletar comida de animais, mas podem criar pequenos templos que atraem esses animais e geram uma pequena quantidade de comida, madeira ou moedas. Além disso, esses templos servem como casas. E por ultimo, os indianos são uma civilização com acesso a diversos tipos de elefantes militares, e seu principal diferencial é o fato de que a criação de aldeões custa madeira e não comida. Além disso, quase todos os reforços da metrópole indiana vêm com um aldeão de brinde.

Também existem alguns pontos interessantes em comum nas três civilizações: todas contam com um novo tipo de recurso, chamado exportação, que não é coletado do mapa como os demais, e sim obtido em uma construção especial, a embaixada. Nela, os jogadores definem uma taxa de sua coleta que será transformada em exportação, escolhem um parceiro europeu de negócios e podem usar a exportação para comprar algumas unidades especiais. Outra diferença é que ao invés de exploradores, os impérios orientais começam com monges. Os monges são diferentes em cada civilização, e enquanto os japoneses e indianos começam com dois deles, os chineses tem apenas um. O monge chinês é uma espécie de artista marcial do kung fu que pode treinar discípulos; os indianos andam montados em elefantes e podem curar seus aliados; e os japoneses usam arcos para combates de longa distancia, e são bons contra inimigos mais fracos.

Apesar de ser interessante colocar uma unidade mais ???oriental??? no lugar dos exploradores, é possível questionar um pouco a escolha de monges, e mais ainda, as habilidades dos mesmos. Contrariando um pouco as partes realistas da série, essas unidades parecem saídas mais de um filme de kung fu do que de fatos históricos. Sim, existe um certo embasamento nos mesmos, mas tudo é bem exagerado. Outra critica nesse aspecto está na forma com que certas unidades se comportam: o Samurai é um soldado bom para enfrentar cavalaria e causa dano em uma área. Isso contrasta com a imagem clássica de um Samurai com uma espada, que não é o tipo de arma ideal para enfrentar a cavalaria, e o dano de área é quase inexplicável, assim como o fato de que Ninjas, teoricamente assassinos profissionais, são excelentes para destruição de construções, quase tão bons quanto artilharia de morteiros.



O Veredicto
: Asian Dynasties é um ótimo pacote de expansão para Age of Empires III. Além de adicionar uma boa quantidade de conteúdo extra, as novas civilizações orientais contam com particularidades e novos elementos de jogabilidade o suficiente para alterar bastante a forma de se jogar. As campanhas não são nem muito longas nem tão interessantes, mas divertem um pouco. Recomendadíssimo para quem quer estender um pouco mais a vida útil de seu Age of Empires III.


Prós:

- Novas civilizações são ótimas;
- jogabilidade alterada em níveis saudáveis;
- Jogo continua equilibrado.


Contras:

- Sem avanços gráficos ou sonoros;
- Contextualização de unidades às vezes é estranha.


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