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Review de Patapon para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Dos mesmos criadores de LocoRoco, Patapon é algo difícil de se explicar e mais ainda de se entender. Misturando elementos de jogos de estratégia, aventura e musicais, ele praticamente define um gênero próprio e único. Mas a questão aqui é se toda essa inovação consegue ser funcional, e principalmente, divertida.

Patapon Olodum


Em Patapon, a missão do jogador é guiar a tribo que dá nome ao jogo contra os rivais chamados Zigoton. Aparentemente, os Zigoton tomaram o território dos Patapon e os expulsaram para o exílio, mas um Patapon chamado Hatapon (em uma referência aos Hatamoto, que são os comandantes samurais de estandarte) não aceita a situação e reúne os guerreiros da tribo para uma retomada de suas terras natais. Com isso, é possível imaginar que o personagem do jogador é Hatapon, mas não: aqui o jogador é o deus dos Patapon, que passa suas ordens divinas para Hatapon, e esse por sua vez retransmite o recado ao resto da tribo.

E como qualquer divindade que se preze, o deus dos Patapon não comanda seus discípulos diretamente. Só que ao invés de se utilizar de charadas, enigmas e frases de duplo sentido, que são a forma de comunicação preferida de seres onipotentes, aqui os comandos são passados por batidas de tambores de guerra. E para tocar esses tambores é simples: basta pressionar as teclas do PSP, sendo que cada uma corresponde a um som. ?? com a combinação desses sons que o jogador controla a tribo, usualmente com comandos de quatro ou cinco batidas seguidas. Mandar uma seqüência de Pata Pata Pata Pon por exemplo, faz com os guerreiros avancem, enquanto Pon Pon Pata Pon faz com que eles ataquem, e por aí vai.

Até aí, parece que é apenas um jogo de ação em que ao invés de pressionar um botão para realizar alguma ação é preciso pressionar muitos em seqüencias ritmadas, mas não é algo tão simples assim. Além de comandar a tribo dos Patapon, é preciso gerenciar esse pequeno exército, como selecionar os equipamentos dos guerreiros e invocar outros, entre outras várias opções de microgerenciamento e customização. Esse é um ponto bem divertido do jogo, principalmente pelo fato de que cada guerreiro conta com atributos e fatores que podem ser personalizados individualmente.

Para criar e equipar novos soldados é preciso que o jogador tenha recursos. Esses são obtidos em todas as fases, mas existem alguns níveis especiais que podem ser visitados diversas vezes, e que são específicos para esse objetivo: neles o jogador deve apenas caçar animais selvagens para obter Ka-Chings (a moeda local) e os materiais usados para a criação de Patapons. Cada tipo de recurso cria um tipo diferente de Patapon, e geralmente é preciso dois tipos de recursos para invocar um guerreiro. E além das fases de recursos, existem alguns mini-games durante o jogo que proporcionam alguns materiais especiais, usados para a criação de guerreiros de alto nível.

Além de fases de captação de recursos, existem basicamente dois outros tipos de fases: as de guerra, em que é preciso derrotar os Zigotons e geralmente realizar alguma tarefa extra, e as de ???monstro???, em que se enfrenta o que podem ser considerados os chefões do jogo. Os níveis voltados à obtenção de recursos costumam ser um verdadeiro tédio, mas são recompensadores, enquanto as fases dos chefões são um pouco mais animadas, mas bem cansativas. No final das contas, as fases mais dinâmicas e divertidas acabam sendo aquelas em que os Patapons enfrentam os Zigotons.

Pata Pata Pata Pon! (x2.369)


Definitivamente Patapon não é para qualquer um. Apesar de criativa, a jogabilidade através de batidas de guerra pode ser bem repetitiva e limitada, e em muitos momentos será preciso que o jogador faça sequências extremamente longas sem errar, o que acaba exigindo uma concentração sobrenatural, além de uma habilidade manual razoável. ?? como jogar Guitar Hero em níveis difíceis, só que com apenas uma mesma música no fundo.

Outro problema está relacionado à repetição e ao design das fases. Além de existirem muitas parecidas entre si, existem muitos momentos em que é preciso repetir exaustivamente uma mesma fase para poder avançar no jogo, como aquelas em que o objetivo é acumular recursos. Isso deixa Patapon um tanto quanto exaustivo, e pode torrar a paciência de qualquer um. Uma opção de jogabilidade mais dinâmica, com níveis mais variados, e avanços velozes, poderia ser bem positiva.

Mas apesar da comparação com Guitar Hero na jogabilidade, na parte gráfica é possível fazer uma boa comparação de Patapon com algum outro jogo, que no caso é LocoRoco. Os visuais em duas dimensões com um estilo de figuras opacas sem texturas lembra bastante o jogo das bolinhas no PSP, mas não deixa de ser algo criativo e diferente. Os Patapons, por exemplo, são criaturinhas que parecem com o botão do círculo do PSP com perninhas, bracinhos e um cocar (ou outro tipo chapéu customizado). Já os inimigos Zigotons são quase iguais, mas com o detalhe que ao invés do botão de círculo, eles são o quadrado do PSP. Quase tudo em Patapon é preto e branco, de forma que as figuras e efeitos coloridos chamam bastante atenção. ?? definitivamente um trabalho artístico coerente e interessante, que consegue se destacar pela qualidade.



O Veredicto
: A batida de Patapon é divertida e inovadora, mas poderia ser ainda melhor se não exigisse tanta repetição. Em contrapartida, as opções de gerenciamento da tribo, a mistura de gêneros, o visual do jogo e, é claro, a jogabilidade única, fazem com que ele realmente mereça uma atenção especial, principalmente de quem quer ver algo completamente diferente do que temos por aí. Como jogo pode não ser tão divertido para todos, mas inovação e arte realmente valem a pena aqui.


Prós:

- Insano, criativo e inovador;
- Estilo de sobra;
- Gerenciamento dos soldados.


Contras:

- Bem repetitivo;
- Jogabilidade é criativa, mas às vezes bem complicada.


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