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Review de BlackSite: Area 51 para PC de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Black Site é um termo militar utilizado para designar bases onde estão sendo conduzidos projetos secretos do exército americano. O desenvolvimento do bombardeiro B2, por exemplo, foi em um desses tais Black Sites. Prisões secretas e instalações da CIA fora dos EUA também costumam receber esse apelido. No caso de Blacksite: Area 51, são lugares onde existem experimentos com tecnologia extraterrestre.

ETs insectóides, mutantes e soldados-cyborgs


Blacksite: Area 51 começa com Aeran Pierce, um soldado da Delta Force dos Estados Unidos, investigando instalações militares iraquianas em busca de ???armas de destruição em massa???, apoiado por sua equipe. Só que o que ele acaba encontrando é bem pior que isso: mutantes e aberrações extraterrestres. Esse é um jogo sem muitas enrolações, conversas ou tutoriais desnecessários. Tão logo começa a história, começa também a ação. E, de fato, apesar de ficar um pouco raso na questão do enredo, esse é um ótimo jeito de se começar um FPS.

De início, o jogador contará com uma pequena seleção de armas para enfrentar apenas um tipo de inimigo, que são os soldados iraquianos. Porém, não demora muito tempo para que apareçam os verdadeiros vilões do jogo, que são alienígenas insectóides e suas variações, além de soldados cyborgs e mutantes sem mente. A variação de inimigos aqui não é tão grande assim, mas satisfatória até certo ponto. Já as armas são pouquíssimas e genéricas, o que decepciona bastante, afinal, em um jogo onde a ação é o mais importante, armas são fundamentais.

E ainda que existam muitas variedades de inimigos presentes, esses não são muito criativos. Soldados modificados como cyborgs já são banais desde os Borgs de Jornada nas Estrelas, e são inúmeros os jogos em que esse tipo de inimigo é presente. Alienígenas insectóides e mutantes-zumbis então nem se fala. Mas apesar de genéricos, os oponentes são até bem modelados, e quem joga muitos FPS já está acostumado à cor vermelha da mira ao colocar esse tipo de rival na sua frente.

Mudando o assunto de inimigos para aliados, é notável que, em Blacksite, Pierce conte quase sempre com uma equipe de dois ou três aliados que obedecem aos comandos do jogador. Ou mais precisamente ao comando do jogador, já que existe apenas um botão para dar ordens. Com ele é possível mandar a equipe concentrar fogo em um inimigo específico, ir para um local apontado ou simplesmente abrir uma porta (são raríssimas as ocasiões em que o jogador abre alguma porta sozinho). Os colegas de Pierce, ao contrário dele mesmo, costumam falar bastante durante todo o jogo e são nesses diálogos que estão uma das melhores qualidades de Blacksite: as piadas.

Apesar de aparentar personalidades genéricas e vazias, os personagens aqui costumam soltar ótimas frases com direito a ironias à guerra ao terror e à política internacional dos EUA. Em certos momentos, parece que o jogo todo foi feito com essa intenção. Alguns títulos de fases são, na verdade, frases ditas por membros do governo Bush em relação à guerra no Iraque, por exemplo. E como é tudo bem sutil, não existem problemas para quem quiser simplesmente ignorar essa questão política.

Além do modo de um jogador, Blacksite: Area 51 conta com um multiplayer para ???cumprir tabela???, em que até dez jogadores podem se enfrentar pela internet nos modos Capture the Flag, Deathmatch, Team Deathmatch e Abduction, sendo que o último é um modo em que os jogadores se dividem em duas equipes, os humanos e os ???cyborgs??? e quando um humano morre volta como cyborg. Interessante, mas infelizmente são pouquíssimas pessoas jogando e os também pouquíssimos servidores estão sempre vazios.

Na correria


Ao analisar a questão gráfica e a elaboração das fases de Blacksite: Area 51 é possível identificar com facilidade seu maior defeito: a falta de capricho. Existem momentos brilhantes no jogo, como combates grandiosos e divertidos, lugares onde a física e a interação com o cenário impressionam e mapas cuidadosamente detalhados. Mas na maior parte do tempo as fases são banais e lineares, com cenários nada interativos, texturas feias e repetitivas e mecânicas de jogo mal-acabadas (sendo que a seqüência em que o jogador dirige até a cidade de Rachel junta todos esses defeitos).

Tudo isso dá a impressão de que os desenvolvedores começaram o projeto com o pé direito, mas o tempo foi curto e, ao final, várias cenas tiveram que ser feitas com velocidade para cumprir os prazos de produção. Segundo uma declaração posterior de Harvey Smith, o designer do jogo, o maior problema foi um calendário de metas desorganizado que a equipe não conseguiu cumprir, o que fez com Blacksite não tenha sido testado de forma apropriada antes do lançamento.



O Veredicto
: Apesar de ter seus momentos, Blacksite: Area 51 é, na maior parte das vezes, um jogo genérico e sem sal. A baixa diversidade de armas e a história banal são problemas que até poderiam ser deixados de lado, mas incomoda de verdade a falta de capricho do jogo, que parece (e foi) terminado às pressas. Ainda assim, existem certos combates que realmente envolvem o jogador, assim como diálogos e ironias que dão um mínimo de personalidade ao jogo. Talvez com mais tempo e empenho na produção, Blacksite seria excelente, mas da forma como foi lançado não é mais que um shooter qualquer.


Prós:

- Ironias em diálogos;
- Momentos grandiosos de combate.


Contras:

- Feito às pressas;
- Seqüências com veículos;
- Poucas armas.


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