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Review de Kingdom Under Fire: Circle of Doom para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Deixando de lado toda a combinação harmoniosa entre estratégia e ação de Kingdom Under Fire: Crusades e Heroes, o novo Circle of Doom foca apenas na parte da ação, com elementos mínimos de RPG. Aqui, o jogador entra na pele de um dentre vários personagens importantes da série, mas ao invés de comandar um pequeno exército, deve enfrentar sozinho todas as ameaças pelo caminho.

Enredo of Doom


Kingdom Under Fire: Circle of Doom começa dando ao jogador a opção de escolher entre cinco (posteriormente seis) personagens principais, para depois introduzir um pouco do enredo em uma breve cena de corte. Cada um desses personagens jogáveis possui uma história única, que é intensamente relacionada ao que aconteceu nos jogos anteriores da série. Com isso, quem não jogou ou não conhece a história desses antecessores sofrerá bastante para entender o cenário e as motivações dos personagens. E esse está longe de ser o único ponto negativo nesse quesito.

Entender a história de Circle of Doom é algo no mínimo trabalhoso, pois ao invés de se desenrolar junto ao progresso do jogo, o enredo se desenvolve em diálogos do personagem principal com uns poucos outros personagens em um mundo de sonhos, que é acessado apenas em alguns momentos, algo que deixa o resto do jogo completamente fora de contexto. ?? bem curioso o fato de que o enredo não influencia diretamente em quase nada na jogabilidade, o que já seria o bastante para fazer com que esse elemento fosse um tanto quanto dispensável. E ter que aturar a história sendo contada por diálogos confusos e ininteligíveis para qualquer um que não acompanha a série de Kingdom Under Fire é algo que compele os jogadores a ignorar essa questão no jogo.

Deixar a história de lado até poderia ser desculpa para focar mais na questão da ação, mas esse é um ponto de Circle of Doom em que também é possível apontar inúmeros defeitos, a começar pela repetição. Aqui, a única missão do jogador é caminhar por cenários extremamente lineares devastando os grupos de inimigos que brotam no caminho. Não é preciso elaborar nenhuma estratégia para derrotar esses oponentes: basta pressionar combinações aleatórias dos dois botões de ataque que tudo acaba se resolvendo. Os inimigos geralmente aparecem aos montes, mas quase não faz diferença a quantidade de oponentes, já que eles raramente acertam algum ataque, enquanto os do personagem principal levam vários inimigos de uma vez só. Claro, existem vários jogos que conseguem elaborar um sistema de combate interessante a partir disso, mas nesse caso em especial, o combate é tão repetitivo que logo nas primeiras batalhas o jogador já se sente entediado.

Além de brigar, a única outra coisa que o jogador deve fazer é selecionar os equipamentos do personagem e distribuir pontos de habilidade à medida que ele avança em níveis de experiência (que são obtidos com a matança de monstros). Não existe muito mistério aqui: basta distribuir aleatoriamente os pontos obtidos como novo nível entre as únicas três habilidades existentes que em quase qualquer combinação as batalhas continuarão fáceis. O único detalhe nesse aspecto é que alguns itens exigem certo valor de SP por parte do personagem, fazendo com que geralmente seja mais vantajoso investir nesse atributo.

Quanto aos itens, também não existem muitas complicações, já que é bem óbvio para o jogador selecionar o que é melhor para seu personagem, e existe ainda um modo de ???equipar automaticamente??? que soluciona qualquer duvida sobre o que é melhor usar. Em certos momentos do jogo é possível fundir dois itens em um só para criar um outro suavemente melhor, mas não vale a pena quebrar a cabeça com combinações, porque no final das contas é bem mais fácil utilizar apenas os itens obtidos com os chefões do jogo, que são bem superiores.

Kingdom Under Fire: Circle of Doom conta com um modo coopertivo para até quarto jogadores pela Live, e apesar de parecer apenas uma forma de dividir o tédio entre até quatro pessoas, é algo que realmente deixa o jogo mais divertido, graças a algumas mínimas interações entre os personagens e um pouco de variedade de estilo na hora de enfrentar os monstros.

O ataque dos clones


Os belos gráficos são uma qualidade inquestionável em Circle of Doom. Muito bem detalhados e renderizados, com texturas bem decentes e muito bom gosto. Mas, infelizmente, só isso não basta para que o visual completo do jogo possa ser considerado bom. Algo bem decepcionante está na questão das animações dos inimigos: como o jogador sempre se depara com legiões relativamente grandes de inimigos idênticos, fica bem explicito que eles possuem uma pequena variação de movimentos diferentes. Até aí não é algo tão ruim assim, mas o que mais decepciona é o fato de que quando são mortos, esses inimigos morrem todos com uma mesma animação e como é possível levar vários em um único golpe, todos desabam ao mesmo tempo, como se fosse algo como nado sincronizado. Patético.

Um outro ponto em que existe qualidade nesse jogo é na trilha sonora: variando entre melodias suaves e outras com um tom mais pesado, a música consegue ser memorável em alguns momentos, mesmo sem ser algo exatamente grandioso. Outros aspectos do som como dublagens e efeitos sonoros são bem regulares e não chamam a atenção nem para o bem, nem para o mal.



O Veredicto
: Kingdom Under Fire: Circle of Doom abandona completamente todo o estilo e qualidade de seus antecessores em favor de um jogo de ação repetitivo e linear, que apesar de se auto-proclamar RPG, tem tanto desse gênero quanto um clone genérico de God of War. E como o enredo é apresentado de uma forma péssima, a melhor alternativa é simplesmente ignorar a história e tentar se divertir massacrando as legiões de inimigos nos caminhos estreitos e lineares dos mapas, o que faz com que seja possível jogar até de olhos fechados.


Prós:

- Gráficos excelentes
- Boa trilha sonora
- Modo cooperativo para até quatro jogadores



Contras:

- Ação repetitiva e simples
- História aplicada de forma horrível
- Quase nenhuma variedade de animações


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