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Review de Professor Layton and the Curious Village para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Imagine uma cidade onde todos, absolutamente todos, os habitantes fossem viciados em enigmas, e para desvendar uma série de acontecimentos estranhos fosse preciso resolver centenas de puzzles sem parar. Neste jogo, que é um dos maiores sucessos recentes do Nintendo DS no Japão, a idéia é colocar o cérebro dos jogadores pra ferver com verdadeiras pegadinhas mentais.

Mordendo a stylus


A morte do Barão Reinhold e sua herança escondida é o motivo para a família do falecido contratar o "Mestre dos Puzzles", o famoso Professor Layton. Ele traz consigo seu fiel ajudante Luke, um menino que quer seguir os passos de seu chefe. Mas é com o assassinato do sobrinho do Barão, logo após a chegada do professor, que a investigação se torna ainda mais complexa.

De longe pode parecer um jogo de investigação, semelhante a Hotel Dusk, onde é preciso procurar por informações entrevistando pessoas, recolhendo pistas e fazendo anotações. Mas Layton não é nada disso. Trata-se de um jogo de puzzles, iguais a esses que se lê em revistas ou jornais e que fazem muitas pessoas ficarem horas tentando resolver. Pois é, a idéia aqui é juntar puzzles com investigação, mas as charadas são mais emocionantes que a história em sí.

O professor sai andando pelas ruas da cidade de St. Mystere conversando com pessoas e visitando lugares. Porém, tudo e todos ali só dão informações se o jogador se dispuser a resolver charadas e enigmas que nada têm a ver com a herança ou com o assassinato.

Os gráficos são muito bem trabalhados, com belas ilustrações que em muito lembram quadrinhos antigos, estilo Asterix ou Tin Tin. A trilha é incidental e repetitiva, e chega a incomodar o jogador, já que ele estará concentrado em resolver os problemas e depois de desligar o DS corre o risco de ficar com a músiquinha tocando dentro da cabeça. Os efeitos sonoros são coerentes e a jogabilidade bem simples: tudo é feito com a stylus, desde a movimentação pelo cenário estático até a resolução dos enigmas.

E a resposta é...


Como fazer um jogo divertido onde na maioria do tempo o jogador se verá olhando pra telinha, imóvel, pensando, sem sequer apertar um botão? Simples: puzzles são extremamente atraentes, desafios que fazem as pessoas precisarem encontrar uma resposta, e Professor Layton providencia muitas deles.

Alguns são fáceis: mova somente dois palitos de fósforo e transforme a imagem de quatro cubos em apenas dois. Outros requerem muita lógica e massa cinzenta. O que todos os puzzles têm em comum de exigência é o bom entendimento da língua inglesa. Sem isso é impossível seguir.

A stylus é usada de maneiras diferentes, seja marcando coisas na tela, puxando palitos ou enchendo copos. Existem puzzles que não exigem um movimento manual sequer, mas muito esforço cerebral, e alguns jogadores se verão recorrendo a papel e caneta de verdade para conseguir encontrar respostas.

Cada puzzle tem um valor em Picarats, uma espécie de moeda local. Se o jogador resolver o puzzle de primeira, recebe 100% dos Picarats. Mas a cada erro, o valor do puzzle vai caindo até chegar a seu mínimo. Este preço é colocado de acordo com a dificuldade do puzzle e varia de 10 a 50 Picarats. A promessa é que "se juntar bastante Picarats você terá uma bela surpresa".

Certo, o sujeito está preso em um puzzle há 40 minutos, quase chorando de ódio, o que fazer? Existem 3 pistas disponíveis para cada enigma, mas é preciso comprá-las com "hint coins". Essas moedas estão espalhadas pelos cenários e para encontrá-las é necessário utilizar a stylus, tocando em objetos aparentemente inanimados, como lâmpadas ou quadros. Há um número máximo destas hint coins em todo o jogo, então é bom usá-las com coerência.
Perdidos pelos cenários também estão mais puzzles, portanto é imprescindível perder um certo tempo tocando em tudo que se vê com a stylus.

Meu cérebro vai explodir!


Charadas, puzzles, enigmas e investigação... o que mais Professor Layton oferece? De extras, bom, mais puzzles. Sim, a cada puzzle resolvido ganha-se, às vezes, mais do que Picarats e informações sobre o crime: pedaços de um estranho artefato mecânico, partes de um quadro secreto e... móveis! Sim, móveis, afinal, o hotel da cidade ofereceu quartos vazios para Layton e Luke, portanto é preciso decorá-los. Recolher estes itens também promete revelar mais surpresas para o jogador.

A cada capítulo novas charadas aparecem e as antigas ficam guardadas em uma casa da cidade, portanto o jogador não precisa ficar insano atrás de todos os puzzles existentes e pode seguir a história central sem os extras. Os enigmas também ficam disponíveis na tela inicial do jogo, para quem quiser resolvê-los sem ter a necessidade de entrar na história principal.


O Veredicto
: Professor Layton pode soar como um jogo sem graça para quem gosta de ação ou esperava da Level 5 mais um no gênero RPG. Mas resolver puzzles é uma das coisas mais viciantes que o homem já criou, e muitos dos quebra-cabeças que aparecem neste jogo são idéias clássicas, com centenas de anos de idade. ?? totalmente possível perder horas em busca da resposta certa, e quando se encontra, a sensação de satisfação é ótima. Para um portátil é absolutamente perfeito para passar o tempo de maneira saudável, já que estimular o cérebro é sempre útil. Quem já gastou muito dinheiro com aquelas famosas revistinhas "Coquetel" vai adorar Layton.


Prós:

- O estilo gráfico;
- Puzzles;
- Charadas;
- Enigmas;.


Contras:

- A história central se perde bastante pelo jogo;
- Trilha repetitiva;
- A obrigação de ficar tocando o cenário com a stylus atrás de puzzles e itens escondidos em minúsculos e quase imperceptíveis objetos.


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