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Review de Devil May Cry 4 para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


O herói Dante tira uma folga nesta seqüência da série Devil May Cry e em seu lugar entra o jovem Nero, mais um que irá enfrentar demônios e desvendar segredos dos confins do inferno. A série é um sucesso e possui fãs fervorosos, mas será que DMC4 consegue reavivar a fórmula do jogo agora que passou aos consoles da nova geração?

Um capeta em forma de guri


Em Devil May Cry 4, o sujeito meio homem meio demônio Dante não é o personagem principal, mas os fãs podem ficar calmos: Nero, o rapazola-demônio que toma seu papel é idêntico ao protagonista comum da série, só que com menos barba e voz de menino-moço. O casaco de couro e a vestimenta cheia de enfeites está lá, assim como as armas e os poderes demoníacos.

Na história, Nero participa do culto ???Order of the Sword???, e depois do ataque sanguinário à sua Igreja ele é chamado para capturar o responsável, que é nada mais, nada menos, que o próprio Dante. Confuso? Bastante, como sempre. A história se desenrola por aí, com Nero descobrindo que os demônios não estão muito felizes no inferno e querem vir pra Terra. No meio tempo, Nero também tem que resgatar sua namorada Kyrie (a cantora de ópera) que foi seqüestrada pelos malvadões. Enfim, a história talvez seja o menos importante para compreender. Importante mesmo aqui é saber dar combos e dilacerar os inimigos.

O visual é o mesmo dos outros jogos da série, com castelos abandonados, igrejas estranhas, masmorras e calabouços. A interação com estes cenários é mínima: eles são apenas pano de fundo para a matança. A trilha instrumental de rock industrial farofento também só toca quando os inimigos aparecem, sendo a deixa para o jogador empunhar a espada.

Os efeitos sonoros são coerentes e os gráficos em alta-definição, mesmo que nunca impressionando, ainda agradam, mas as animações em CG deixam a desejar, como é o caso da cena onde um personagem é cravado por uma espada, o sangue jorra, mas não deixa nem respingos na roupa.

Banho de sangue


O melhor de Devil May Cry é mesmo matar. Matar de diversas maneiras possíveis realizando combos massacrantes. Para isso, as armas devem ser imponentes também, portanto Nero tem mais que uma espada e pistolas: seu braço direito é demoníaco e possui poderes especiais. Este braço brilhante, chamado de Devil Bringer, é utilizado para puxar os inimigos e arremessá-los, e para se segurar em esferas azuis brilhantes que servem para escalar alturas maiores. Nas batalhas com os chefes, o Devil Bringer gera algumas ações especialmente violentas.

A espada também possui um toque diferente em sua utilização: seu punho é igual ao acelerador de uma moto. Ao pressionar o botão LT, um medidor de ???marcha??? aparece no canto esquerdo superior da tela. Carregar ???as marchas??? da espada faz com que ela fique flamejante e os combos mais eficientes.

O estilo de luta que dá ???style points??? nada mais é do que ???matar bonito???, e isso Nero sabe fazer, também porque pode comprar diferentes combos que desencadeiam em movimentos absurdos e finalizações impiedosas. Realizar combos é bem fácil: basta apertar o botão de ataque com espada em determinado ritmo e tempo. Juntando estes ataques de espada flamejante, mais os tiros e mais os arremessos, as cenas de luta se tornam brutais e muito divertidas. Adicione a todos estes instrumentos de tortura a função ???Devil Trigger???, que surge depois de algumas fases e dá a Nero a aura do capeta -- não dá pra ficar mais violento que isso.

Dos quintos dos infernos


A jogabilidade é simples: no caminho, Nero cruza com alguns puzzles nada cerebrais. Portas que se abrem, paredes que explodem... a resposta é sempre dar porrada com a espada, matar monstros, jogar alguma coisa longe ou pular mais alto. Talvez Nero tenha o QI baixo demais e concentre toda sua força em resolver os problemas quebrando as coisas, e o maior desafio mesmo é encontrar as fraquezas dos adversários e saber esquivar-se dos ataques.

O esquema de itens do personagem é igual aos jogos anteriores. Recolhe-se as ???red orbs??? pelas fases para comprá-los, e orbs de outras cores servem para diferentes fins, como a azul que aumenta o medidor de energia. A cada compra os itens sobem de preço consideravelmente. Realmente a inflação em DMC4 é infernal.

A diferença é que agora ao passar de fase o jogador recebe ???Proud Souls???. Dependendo de como foi a performance na fase, ele recebe mais ou menos destas ???almas???, e é somente com isso que irá comprar upgrades para o personagem. Se o rank final for ruim, o número de Souls será baixo, portanto, é importante ficar de olho nas exigências de tempo e de estilo de luta.

Os upgrades são variados e se direcionam em combos com espada, tiros mais potentes, pulos mais altos e maior alcance para a Devil Bringer. A dica é comprar primeiro os combos com a espada, que são muito eficientes e depois ir melhorando as outras armas e ações.

Dentro das próprias fases se encontram as estátuas que dão acesso às compras de itens e upgrades, e estas são muito úteis quando nível de energia está baixo. O mapa que fica constantemente na tela aponta a localização destas estátuas, bem como portas e direções do cenário.

The number of the beast


Dentro das fases há missões secretas que são só para os jogadores mais ávidos, já que exigem bastante habilidade com os controles. Cada uma é diferente, sendo que algumas consistem em matar todos os inimigos em determinado tempo e outras exigem que os inimigos morram somente com um golpe específico. Todas são difíceis, mas no final recompensam o jogador com orbs e outros mimos.

E quem ficou triste por Dante não ser o herói da vez pode sorrir: ele aparece no meio do jogo e, sim, é um personagem jogável e tão mortal quanto antes. A jogabilidade com Dante é bem parecida com a de DMC3, e ele pode trocar de armas escolhendo entre as de curto e longo-alcance, ou usar a habilidade do Devil Trigger também, embora aparentemente esta seja mais poderosa com seu clone Nero.



O Veredicto
: Devil May Cry 4 é um jogo kitsch como seu protagonista, um sujeito com cabelo branco, uma espada gigante e casaco de couro que mata demônios ao som de rock industrial farofa. A alegria que a série traz está no simples fato de poder matar monstros das maneiras mais bacanas possíveis e nada mudou com a transição ao PS3 e Xbox 360. A verdade é que pouca atrai neste novo capítulo da história de Dante a não ser por matar hordas de monstros a torto e a direito. Nos dias de hoje, com tantos jogos mais bem trabalhados nos quesitos além da pancadaria, DMC4 fica desfalcado.


Prós:

- ??timas seqüências de pancadaria;
- Fácil de jogar.


Contras:

- Fases repetitivas com inimigos repetidos;
- Trilha de rock farofa;
- História rasa e esquecível.


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