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Review de Dragon Quest Swords: The Masked Queen and the Tower of Mirrors para Wii de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


The Masked Queen and the Tower of Mirrors é o enorme subtítulo da mais recente versão do famoso Dragon Quest ??? série de RPGs de videogames que rivaliza Final Fantasy em quantidade de jogos e número de fãs. Com uma jogabilidade diferenciada que mescla diversos estilos, mas que ao mesmo tempo possui uma saudável dose de familiaridade nos elementos apresentados, DQS coloca o jogador em uma visão em primeira pessoa e o leva a uma jornada com a simplicidade remanescente dos mais primitivos RPGs.

A Rainha Mascarada


A história de Swords dá continuidade aos eventos que levaram à derrota de Xiphos - Aquele que Traz a Morte - apresentando no papel de protagonista o filho de Claymore, um dos heróis que derrotou a poderosa entidade, em seu ritual de passagem para a vida adulta. Nas terras da Torre dos Espelhos, é costume que a Rainha envie os jovens a uma jornada cheia de perigos para que eles se provem dignos de se tornarem homens por completo. Infelizmente, há algo de estranho acontecendo com a rainha, deixando-a indisposta, e o filho de Claymore acaba sendo enviado à sua jornada pelo Primeiro Ministro.

Na medida em que a trama progride, o mal que afeta a Rainha vai sendo desvendado, e com a ajuda dos companheiros Claymore (antigo guerreiro que, após a batalha com Xiphos, perdeu um dos braços e passou a praticar magia), Fleurette (aspirante a sacerdotisa que usa roupas bem chamativas e precisa descobrir a cura para uma maldição rogada em seu irmão, outro dos heróis que desafiou Xiphos) e o príncipe Anlace (que faz qualquer coisa por sua mãe), o herói criado pelo jogador deve viajar por terras distantes, enfrentando monstros e armadilhas para descobrir uma maneira de impedir uma nova catástrofe.

Diferente dos outros títulos da série, DQS é visto em primeira pessoa, o que traz novidades no controle e no estilo de jogo, que mistura a maneira de se deslocar pelos cenários vista em Killer 7 (às vezes basta pressionar o botão B para correr para frente em um caminho predefinido cujos desvios são selecionáveis na medida em que vão sendo alcançados); um esquema de luta no qual o Wiimote é brandido como a uma espada e, conforme o movimento, cria cortes horizontais, verticais ou diagonais na tela, atingindo os inimigos em seu caminho; e fases selecionáveis que podem ser visitadas a qualquer momento, uma vez que tenham sido vencidas. No final desses estágios, o jogador recebe uma nota que varia entre B, A e S, conforme seu desempenho, premiando-o com pontos e itens necessários para criar certas armas e armaduras.

As missões ocorrem em um estilo similar ao de Diablo 2, usando uma cidade como base para descanso, conversa com NPCs e compra e forja de itens (este último como o uso de materiais coletados durante os estágios). Dela é possível alcançar os locais onde executar as tarefas, que consistem normalmente em percorrer uma enorme fase até encontrar e vencer um chefe. Não há muitas casas e lojas a serem visitadas, mas algumas têm minigames como jogos de cartas e de arremesso de dardos para passar o tempo e ganhar objetos especiais. O esquema cidade-fase-cidade cansa depois de um tempo, principalmente porque cidade sofre de sérios problemas de ???loading??? toda vez que uma nova área é acessada.

Como todo bom RPG, existe o ganho de pontos de experiência com a derrota dos monstros, fazendo os personagens aumentarem seus níveis e tornarem-se mais poderosos pelo aprendizado de novas técnicas e magias. Além disso, é possível equipar o protagonista com os mais diversos tipos de armas e armaduras, que oferecem a ele novos poderes denominados Master Strikes -- golpes especiais desferidos quando uma barra especial é carregada (através de combates bem sucedidos) e com a execução de movimentos específicos do Wiimote que simulam o ataque. Por fim, o herói também carrega um escudo cuja representação surge com o pressionar do botão B durante o combate, servindo para bloquear ataques de inimigos. ?? interessante ver que os escudos vão se quebrando na medida em que são usados, diminuindo seu tamanho e tornando cada vez mais difícil seu uso. Itens de cura e melhoria dos atributos completam o repertório.

Os companheiros do protagonista não participam ativamente das batalhas, fornecendo apenas o uso de algumas magias (cada um possui seu próprio repertório) e poções de cura quando a energia do grupo estiver baixa, podendo ser programados para executarem ações de ataque, defesa ou agirem apenas sob o comando do jogador. Infelizmente, o herói tem a companhia de apenas um deles cada vez que vai a um novo estágio. Devido ao estilo do jogo, que beira o ???tiro??? em primeira pessoa, os efeitos de magias e poções utilizadas têm agora uma duração definida em tempo real (normalmente um minuto), assim como os combates, que não são mais divididos em turnos.

Wiimote mais poderoso que a espada


Os gráficos de Masked Queen and the Tower of Mirrors seguem o estilo da série, definido por Akira Toryama (criador do famoso Dragonball Z e designer de personagens de Chrono Trigger) e fazem bem o seu trabalho. Os personagens são bem detalhados, desde seu visual até suas roupas e equipamentos, e também possuem expressões faciais e corporais bem dirigidas. Infelizmente, os cenários não obtiveram o mesmo tratamento, ficando repetitivos e um pouco tediosos, com texturas simples e pouco trabalhadas.

Muitas músicas vieram diretamente de outros jogos da série, o que é bom para os saudosistas, mas as trilhas originais, no entanto, são apenas medianas, cumprindo seu papel sem chamar muita atenção. A atuação de voz varia do divertido ao sofrível, tendendo mais a este último.

O esquema de controle, apesar de simples, é muito impreciso, usando apenas o Wiimote para a realização de todas as tarefas. Usando-o como espada, os cortes nem sempre saem como se espera e, a menos que ele seja mantido estritamente virado para cima (como mandam os tutoriais), tudo pode acontecer. Caminhar com o uso do direcional em cruz é um pouco cansativo para as mãos, coisa que o uso do Nunchuck teria prevenido - aliás, sua ausência não tem justificativa, pois até mesmo o escudo poderia ter sido controlado por ele, liberando a outra mão apenas para a execução de ataques. Considerando estes fatos, e também que o jogador é avaliado pelo desempenho de seus golpes, a falha na precisão dos comandos é imperdoável, gerando momentos de muita frustração ??? principalmente para os que buscam o ranking S em todas as fases.

A dificuldade é muito baixa, sendo possível chegar ao final em poucas horas (e tentativas), apesar de alguns chefes serem mais complicados, pois é necessário descobrir o ponto exato onde atingi-los para causar danos e apanhar um pouco até aprender suas rotinas de ataque para defender-se delas com o escudo.

DQS tem alguma durabilidade, considerando que todas as fases podem ser visitadas inúmeras vezes (e que boa parte delas possui vários caminhos até o final), a existência de medalhas espalhadas por elas que podem ser coletadas e trocadas com um estranho gato que mora em uma caverna debaixo do castelo por itens especiais e a presença de alguns minigames espalhados pelo mundo, mas não o suficiente para justificar muitas horas de visitas após chegar ao seu final.



O Veredicto
: Dragon Quest Swords é um RPG que segue a filosofia de jogos casuais do Wii. O que a Square Enix fez desta vez é um jogo um bocado diferente do que existe na série Dragon Quest, com visão em primeira pessoa, estatísticas simplificadas e um controle original. Para quem nunca jogou um RPG, este pode ser um bom começo, embora alguns detalhes, como a imprecisão do controle, pesem contra. Mas para a maioria que já tem algum experiência com jogos parecidos, esta aventura pode até ser divertida, mas é definitivamente simples e descartável demais para merecer atenção.


Prós:

- Bom para os muito iniciantes em RPGs;
- Lutas com chefes interessantes.


Contras:

- Controles imprecisos;
- Muito curto;
- Falta de opções mais robustas de jogabilidade.


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