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Review de Army of Two para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Além de ser uma discussão recorrente nos dias de hoje, o papel da indústria militar particular em conflitos modernos, como o Afeganistão e o Iraque, é o principal gancho para o enredo de Army of Two, novo shooter da EA. Mas bem além do enredo e diferente da maior parte dos jogos de tiro por aí, este se destaca por mecânicas exclusivas para jogar cooperativamente, com dois jogadores. Um bom motivo para comprar um segundo controle.

Duty, Honor, Profit


Elliot Salem e Tyson Rios são dois ex-soldados dos Estados Unidos que faziam parte do regimento dos Rangers e acabaram se tornando mercenários associados à Security and Strategy Corporation (SSC), uma companhia militar particular. Army of Two narra a aventura dos dois através de guerras, conflitos políticos e conspirações, trabalhando para o lado que paga mais. O debate que fica nas entrelinhas de Army of Two é o papel de corporações militares privadas em conflitos modernos, uma questão que está em voga nos dias de hoje, depois que alguns escândalos envolvendo esses mercenários no Iraque, Afeganistão e África tomaram as manchetes dos jornais dos Estados Unidos.

Na prática, a maior parte dos jogadores não deve se importar com discussões triviais à segurança internacional como essa, mas apesar da superficialidade fantasiosa com que o tema é tratado, o enredo de Army of Two quebra o galho como pano de fundo para o tiroteio, e consegue entreter bem o jogador durante sua curta duração, um pouco mais que seis horas. ?? um tempo curto para um shooter, mas é grande a possibilidade do jogador encarar a campanha principal duas vezes seguidas: uma jogando sozinho e outra no cooperativo, com um amigo no segundo controle ou online, em um jogo público ou particular.

Cada um dos jogadores escolhe um dos personagens, ainda que a diferença prática entre os mesmos seja zero. A possibilidade de jogar de dois transforma o que seria um jogo medíocre em algo extremante divertido. A ação em Army of Two, apesar de não chegar a ser um Rainbow Six da vida, é bem estratégica, e o jogador quase sempre precisa da ajuda de seu parceiro para superar os desafios e flanquear os inimigos. O que deixa o jogo divertido é que em cada momento o jogador sempre precisa bolar algum plano para derrotar os inimigos, e essa estratégia sempre vai envolver o outro jogador.

Naturalmente, jogar Army of Two com dois jogadores é bem melhor, mas arriscar a sorte com a inteligência artificial não chega a ser ruim. Existem alguns comandos básicos que podem ser dados a IA, como avançar, manter posição e seguir, e ela geralmente é esperta o suficiente para se esconder em coberturas e atirar nos inimigos com precisão considerável. Além disso, a IA sempre vai participar ativamente de todas as mecânicas de jogabilidade cooperativa, que envolvem coisas simples como ajudar o outro personagem a escalar paredes, trocar de armas, salvar o jogador da morte quando preciso, entre outros.

Além disso, Army of Two conta com um sistema de combate bem interessante, que utiliza um elemento chamado ???Aggro???. O Aggro é uma espécie de medidor da agressividade do personagem: ao atirar com armas maiores e mais fortes, o jogador atrai o fogo e atenção dos inimigos. A utilidade disso? Faz com que o parceiro possa passear pelo campo de batalha com tranqüilidade para pegar os inimigos pelas costas. Além de fazer sentido, essa é a base para todas as estratégias de combate em equipe de Army of Two.

Ou seja, multiplayer cooperativo não é apenas dirigir um jipe enquanto o colega atira pela metralhadora (apesar de existirem momentos em que algo similar acontece), mas algo que requer algum planejamento. A experiência cooperativa é extremamente divertida, complementada por ótimos gráficos e uma jogabilidade muito boa.

Pimp my gun


Um fato interessante sobre Salem e Rios é que eles jamais pegam as armas dos oponentes caídos. Para aumentar seu arsenal, os dois preferem comprar tudo de atravessadores espalhados pelo mundo. E esse sistema de compra de armas acaba sendo interessante, porque além de uma vasta opção de equipamentos, é possível customizar as armas, fazendo upgrades que podem aumentar o alcance, o dano, a capacidade de balas e o ???Aggro??? da arma.

E como todas as mudanças implicam em algo estético, realizar upgrades nas armas também é uma forma interessante de customizar a aparência do personagem. Além disso, o jogador também pode adquirir uma vasta seleção de máscaras para seu personagem, além de optar entre alguns tipos de armaduras disponíveis.

Essas customizações de equipamentos exercem importância maior ainda naquele que é, obviamente, o modo para o qual o jogo foi projetado: o multiplayer cooperativo. Além de possibilitar que a campanha principal seja jogada cooperativamente com dois jogadores dividindo a tela em um mesmo console ou online, o jogo conta também com um divertido modo competitivo entre dois times diferentes. Nesse tipo de multiplayer, o trabalho em equipe começa logo na seleção de equipamentos, sendo que geralmente alguns jogadores preferirão armas pesadas para chamar a atenção, enquanto outros selecionarão um equipamento mais leve, para flanquear os inimigos. Os objetivos das partidas geralmente envolvem um time defendendo algo enquanto o outro fica na ofensiva. Além disso, sempre existem inimigos controlados pela inteligência artificial que atrapalham ambas equipes. O multiplayer competitivo é bem divertido, mas conta com suas falhas: existem apenas quatro mapas disponíveis, o que faz com seja fácil se cansar do modo. E na maior parte das vezes, é difícil encontrar gente para jogar, e ficar quase uma hora esperando um jogo é algo que pode torrar a paciência de qualquer um.



O Veredicto
: Army of Two é ótimo para jogar com duas pessoas em um único console, e apesar de durar bem pouco, consegue divertir muito neste curto período. E para quem não conta com bom um amigo ou um segundo controle, o sistema de ordens para a inteligência artificial aliada consegue segurar a onda muito bem, além da possibilidade de jogar cooperativamente pela Live. Uma boa investida no muitas vezes negligenciado aspecto cooperativo dos jogos de tiro.


Prós:

- Mecânicas cooperativas funcionam muito bem;
- Bons modos multiplayer;
- Sistema de customização de armas;
- Gráficos.


Contras:

- Duração curtíssima;
- IA decepciona de vez em quando;
- Precisão dos tiros um pouco ruim.


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