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Review de Tom Clancy's Rainbow Six: Vegas 2 para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Rainbow Six: Vegas, lançado em dezembro de 2006, pode ser considerado um marco no gênero de ação tática. O jogo ficou famoso por trazer novos elementos que o aproximaram um pouco mais de shooters convencionais, mas sem se perder do consagrado estilo tático da série.

Pouco mais de um ano depois, a seqüência Vegas 2 chega sem trazer um décimo das novidades de seu antecessor. Mas mesmo sendo um jogo quase idêntico ao primeiro, ele continua sendo uma excelente experiência.

Rambo Six


Os eventos de Rainbow Six Vegas 2 acontecem antes, durante e depois daqueles do primeiro jogo. Aqui o personagem principal chama-se Bishop, e é um veterano e líder de uma equipe Rainbow Six. Bishop foi instrutor de Logan Keller e Gabriel Nowak, o protagonista e o antagonista de Vegas, respectivamente.

Mas o mais curioso sobre Bishop não é o fato de que ele conta com um enredo profundo e envolvente, mas sim a existência de um opção para alterar a aparência no personagem que permite que ele seja até mesmo uma garota, se essa for a decisão do jogador. Durante o jogo, também é possível escolher novas roupas e acessórios estéticos para o personagem, da mesma forma que se escolhia equipamentos no primeiro jogo. Isso faz com que o personagem seja bem versátil, por ser personalizável e ao mesmo tempo contar com uma personalidade bem definida.

Na maior parte do tempo, Bishop estará acompanhado do britânico Michael Walters e do coreano Jung Park, os mesmos parceiros de Logan Keller no primeiro Vegas. Mas como a história de Vegas 2 acontece antes, durante e depois dos eventos do primeiro jogo, existem momentos em que estes não estarão presentes. De qualquer forma, apesar dos programadores da Ubisoft clamarem que houve melhorias na inteligência artificial, os parceiros de equipe continuam se comportando de forma usual. Eles obedecem todas as ordens possíveis do jogador, mas não são bobos: sempre buscam coberturas e costumam se esforçar para sobreviver.

Uma novidade nesse aspecto é que agora existem alguns novos comandos para os colegas, como mandar que eles atirem granadas em um local selecionado, o que é ótimo para derrubar inimigos, caso o jogador atire simultaneamente outra granada em uma das rotas de fuga do oponente, entre outros.

Existem outras novidades na jogabilidade que afetam mais o jogador: agora é possível correr --mas só por um curto período -- e não é possível atirar durante esse momento. Parece uma pequena alteração, mas é o tipo de implementação que, se fosse mal-feita, poderia arruinar o ponto tático e estratégico do jogo.

Além disso, Vegas 2 conta com um sistema de pontos de experiência integrado, que funciona tanto nos modos multiplayer quanto na campanha principal. Avançar nesse sistema significa que o jogador destravará novas armas e equipamentos. Além disso, existe um sistema de experiência auxiliar chamado ???ACES???, que são pontos de experiência complementares obtidos pelo jogador em três especializações diferentes: Marksmanship, Close-Quarter Battle e Assault. Dependendo da forma que o jogador elimina os inimigos, ele ganha pontos nas diferentes categorias. Atingir um inimigo de longe rende pontos em Marksmanship, enquanto matá-lo por detrás da cobertura rende pontos de Assault, por exemplo. Existem 20 níveis de experiência em cada especialização, e passar cada nível rende uma recompensa diferente, como uma nova arma ou um bônus para a experiência geral do jogador. Na prática, o sistema de experiência de Vegas 2 não é muito envolvente ou interessante, mas também não atrapalha em nada. Se não fosse pelo fato de que passar níveis significa novas armas e equipamentos, essa mecânica passaria batida.

Apesar dessas novidades, é possível dizer que Rainbow Six Vegas 2 é quase idêntico ao primeiro jogo, com uma jogabilidade que envolve invadir salas com portas repletas de terroristas, muita ação tática, salvamento de reféns e desarmamento de bombas. ?? digno de nota que o nível de dificuldade também foi ligeiramente aumentado, e este não é um jogo para afobados: é preciso muita calma e tranqüilidade para avançar pelas fases sem levar um tiro, o que na maior parte das vezes, é fatal.

Coop debilitado


Assim como no primeiro Rainbow Six Vegas, existe a opção de se jogar Vegas 2 cooperativamente, tanto online quanto offline, com a tela dividida. Mas enquanto no jogo anterior até quatro pessoas podiam compartilhar a mesma missão, agora apenas dois jogadores podem dividir o modo cooperativo. Segundo a Ubisoft, isso foi feito para aprimorar a experiência, mas não deixa de parecer um retrocesso. Além disso, os personagens controlados pela IA agora estão presentes no modo cooperativo, o que não é tão interessante, e na maior parte das vezes os jogadores de verdade vão preferir esquecer os outros no começo da fase e tentar jogar ???sozinhos???. Outro ponto contra do modo cooperativo é que os gráficos são visivelmente piores que no modo de um jogador.

O multiplayer competitivo, em contrapartida, está melhor do que nunca, com doze mapas e dois novos modos, para até 16 jogadores. O jogo dessa forma continua bem equilibrado e divertido, e é um dos pontos altos de Vegas 2.



O Veredicto
: Rainbow Six: Vegas 2 está longe de ser o marco no gênero que foi o seu antecessor. O jogo apresenta uma evolução tímida e pequena na jogabilidade, além de um sistema de experiência que não faz muita diferença no final das contas. Ainda assim, a diversão continua sendo bem grande, e quem queria um pouco mais da experiência tática do primeiro jogo conseguirá isto em Rainbow Six: Vegas 2.


Prós:

- Ação tática;
- Jogabilidade excelente;
- Multiplayer competitivo.


Contras:

- Quase nenhuma novidade;
- Modo Cooperativo poderia ser bem melhor.


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Outer Space
8/ 10
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