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Review de Ninja Gaiden: Dragon Sword para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Ninja Gaiden Dragon Sword transparece mais uma vez a competência técnica dos programadores da Tecmo, abordando um estilo de jogo único ao DS com o uso quase sempre exclusivo da stylus e demonstrando a capacidade de processamento do portátil da Nintendo como poucos jogos anteriores conseguiram.

O jogo é tecnicamente impecável, mas a ação, e embora intensa, já não tem a mesma dificuldade dos últimos jogos da série lançados no Xbox e Playstation 3.

Novos rumos


Antes que o jogo se inicie, a história da Espada do Dragão é contada através de gráficos e textos estilizados, com uma mistura de estilos orientais clássicos e anime característica da série. Esse mesmo estilo é utilizado em todas as cenas que desenvolvem a história do jogo. Conta-se que, há muitos milênios, dragões e humanos viviam em harmonia, até que um deles, o Dragão Negro, possuído por ódio e cobiça, liderou uma horda de demônios para dominar todo o mundo. Após a perda de muitas vidas no conflito, o último dragão sobrevivente entregou sua vida para criar a Espada do Dragão e, com ela, os membros do clã Hayabusa foram capazes de destruir o Dragão Negro.

Muitos milênios depois, Ryu Hayabusa, o atual sucessor do clã, está treinando com uma amiga, Momiji, que é a primeira personagem controlável do jogo. Após passar por um breve estágio que funciona como tutorial, ela é capturada por demônios que estão atacando sua vila ninja e Ryu toma para si a missão de resgatá-la, passando a ser controlado pelo jogador. A trama se desenvolve a partir daí, com o ressurgimento de antigos inimigos e muitas reviravoltas, contando uma história interessante e capaz de prender a atenção, compelindo o jogador a vencer os estágios apenas para conhecer o próximo capítulo.

Os controles são bastante similares aos utilizados em Zelda: Phantom Hourglass, e dependem inteiramente da stylus, exceto pela defesa/bloqueio, que exige que seja mantido pressionado qualquer um dos botões do DS de acordo com o conforto de cada um. O portátil é segurado de lado, como se fosse um livro (ao estilo Brain Age) e toda a ação ocorre na tela de toque, sendo a outra utilizada para apresentação de informações, como mapas e pontuação. Para que os ninjas se movimentem, basta tocar no local da tela onde eles devem ir, enquanto movimentos específicos com a caneta desencadeiam diferentes ações. Traçar uma reta de baixo para cima, por exemplo, faz com que o personagem pule, e riscar os inimigos inicia os golpes diagonais, horizontais e verticais com a espada, podendo ser somados em enormes combos. Alguns comandos específicos desencadeiam golpes secretos, como o Izuna Drop, executado passando a stylus em um inimigo de cima para baixo, depois de baixo para cima duas vezes ??? assim Ryu executa um corte vertical, depois arremessa o adversário ao ar e o agarra, finalizando com um pilão. Tocar na tela faz com que os ninjas disparam flechas ou shurikens, essenciais para alcançar monstros distantes ou localizar itens escondidos pelo cenário.

Existem também as magias ninppo, executadas ao pressionar um ícone ao lado da barra de energia, o que faz surgir um símbolo no meio da tela que deve ser preenchido passando a caneta em seu interior. Isso libera efeitos especiais, como a bola de fogo controlada pela stylus ou relâmpagos destruidores, usados não apenas para acabar com ainda mais demônios, como também para abrir caminho nos cenários, queimando teias de aranha ou destruindo objetos que bloqueiam a passagem de Ryu.

Devido ao enorme volume de inimigos que costuma surgir em cada local das fases (passando facilmente as três dezenas), o jogo rapidamente se torna uma corrida para conseguir maiores combos com um ritmo frenético de rabiscos na tela para que, com isso, seja obtida pontuação cada vez maior, assim como maior quantidade de karma, parâmerto utilizado para adquirir itens, melhorias para a espada, novos golpes e magias ninppo.

Os chefes são belas obras de arte, monstros enormes e de aparência assustadora, mas que infelizmente não representam um grande desafio, já que seguem padrões de ataque facilmente detectáveis e evitáveis logo da primeira vez que são enfrentados. Em vários momentos é mais difícil passar por ondas de 50 a 60 demônios comuns que surgem antes da luta com o monstrão do que enfrentar o dito cujo. O nível de dificuldade do restante do jogo também não é elevado, e existem bastantes save points espalhados pelas fases que não apenas restauram o jogo, mas também recarregam a energia de Ryu. Níveis mais difíceis são desbloqueados assim que o jogo for finalizado uma vez, tornando a jornada do ninja um pouco mais complicada e adicionando um pouco mais de desafio (e diversão).

Equipe realmente ninja


A qualidade técnica de Ninja Gaiden DS é indiscutível. Os personagens (entre humanos, demônios e enormes bestas) são renderizados em 3D, contando com animações fluidas e detalhadas, usando modelos similares aos dos títulos mais recentes da série (principalmente o Black, de Xbox). Os cenários, em contrapartida, são belas imagens 2D, também bastante detalhadas, principalmente com jogos de luz e sombra que lhes conferem uma impressionante profundidade ??? e variando bastante de perspectiva. A maioria é isométrica, mas existem pontos de plataformas laterais, outros onde os protagonistas são vistos apenas de costas, alguns bem próximos, com os personagens grandes e bem detalhados, outros distantes (e em alguns pontos, tão distantes que fica difícil distinguir entre quem são os inimigos e quem é Ryu, além de dificultar os ataques porque a stylus não conta com tanta precisão), enfim, cada área de cada fase lembra uma pequena cena de um filme de ação, com diferentes ângulos de câmera e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Para não ocorrerem slowdowns, o Team Ninja distribuiu os inimigos de maneira que nunca fiquem mais de quatro ou cinco deles na tela de cada vez, e também com que eles surjam na medida em que seus companheiros são derrotados. Como os pontos de ???respawn??? das criaturas muitas vezes ficam fora da área englobada pela tela no momento, fica a impressão de que os monstros sempre estiveram ali, mas ainda não haviam chegado para participar da luta, criando cenas fluidas e divertidas.

O ritmo da ação e o estilo de controle trazem uma sensação de imersão impressionante, fazendo com o que o jogador se sinta como se estivesse realmente brandindo aquela espada, de maneira que nem mesmo muitos jogos de Wii conseguiram fazer. Por outro lado, existem também momentos de tensão em que Ryu atravessa cenários sinistros sem nenhum inimigo, deixando o jogador com a sensação de que logo as coisas vão piorar, construindo batalhas de atmosfera bem interessante. Os efeitos sonoros contribuem bastante para essa ambiência, misturando barulhos de espadas, grunhidos de demônios, disparos de flechas e até mesmo pedras caindo e o vento soprando para conferir uma experiência muito completa.

O jogo não é muito longo, podendo ser finalizando com menos de 10 horas, mas possui extras na forma de itens ocultos para colecionar durante as fases e a famigerada tabela de pontuação via Wi-Fi, para que jogadores ao redor do mundo possam comparar quem é o melhor ninja. Ainda assim, ele tem um elevado valor de replay, considerando sua jogabilidade excepcional, a presença de outros dois níveis de dificuldade e a possibilidade de controlar Momiji durante toda a aventura.



O Veredicto
: Além de apresentar lindos gráficos, excelente história (contada através de uma narrativa bem bolada e nem um pouco cansativa) e um método de controle que usa e abusa dos recursos do DS (já aclamado anteriormente em Zelda), Ninja Gaiden DS apresenta o pacote completo envolto em um ritmo de ação ininterrupta e viciante que vai deixar muitas telas bastante rabiscadas por golpes de espada. Um cartucho que vale a pena, principalmente para quem gostava da série antes do desafio extremo dos jogos do Xbox.


Prós:

- Jogabilidade intuitiva e imersiva;
- Gráficos belos e detalhados;
- História interessante, como no começo da série.


Contras:

- Baixo nível de dificuldade (principalmente nas batalhas contra chefes).


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