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Review de Crisis Core: Final Fantasy VII para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Há 10 anos o mundo dos games recebia Final Fantasy VII com espanto: um jogo que conquistou fãs fervorosos que ainda hoje o colocam na lista de melhores jogos de todos os tempos. Fosse por seus personagens, a história ou o sistema de batalha, a verdade é que FFVII fez sua fama em cima do enorme talento de seus criadores. Agora a homenagem chega em um formato feito unicamente para o portátil PSP, com um sistema de batalha completamente remodelado. Será que os olhos penetrantes do vilão Sephiroth ainda metem medo?

Em matéria de Materia


A história de Crisis Core se passa cinco anos antes dos acontecimentos do FFVII e o personagem principal é Zack, o ???aspira??? da SOLDIER que faz parte da história original. O rapaz de cabelos negros e espetados, ao melhor estilo Dragon Ball, tem uma personalidade uma tanto quanto ???explosiva??? no sentido de querer ser o melhor em tudo. No meio de suas missões, seu mentor Angeal desaparece e Zack se vê às voltas de uma conspiração que envolve Genesis, um SOLDIER que aparentemente debandou da corporação para começar sua própria revolução. A história se desenrola a partir daí e Zack começa a descobrir os podres da Shinra e claro, em seu caminho acaba cruzando com personagens clássicos do FFVII.

Claramente a história foi feita para os fãs, e é belamente ilustrada com seqüências incríveis de animação, onde o personagem mais bacana, o cruel Sephiroth, aparece em batalhas e cutscenes que fazem o jogador querer continuar jogando só para ver as próximas revelações. A emoção dos fanáticos por Final Fantasy ficará cada vez mais intensa a partir do momento que Zack cruza com Aeris, Cloud, Yuffie e muitos personagens memoráveis em cidades e lugares muito familiares.

Zack talvez seja um pouco frustrante por ter uma interpretação ???forçada???, quase como um moleque irritante. Não raro, o jogador pode sentir uma vontade absurda que Sephiroth acerte um belo golpe na cabeça dele e acabe logo com a palhaçada. Mesmo que não dê pra se identificar com Zack, a história realmente faz Crisis Core ter seu charme.

Como é um presente para os fãs, as musicas, interfaces e efeitos sonoros são versões ???modernas??? dos originais de FFVII, o que traz um belo sorriso para quem é saudosista. As dublagens em inglês não são grande coisa, mas são ???passáveis??? já que muitos dos personagens são queridos e conhecidos do público. E mesmo para quem nunca jogou FFVII, a história pode ficar um pouco confusa, mas quando as animações em CG surgirem, ninguém vai pensar muito nisso. Sephiroth fatiando uma nave com aquela katana imensa já é empolgante o suficiente pra qualquer novato ou fã encher os olhos.

Pancadaria de bolso


Pensando que Crisis Core é feito para um portátil, sua jogabilidade foi criada para ser mais dinâmica e menos ???cerebral???. Se muitos jogadores se gabam por suas técnicas de combinar Materia, de timing, magias e summons, podem começar a rever seus conceitos: o jogo não é em turnos e a batalha é toda em tempo real, como em um jogo de ação. Zack entra nas batalhas sozinho e caminha em uma visão de terceira pessoa, enquanto os inimigos aparecem aleatoriamente pelos dungeons. O menu de ação fica no canto inferior direito. Com o botão X, Zack realiza a ação escolhida, que o jogador seleciona usando as teclas superiores R ou L. Entre elas estão magias, ataques e itens. ?? preciso prestar atenção no início até se acostumar com isso e tomar cuidado para não desperdiçar itens ou MP à toa apertando X alucinadamente. O botão ???quadrado??? faz Zack se esquivar e ???triângulo??? é defesa.

O problema maior é entender uma espécie de ???roleta da sorte??? que fica no canto superior esquerdo. Esta fica girando sem sentido, mostrando rostos de personagens até que, de repente, pára e Zack dá um golpe mortal ou sobe um nível. Na verdade esta roleta chama-se Digital Mind Wave, ou seja, DMW, e é baseada em pura sorte, trazendo uma combinação de números completamente aleatória. Por exemplo, se a roleta mostrar três números sete em seqüência, Zack subirá um level. Três números três e ele anula danos físicos por um período de tempo. A roleta funciona com SP, ou seja, Soldier Points, que Zack recebe durante as batalhas. Se o SP acabarem, a roleta pára de girar.

O sistema de Matéria, que no original servia para combinar armas com tipos de magia (negra, branca etc) é mais simplificado, mas funciona bem. Zack recebe várias Materias mas não possui muitos slots para acomodá-las no grid de ações. Por isso o jogador precisa de sabedoria para escolhe-las. Elas podem também subir de nível através do DMV.

Sozinho, comigo mesmo


Zack recebe missões para cumprir e as cumpre sozinho. Existem dois tipos destas: as da história central que dão continuidade ao jogo e as extras. Estas extras, que podem ser acessadas de qualquer save point, são importantes por ajudarem a subir o nível e receber novas Materias. E no save point Zack também pode comprar itens como Potions e Ether.

As missões são realizadas em um determinado espaço físico, sem o mundo aberto comum dos outros jogos da série, o chamado ???overworld???. O jogador não possui muita liberdade para circular pelos locais e só existe uma direção a seguir ??? do ponto A ao ponto B. ?? bom, portanto, estar preparado para imprevistos com potions e outro itens. As batalhas com os chefes são bastante interativas, trazem cenas de corte bacanas e, mesmo acontecendo em um jogo rápido e em tempo real, podem durar mais do que quinze minutos.

Pode ser frustrante para os jogadores, mas não há muita exploração nas cidades e locais das missões. Os passeios de Zack por Midgar, por exemplo, são frustrantes já que não se pode entrar nas casas e os cidadãos ficam repetindo frases aleatórias. Bem diferente do original.

Crisis Core não é um jogo complexo ou difícil, embora sua vida útil se estenda por boas 30 horas, com muitas side missions (algumas bem difíceis) para aproveitar e ainda um modo ???hard??? para quem quiser provar que não brinca em serviço.

Crisis Core sai no Brasil no dia 28 de abril, com distribuição da Synergex.


O Veredicto
: Crisis Core é um jogo feito para fãs que não conseguem ter o suficiente de Final Fantasy VII. Como o filme Advent Children, belíssimo visualmente e com um roteiro ruim, Crisis Core não é um jogo sensacional - é um belo jogo pelo simples fato de trazer de volta uma das histórias mais grandiosas do mundo dos games. Perceber que a espada que Zack carrega é a espada do Cloud, rever a Aeris e saber que ela terá um triste fim... E, diabos, o Sephiroth está lá com seu cabelo cinza, seus olhos frios, sua espada mortal e sua crueldade sem limites. São detalhes que trazem boas lembranças. ?? isso que os fãs querem e é isso que eles têm com o Crisis Core: um pouquinho mais do jogo tão amado.


Prós:

- Animações e cutscenes fabulosas;
- Sistema de batalha bem pensado para um portátil;
- Boa trilha sonora.


Contras:

- Missões repetitivas;
- Falta de liberdade para explorar;
- As frases ???de efeito??? de Zack são absolutamente ridículas.


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