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Review de Ninja Gaiden II para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Dando seqüência ao consagrado Ninja Gaiden de 2004 para Xbox, que por sua vez é inspirado na série que começou em 1988 no NES, Ninja Gaiden II é exatamente aquilo que se pode esperar de uma seqüência consistente: o básico do jogo continua preservado, enquanto as qualidades foram melhoradas e a maior parte dos defeitos sanados. Claro, ainda existem alguns deslizes na fórmula deste título, mas nada capaz de ofuscar o último trabalho do desenvolvedor Tomonobu Itagaki na Team Ninja.

Só para Ninjas


O primeiro Ninja Gaiden de Xbox foi um jogo famoso por ser difícil. Muita gente penou para chegar até o final, e, possivelmente, um número maior desistiu pelo caminho. Alguns chegaram a acreditar que agora, com Ninja Gaiden II no Xbox 360, as coisas seriam diferentes, mais tranquilas. Mas o designer da série, Tomonobu Itagaki, provavelmente não compartilhou o pensamento, e na nova aventura de Ryu Hayabusa o nível de dificuldade é ainda maior do que antes! Pode parecer absurdo, mas quem não teve a chance de jogar o primeiro jogo no primeiro Xbox não deve arriscar começar um novo jogo em uma dificuldade que não seja a mais fácil, sob risco de morrer logo no primeiro tutorial de combate. Mas isso quer dizer que jogar Ninja Gaiden II é penoso? Na verdade não. A jogabilidade é simples, gostosa e fácil de aprender, e o nível de dificuldade é um desafio a ser superado.

Na questão da jogabilidade, o básico continua o mesmo de seu antecessor: ação com uma visão em terceira pessoa, acrobacias simples em fases razoavelmente lineares e combate baseado em combos e golpes especiais. Claro, existem alguns avanços notáveis em tudo isso, mas definitivamente esse não é o jogo que irá inovar o gênero de ação. Felizmente, não é preciso muito inovação para ser bom.

Nos combates, a principal novidade está na possibilidade de mutilar inimigos, arrancando seus braços, pernas e cabeças com ataques certeiros. Além de visualmente interessante, os desmembramentos exercem uma importância importante no comportamento dos inimigos, que reagem de formas diferentes às mutilações. Também é destacável a nova mecânica do Obliteration, algo tão brutal como o próprio nome sugere. Com ele, é possível dar o golpe de misericórdia nos inimigos ao melhor estilo Kratos de ser, com uma seqüência tão violenta que até mesmo os inimigos param de atacar para prestar atenção. Diversão pura e simples.

Além dos inimigos, existe outra coisa que fica sem pé nem cabeça no decorrer do jogo: o enredo. Para quem jogou o último Ninja Gaiden e também Ninja Gaiden DS, é até possível compreender um pouco da trama da ressurreição do Archfiend e todas as variáveis envolvidas, mas é certo que algumas dúvidas e inconsistências irão surgir. Agora, quem é marinheiro de primeira viagem não deve entender nada do que se passa na complexa trama de Ryu Hayabusa. Em ambos casos, a melhor recomendação é não ter dores de cabeça com o enredo e jogar sem pensar muito nisso, mesmo porque, na maior parte do tempo, o enredo é bem irrelevante para a ação.

?? moda de Itagaki


?? hora de tirar as crianças da sala. Em Ninja Gaiden II não existe nenhum tipo de economia de sangue na hora da pancadaria. Com desmembramentos de inimigos, finalizações brutais e sangue para todo lado, o novo jogo faz o primeiro Ninja Gaiden para Xbox parecer o show da Xuxa. Claro, a violência aqui não é algo tão chocante como em Manhunt, sádica como God of War ou realista como em GTA. Mas os exageros de vermelho nas batalhas, assim como as finalizações Ninja são mais que o suficiente para baixar a pressão de donzelas mais sensíveis, ou incomodar moralistas de pensamento pequeno. Tudo à moda do querido desenvolvedor Tomonobu Itagaki, um homem cercado de polêmicas, que só costuma aparecer de jaqueta de couro e óculos escuros, e que, entre outras coisas, diz beber uísque como quem bebe água.

Abordando a questão dos gráficos no geral, só mesmo esse excesso de sangue pode incomodar. As animações dos personagens são um ponto alto do jogo, principalmente dos inimigos desmembrados pelos golpes impiedosos de Ryu Hayabusa, que tentam atacar ainda assim, sempre de uma maneira curiosa e interessante. A qualidade dos cenários também é bem alta e agradável, mas sem dúvidas de que poderia ser um pouco melhor, considerando outras referências como Gears of War. Ainda assim, o design dos ambientes é bem interessante, e apesar de ser uma verdadeira farofa entre estilos arquitetônicos diferentes, não deixa de colaborar para uma boa ambientação.

Talvez a única reclamação no parte de ???enxergar??? Ninja Gaiden II esteja na questão da câmera, do tipo bem teimosa. Esse defeito é herança do jogo anterior, e é realmente lamentável que a Team Ninja não tenha conseguido ajeitar formas de visualização decentes. Não é raro que o jogador seja atingido por um inimigo vindo de um ponto cego qualquer da visualização, e apesar de que grande parte deles sejam, supostamente, Ninjas sorrateiros, eles não deveriam ser capazes de surpreender Ryu Hayabusa com tanta facilidade.


O Veredicto
: O primeiro Ninja Gaiden de Xbox será sempre lembrado como um excelente jogo de ação, extremamente violento e com alto nível de dificuldade. A sequência no Xbox 360 não é diferente em nada disso. Além de atualizar a jogabilidade e gráficos para os tempos modernos, o título consegue divertir qualquer um que goste da idéia de mutilar e massacrar inimigos a rodo, sem ter que pensar muito no processo. Como falhas, fica a história complexa e dispensável, além da câmera incômoda.


Prós:

- Ação divertida e simples;
- Visuais ótimos;
- Sangue, brutalidade, mutilações, fatalities...


Contras:

- História fraca;
- Câmera ruim.


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