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Review de Trauma Center: Under the Knife 2 para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Dando sequência ao jogo que introduziu ao mundo o doutor Derek Stiles, renomado cirurgião e portador do raríssimo "Toque da Cura", um poder paranormal possuído por pessoas consideradas descendentes de Asclepius, pai da medicina, Under the Knife 2 traz diversas melhorias em relação ao original e apresenta novos personagens e desafios variados que testarão não apenas os conhecimentos biológicos dos jogadores, como também sua destreza manual e rapidez de pensamento.

Vamos começar a operação!


Após enfrentar bio-terroristas que criaram uma perigosa e mutável infecção denominada GUILT (CULPA) em conjunto com a equipe do Projeto Caduceus, um instituto criado para localizar e combater doenças novas e perigosas, o doutor Derek Stiles se muda para a África, onde ele auxilia sobreviventes, refugiados e soldados de um pequeno país a resistirem ao final de uma sangrenta guerra civil entre duas tribos. Tratando dos feridos com poucos suprimentos e condições, mas ainda contando com a ajuda de sua fiel enfermeira Angie, o Dr. Stiles vai conhecendo novas pessoas enquanto permanece naquele local, como Silvia, uma psicóloga que trata dos ferimentos da mente, novos médicos e até uma pessoa com poderes similares aos seus. Após um tempo atuando neste cenário, o médico é convocado novamente à sede do Projeto Caduceus para operar pacientes sofrendo de "trauma pós-GUILT", o que o leva a encontrar algumas variações antigas e outras novas e desconhecidas da doença, iniciando uma nova batalha pela vida da humanidade.

A história se desenvolve como uma espécie de adventure de texto (no estilo Phoenix Wright), apresentando os acontecimentos mais recentes e o histórico dos pacientes antes da cirurgia, construindo um enorme plot (que se mostrou muito mais interessante que o primeiro) ao longo de sete fases, cada qual com cinco a oito subfases que representam uma cirurgia cada (apesar de algumas poucas serem apenas cenas com diálogos).

A jogabilidade do original permaneceu praticamente intocada. O jogador tem à sua disposição diversos instrumentos médicos que utiliza na tela de toque (não há qualquer uso para os botões além de passar texto, o que também pode ser feito com um toque da stylus). Cada um tem sua função e maneira de utilizar, como o bisturi, que deve ser passado em uma linha pontilhada com precisão, caso contrário pode ferir o paciente; o laser, mirado com a ponta da stylus e que deve ser usado para cauterizar tumores e remover certas espécies de GUILT, mas com o perigo de queimar o tecido operado se usado por muito tempo; instrumento de ultrasom para localizar lesões e locais corretos para incisões; gel antibiótico, esfregado no local, que serve para limpar ferimentos; agulha e linha que devem ser usadas em padrões de zigue-zague para fechar cortes e lesões, dentre outros tantos, cada um com sua finalidade e meio de utilização. Tudo o que um bom cirurgião precisa ter em mãos além de um bom álcool desinfetante. A única novidade dentre a parafernália seria o desfibrilador, que serve para reanimar pacientes que sofram de parada cardíaca, mas ele só é novo no DS, uma vez que apareceu na versão de Under the Knife para o Wii.

Cada cirurgia possui um tempo limite antes de o paciente morrer (normalmente são cinco minutos, mas este número pode variar em alguns casos), e quanto mais ágil for o cirurgião, melhor será sua pontuação final, influenciada também pela quantidade de acertos e erros nos procedimentos, a vitalidade do paciente (que deve ser mantida com o tratamento de lesões e aplicação de estimulantes via injeção) e o quão precisos foram seus movimentos. No final, é atribuído um conceito que vai normalmente de A a E, mas aqueles que forem extremamente bem sucedidos receberão o conceito S, de mestre cirurgião.

Cirurgia plástica


A Atlus optou por utilizar o mesmo estilo gráfico desenvolvido para o Wii, que é mais maduro e sóbrio do que o utilizado na primeira versão de DS, caricato demais para a temática (os personagens pareciam adolescentes ou crianças, quando na verdade já eram adultos), para apresentar os protagonistas e locais da história. Os desenhos são no estilo manga/anime e mostram as emoções dos personagens durante seus diálogos (durante os quais é apresentada a trama).

Durante as operações, os gráficos tornam-se tridimensionais, mostrando simulações de corpos e órgãos onde o jogador deve operar, com um pouco mais de realismo (puxando também para os apresentados no Wii), mas ainda claramente artificiais ??? o que parece ser proposital para não ofender aos mais sensíveis, mas ainda suficiente para criar excelente ambiência. Em alguns pontos, fica a impressão de que os gráficos e a programação ficaram descasados, e a stylus perde o alvo, sendo necessário que o jogador ajuste suas linhas traçadas e seus toques com a ponta alguns milímetros para o lado, o que é frustrante num jogo que pontua sua precisão.

A trilha sonora, que era mediana tanto no DS quanto no Wii, não deixou a desejar nessa versão, com a presença de temas mais épicos e batidas rápidas e fortes, que passam ao jogador a impressão de pressa e urgência, além do perigo que corre a vida do paciente. Nas fases mais avançadas, quando as batalhas contra a GUILT ameaçam até mesmo a vida do próprio médico, as músicas deslumbram, lembrando composições reservadas a inimigos finais de algum Final Fantasy.

Pós operatório


A Atlus prestou atenção aos jogadores e fez ajustes a uma das maiores reclamações dos jogadores: a dificuldade extrema de Trauma Center e a impossibilidade de selecionar modos mais fáceis. Desta vez, o jogo conta com três níveis ??? fácil, normal e difícil (que deveriam se chamar normal, difícil e impossível) ??? que podem ser selecionados a cada cirurgia, desonerando o jogador de carregar uma única dificuldade durante todo o jogo, principalmente para os que gostam de começar no modo normal. As operações são variadas e interessantes, carregando um constante clima de suspense, pois a qualquer momento algo pode dar errado, uma nova GUILT aparecer, o tratamento ser insuficiente, o tempo acabar, enfim, todo o aparato necessário para manter o jogador na ponta da cadeira.

Under the Knife 2 pode levar aproximadamente quinze horas para ser finalizado no modo normal, sem considerar a busca pelo rank S em todas as cirurgias, que pode demorar mais algum tempo. Quando o jogo é finalizado no modo normal ou difícil, são abertas novas cirurgias ???secretas???, cuja dificuldade beira o insano.



O Veredicto
: Trauma Center: Under the Knife 2 é a típica seqüência que não pretendia arriscar a mexer em time que está ganhando, e pode ser considerada mais como uma expansão do primeiro jogo. Fica a impressão de que as fases seriam apenas ???mais do mesmo???, mas UtK2 apresenta tantas inovações nos estilos das cirurgias, nas infecções e problemas tratados e nas maneiras de utilizar os instrumentos existentes que parecem ter ocorrido diversas inovações no sistema. Bom para quem conhece e para quem não conhece igualmente.


Prós:

- Jogabilidade viciante;
- Tema médico muito bem explorado, com enigmas e simulações interessantes;
- Uma das melhores batalhas finais de jogos do DS.


Contras:

- Diálogos muito extensos, poderiam ser mais resumidos;
- Perda de precisão em alguns momentos;
- Dificuldade ainda muito alta para os iniciantes.


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