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Review de Battlefield: Bad Company para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Battlefield: Bad Company é a estréia da série de jogos de guerra nos consoles Xbox 360 e Playstation 3, desta vez com um foco no modo campanha de um jogador, diferente do multiplayer usual. O jogo tinha tudo para ser "mais um shooter de soldados e guerra", mas a verdade é que a DICE conseguiu deixar um ar de inovação com apenas uma grande sacada, e algo aparentemente simples: cenários que podem ser destruídos pela intervenção de explosivos e similares. A verdade é que destruir cenários em alta definição pode se provar uma atividade bem divertida.

Em má companhia


Em Battlefield: Bad Company, a desculpa para a destruição é uma guerra em um futuro próximo entre Estados Unidos e Rússia. O personagem do jogador é o soldado Preston Marlowe, que por alguma falha no comportamento, acaba transferido para a companhia "B", uma divisão do exército composta apenas por militares que causaram problemas na corporação. E logo no começo, o jogador é apresentado ao sargento Samuel Redford, que é o oficial responsável pelo esquadrão em que ele será integrado, composto também por George Gordon Haggard Jr. e Terrence Sweetwater.

O personagem do jogador é um tipo calado, mas é possível notar alguns traços de personalidade, já que ele narra parte da história do jogo. Já Haggard e SweetWater são uma espécie de escape cômico para o jogo. O único problema nisso é o fato de que eles não são exatamente uma dupla engraçada. Na verdade, às vezes é até constrangedora a tentativa de humor do jogo, para aqueles jogadores que sofrem de "vergonha alheia". Em contrapartida, o sargento é um personagem bem convincente, talvez o único.

Um outro problema nos outros personagens do jogo é algo mais técnico: a inteligência artificial, uma verdadeira má companhia. ?? o clássico caso de companheiros incompetentes. Eles raramente matam algum inimigo, não trabalham em equipe, atrapalham qualquer tentativa de aproximação furtiva do jogador e falam sem parar. O que mais incomoda é quando o jogador pilota algum veículo e precisa da cooperação de um artilheiro bom de mira. Nessas horas, a vontade é chamar quem estiver por perto para pegar um controle extra e jogar junto como em Halo 3. Mas infelizmente isso não é possível, já que não existe multiplayer cooperativo em tela dividida no jogo, algo que definitivamente faz falta.

Explodindo tudo


Olhando dessa forma, Bad company até parece algum tipo de jogo ruim: história fraca e companheiros burros são clássicos ingredientes de um jogo "B". Só que, felizmente, as qualidades deste título são tão importantes que acabam ofuscando essas falhas. E logo nos primeiros momento em que o jogador estiver jogando o novo Battlefield, fica escancarada a mais importante dessas qualidades: o ambiente destrutivo. Aqui granadas explodem paredes e telhados de construções e deformam o solo, enquanto metralhadoras derrubam árvores pelo caminhos, entre outros.

Pode não parecer grande coisa, mas a verdade é que é extremamente divertido derrubar casas com ataques de artilharia, ou invadir uma casa com um tanque e depois atirar com um canhão no resto da vila recheada de inimigos. ?? algo tão divertido que os programadores fizeram questão de lotar os mapas com coisas como barris de gasolina explosivos. E somando a isso os excelentes gráficos do jogo, que tiram bom proveito da capacidade do Xbox 360, a experiência de se jogar Battlefield Bad Company é realmente envolvente.

Talvez por ser um Battlefield, os cenários do jogo são bem amplos e abertos, mas ao contrário do que isso pode sugerir, aqui eles são bem detalhados e construídos de forma convincente. As fases da campanha impressionam pelo capricho, além de permitirem que o jogador sempre tenha mais de uma abordagem ao enfrentar os inimigos. A questão sonora também é impecável, com destaque para os sons das armas sendo disparadas.

Uma outra herança bacana de Battlefield são os veículos. De helicópteros a tanques, passando por barcos e até mesmo um carrinho de golfe, essa é uma das bases da jogabilidade, e sempre é divertido pilotar certos veículos quando se tem a oportunidade. Principalmente aqueles que possuem armas destruidoras como canhões. O único porém nessa questão é a já citada inteligência artificial incompetente, incapaz de operar armas com eficácia.

Nos combates, é tudo bem semelhante a um shooter normal, exceto pela solução para a cura do personagem do jogador: em jogos mais modernos como Call of Duty e Gears of War o dano é representado por alterações sensoriais de visão e audição, e a recuperação é feita em alguns segundos de calmaria. Em jogos mais antigos, como Doom e Duke Nukem, o jogador precisava encontrar itens pelo mapa para recuperar vida. Aqui, é preciso usar um item carregado pelo personagem para se curar, uma injeção de adrenalina, aparentemente. Não chega a ser fora de moda como Doom, mas não é a melhor solução adotada para esse tipo de problema. A injeção pode ser usada infinitas vezes, mas o jogador precisa esperar um certo tempo entre cada uso. Na prática, ter de injetar a agulha sempre é uma responsabilidade ao jogador que poderia não existir.

Battlefield, acima de tudo


Apesar do grande foco na campanha de um jogador, não se pode esquecer de que Bad Company é também um jogo da série Battlefield, uma franquia fundamentada em ótimos jogos de multiplayer com veículos e muitos jogadores. E a adição mais óbvia que o novo jogo traz para a fórmula são os cenários que podem ser destruídos. Pode parecer um detalhe, mas qualquer partida com muitos jogadores tem um novo sabor quando é possível despedaçar a casa em que os inimigos estão se escondendo, ou desmatar a vegetação mais próxima com uma metralhadora de alto calibre para evitar emboscadas.

Até então, apenas um modo multiplayer está disponível: trata-se do Gold Rush, em que uma equipe deve impedir que a outra destrua caixas cheias de barras de ouro. ?? medida que a equipe atacante consegue seu objetivo, outras partes do mapa são reveladas e novas caixas devem ser defendidas. ?? algo divertido, mas naturalmente, cansa com o tempo. A DICE já informou que lançará novos modos em uma atualização. Portanto, jogadores que queiram um multiplayer mais consistente talvez devam esperar a tal atualização.


O Veredicto
: O ponto fraco mais claro de Battlefield: Bad Company está na história, boba e rasa, que poderia ser resumida em algo como "Quatro soldados da pesada vão para uma guerra na Rússia atrás de ouro, explosões e muita confusão". Mas tudo bem, o enredo pode ser tão cheio de buracos quanto as vilas russas devastadas pela guerra, mas uma história com profundidade não é tão importante quando uma jogabilidade divertida consegue equilibrar as coisas. E, de fato, os cenários abertos, os veículos e principalmente o ambiente destrutivo de Battlefield: Bad Company conseguem dar um sabor único ao que poderia ser mais um shooter genérico.


Prós:

- O melhor de tudo: destruir casas com canhões, artilharia, granadas etc; - ??timos efeitos sonoros;
- Multiplayer divertido.


Contras:

- Sistema de cura é antiquado e chato;
- Enredo "Sessão da Tarde";
- Multiplayer splitscreen cairia bem.


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