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Review de Spore para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Derivado do novíssimo (e badalado) Spore, criado pelo mesmo gênio por trás da série The Sims (e seus spin-offs), Spore Creatures traz uma amostra do que é possível ser feito no jogo principal em termos de criação de seres vivos e parte da simulação de fazê-los sobreviver, ao mesmo tempo em que embarca em uma divertida e insana história envolvendo planárias e alienígenas.

Ooooooooogie

Spore Creatures se inicia apresentando uma invasão alienígena, durante a qual alguns ovos presentes no fundo do oceano do planeta Tapti são destruídos ou raptados por um disco voador e apenas duas pequenas criaturas são capazes de escapar de seu subjugo: o personagem principal, controlado pelo jogador, e seu amigo, Pequeno Oogie, ambos pertencentes a uma espécie de criatura extremamente simples, sem pernas, braços ou quaisquer melhorias evolucionárias que os permitam sobreviver em ambientes hostis ??? além de serem bem parecidos com planárias.

Ao fugirem do oceano para escapar do disco voador, as duas criaturas alcançam uma pequena ilha onde o protagonista aprende a evoluir dentro de uma espécie de ninho, podendo trocar e acrescentar partes em seu corpo, dentre elas bocas, braços, pernas, rabos, corpos, olhos e todo tipo de apêndice que uma criatura possa ter. O jogo já inicia com um conjunto básico de ???acessórios???, porém, na media em que avança, é possível encontrar novas partes espalhadas pelos cenários ou conquistadas a partir de inimigos derrotados de outras espécies. Cada parte do corpo fornece bônus diferentes, como melhor poder de ataque (para enfrentar criaturas hostis), maior carisma (para fazer amizades com outras espécies), melhor visão, ampliação da capacidade de se alimentar e manter a energia fornecida pelos alimentos, quantidade maior de pontos de vida, dentre outros atributos específicos, como resistir ao calor, ao frio e receber capacidades específicas para solucionar alguns enigmas que surgem ao longo do caminho ??? e existem muitos e bastante variados, o suficiente para que o jogo nunca fique tedioso ou repetitivo, dependendo tanto da esperteza do jogador quanto do correto uso das diversas partes corporais.

O combate é bem simples, bastando se aproximar do inimigo e passar a stylus por ele como se fosse cortá-lo com uma faca ou garra, causando-lhe dano a cada vez que repetir esta ação. Alguns apêndices fornecem ???bio-poderes???, habilidades especiais como envenenar o adversário ou causar mais danos, mas que gastam energia, reabastecida a partir da alimentação (que normalmente é feita a partir da carne dos derrotados ou de algumas frutas espalhadas pelo cenário). E muita disputa surgirá no caminho das pobres criaturas, principalmente depois que Little Oogie é capturado pelos aliens e seu amigo decide procurá-lo por todo o espaço, passando por seis planetas diferentes, que apresentam as mais adversas regiões, dentre desertos, vulcões, florestas cheias de predadores e centenas de criaturas, que são adicionadas a uma espécie de enciclopédia na medida em que vão sendo encontradas.

?? interessante notar como foi retratada a lei da sobrevivência: se o protagonista estiver com pouca energia (fome) e houver apenas amigos por perto, acaba se tornando uma opção o ato de atacá-los e se alimentar de sua carne para viver outro dia. Além disso, na medida em que vai avançando a aventura, o jogador recebe níveis de experiência (adquiridos ao conseguir pontos de inteligência de diversas maneiras, como completando puzzles ou derrotando criaturas) que o permitem equipar mais partes e também partes mais poderosas, com um sistema de valorização das mesmas em ???pontos de corpo???.

Criaturas de papel

Os gráficos de SC são interessantes, uma vez que todos os modelos são bidimensionais em um mundo tridimensional, como se fossem folhas de papel ambulantes. Somando isso à pintura bastante infantil e colorida, o resultado é um estilo divertido de representar a guerra da evolução, como se todas as criaturas fossem cartazes com partes coladas de maneira inocente. A câmera, infelizmente, não consegue ser tão bem aproveitada, confundindo o jogador com zooms repentinos e a ausência de qualquer controle sobre ela.

Tudo é controlado pela stylus, desde arrastar, colocar e tirar partes do corpo do monstrinho herói (que lembra bastante um boneco de papelão com partes destacáveis), até se movimentar (ao melhor estilo Zelda Phantom Hourglass) e interagir com o cenário, clicando com a stylus sobre seus objetos. Infelizmente, alguns objetos são bem pequenos, e é bem difícil mirá-los com precisão, assim como alguns ataques são perdidos porque o DS entende que o jogador está clicando sobre o inimigo ao invés de passando a stylus por ele, mas nada que realmente atrapalhe a diversão.

Para fazer amigos, o protagonista pode emitir um chamado para ver se estão dispostos a conversar; em caso positivo, surge um ícone que deve ser arrastado sobre o alvo (como se o estivesse carinhando), para logo depois iniciar um minigame sonoro bastante similar a Elite Beat Agents e High School Musical 2, onde os botões que surgem na tela devem ser pressionados em ordem e ritmo determinados pela música. Estas pequenas melodias são divertidas, mas nenhuma é realmente memorável, assim como os sons ambientes que acompanham cada fase. Os efeitos sonoros são poucos e bastante caricatos, fazendo um trabalho mediano.

Ao final da jornada, resta ao jogador ficar experimentando com as centenas partes corporais adquiridas para criar suas criaturas e mostrá-las ou compartilhá-las com seus amigos, pois não existem quaisquer extras para destravar após as 10 horas do jogo principal.



O Veredicto: Spore Creatures é um jogo simpático, principalmente para o público mais jovem, que vai se sentir bastante atraído pelos gráficos e a possibilidade de criar centenas de monstrinhos. No entanto, faltou profundidade e desafio para agradar qualquer pessoa que já tenha passado dos doze anos ??? não que não seja divertido, mas existem jogos com propostas similares e cuja jogabilidade é bem mais agradável aos jogadores de mais longa data. Prefira buscar a versão de Spore para PC se estiver no segundo público.


Prós:

- Gráficos divertidos;
- Muitas opções de customização do monstrinho principal;
- Possibilidade de criar centenas de criaturas no modo de edição;
- Diversão descompromissada, a cara do DS.


Contras:

- Fácil demais e os puzzles são bastante óbvios;
- A mudança de ângulo e zoom da câmera a todo momento incomoda bastante.


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Outer Space
6/ 10
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