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Review de SimCity Creator para Wii de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


SimCity Creator é o mais recente título da antiga série da Maxis, que já havia aparecido no DS anteriormente, mas que é novidade no Wii. A princípio, parece claro que o Wiimote é o perfeito substituto do mouse para idealizar novas cidades, mas alguns erros no planejamento da programação tornaram-no simplesmente em uma ferramenta frustrante, inadequada para a clássica diversão descompromissada à qual o jogo remete.

Construções e Destruições

Seguindo os moldes de seus antecessores, Creator é um jogo que simula a criação e administração de uma cidade, desde a designação de terrenos como áreas de moradia, indústria e comércio (onde surgirão prédios característicos na medida em que o tempo avança e novas opções são liberadas), passando por distribuição de energia elétrica (a partir de usinas e postes de luz) e água (com estações de tratamento e muitos metros de encanamentos), além da construção de benefícios como parques, shoppings, estações de bombeiros e polícia (para prevenir ou remediar desastres) e a solução de alguns problemas urbanos, como lixo (para o qual é necessário criar depósitos ou estações de reciclagem) e insatisfação da população. Dentre as novidades, constam os ???heroic buildings??? (algo como prédios heróicos), que oferecem algum bônus e alteram o estilo da cidade, tornando-a mais clássica, mais moderna, com mais prédios ou mais casas, dependendo do prédio escolhido, sendo que apenas um pode existir por vez.

Para ajudar o jogador nessa difícil tarefa, estão presentes alguns assessores, cujos gráficos foram baseados nos personagens de MySims, também do Wii, cada um com sua própria personalidade e característica. Infelizmente, eles são bem mais divertidos do que úteis, papeando incessantemente sobre seus interesses (como a menina gótica que adora comentar sobre a própria maquiagem) e trazendo pouquíssimas informações importantes ou dicas sobre como melhorar determinados aspectos da cidade ??? sua real função. Com isso, os jogadores desacostumados à dinâmica de SimCity continuam sem um suporte real.

Além dos assessores, existe também um painel de notícias com os mesmos objetivos e falhas, apresentando headlines atualizadas de tempo em tempo e que, ao serem clicadas com o ponteiro do Wiimote, abrem uma matéria mais completa (porém curta, para não tomar muito tempo com sua leitura). Os dois aspectos realmente criam uma maior interação com o cenário e imersão do jogador, porém, foram mal utilizados enquanto ferramentas de auxílio, e tendem a se tornar apenas incômodos depois de algumas horas, devido à constante repetição.

Uma vez que as áreas tenham sido designadas e apresentem os aspectos básicos para serem povoadas (água e luz), as casas, lojas e fábricas vão surgindo automaticamente, e as demandas do povo também, principalmente por alterações nas condições locais (como melhoria dos parques, mais entretenimento ou ampliação da coleta de lixo), que devem ser gerenciadas e solucionadas para garantir sua satisfação e crescimento. Neste aspecto entram também os desastres como incêndios, crimes, chuvas de meteoros ou monstros gigantes (!!) que atacam a cidade, colocando sua integridade em risco. Alguns podem ser combatidos e controlados (como os incêndios podem ser apagados pelos bombeiros), enquanto outros simplesmente causam enormes estragos que devem ser rapidamente consertados.

A construção pode ser livre, ou seja, o jogador cria uma cidade da maneira que quiser, ou pode seguir um modo de missões, durante as quais é necessário atingir certos objetivos como número de habitantes, determinada etapa de evolução, quantidade de fábricas, etc.

A automação da situação é bastante interessante, funcionando quase como observar um formigueiro, com as edificações se desenvolvendo, carros surgindo pelas estradas, fábricas que se abrem e se fecham, enfim, todo um mundo vai acontecendo diante dos olhos do jogador, que pode aplicar um zoom mais próximo para enxergar os pequenos detalhes ou afastado para acompanhar o plano geral.

Para finalizar, aqueles que adoravam destruir os castelos de areia das outras crianças na praia podem pegar uma cidade pronta e jogar diversos desastres contra ela, criando caos e devastação, para reconstruí-la em seguida (alguns apenas para poder derrubá-la novamente).

SimNintendo

A jogabilidade é bastante similar entre o Wii e o DS, mudando basicamente os controles utilizados. No DS, o jogo funciona como o SimCity DS de 2007, com a stylus tomando o lugar do mouse e os menus onde selecionar construções e ações acessados através de cliques na tela de toque, de maneira ágil e precisa. Uma vez selecionada a ação, basta tocar no local da tela onde ela ocorrerá (dentre construções, alterações e destruições). O direcional fica responsável pelo scrolling da tela, alterando o local visualizado.

Já no Wii, começam a surgir diversos problemas, primeiramente pelo posicionamento do ponteiro para passear pelo mapa: existe uma área de margens a algo entre um ou dois dedos dos cantos da televisão que, caso seja invadida pelo ponteiro, inicia o scrolling. O problema é que muitos menus estão presentes nesta mesma área, o que obriga o jogador a travar a tela sempre que for acessá-los, o que se torna muito aborrecido com o passar do tempo, principalmente porque é uma ação contra-intuitiva ??? e constantemente esquecida. A construção de estradas e terrenos, que demandam apontamento pelo Wiimote, também sofrem com este problema, descontrolando-se constantemente com o scroll forçado. O acesso aos menus, estranhamente, não é feito através do ponteiro, mas sim através do direcional, o que decepciona pela falta de agilidade e interatividade.

Em quesitos gráficos, SCC não impressiona, apresentando qualidade similar entre as duas plataformas ??? mas demonstra os elementos urbanos de maneira competente. O mesmo ocorre com a parte sonora, que passa quase ignorada durante as horas de jogatina, o que indica que poderia haver uma maior atenção quanto ao acabamento e apresentação do produto.

Além dos modos de desenvolvimento urbano, existe uma divertida galeria de prédios já vistos e outra de fotos que podem ser tiradas das próprias cidades, guardando os seus momentos mais memoráveis. Está presente também um modo multiplayer, onde dois ou mais jogadores disputam para ver quem consegue cumprir mais rapidamente, e com maior qualidade, algum requisito apresentado no modo de missões. Infelizmente, não existem recordes gravados para serem consultados posteriormente, e o vencedor de uma partida acaba tendo glórias apenas momentâneas.



O Veredicto: O que poderia ser uma nova empreitada pela série SimCity acabou se tornando pouco mais que o transporte do que já foi visto anteriormente (e exaustivamente) no PC para os consoles da Nintendo da atual geração (DS e Wii). A ausência de novidades e a programação desajeitada dos esquemas de controle no Wii, que poderia ser melhorada com a simples presença das teclas e direcional do Nunchuck, tornam o jogo pouco ainda menos interessante. ?? melhor continuar com as versões mais antigas, que podem ser encontradas em quase todas as plataformas.


Prós:

- Muitos modos e variedade de jogo.


Contras:

- Não apresenta inovações, fazendo a série cair na mesmice;
- Tudo é mediano, passa a sensação de mal acabado ou feito com desapego.


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Outer Space
5/ 10
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