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Review de Grand Theft Auto IV: The Lost and Damned para X360 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Quando Niko Bellic (o protagonista de GTA IV) mata James, um motoqueiro da gangue The Lost que estava amorosamente envolvido com a filha de um mafioso russo, mal podia imaginar que estava tirando a vida de um dos ???irmãos??? de Johnny Kleibtz, vice-presidente da gangue mais durona de Alderney.

E, sim, eles pareciam posers em GTA IV. Mas na expansão The Lost and Damned, em que Kleibtz é o personagem principal, os jogadores terão uma nova visão de Liberty City e seus peculiares habitantes.

Brothers for life, Lost Forever

Johnny está longe de ter todo o carisma balcânico de Niko, mas o estilão bruto com sentimentos, a la Rob Halford, consegue de certa forma conquistar os jogadores, principalmente aqueles que se importam com uma boa história. E assim como em GTA IV, o enredo de TLAD é cativante e bem-humorado, em um estilo único da Rockstar, que é sutil e ao mesmo tempo escancarado.

Enquanto na aventura principal de GTA IV Niko Bellic trabalha quase sempre sozinho, em TLAD a abordagem é bem diferente: como um dos manda-chuvas da gangue, Johnny sempre pode telefonar para pedir apoio aos seus ???irmãos???, que chegam com motos, armas e em números suficientes para fazer com que boa parte das batalhas dessa expansão pareçam guerras urbanas. Inclusive, existem certos tipos de missão em que o objetivo é apenas eliminar membros de gangues rivais.

O sistema para lidar com os constantes seguidores de Johnny funciona muito bem. Eles contam até mesmo com uma espécie de sistema de experiência, fazendo com que, a cada batalha que eles sobrevivam, fiquem mais fortes para as demais. Talvez um defeito nessa questão seja que, mesmo em níveis mais altos, eles ajudam bem pouco e morrem com facilidade. Mesmo assim, a sensação de estar em uma briga de gangues consegue ser passada.

Outro detalhe interessante nesse aspecto é sobre quando Johnny e seus amigos estão passeando de moto pela cidade. A gangue se organiza em uma espécie de formação e, se o jogador ficar com sua moto nos lugares indicados, consegue bônus em sua barra de vida e colete a prova de balas. Além disso, algumas vezes os motoqueiros travam uma breve corrida antes de chegarem aos seus objetivos.

Essas novas mecânicas de jogo seriam apenas novidades superficiais, se não fosse o fato de que se encaixam perfeitamente na temática dessa nova expansão. O enredo, os personagens, os tipos de missão conseguem deixar tudo bem redondo. E como TLAD explora lugares que passaram batidos em GTA IV, a sensação é quase que de um jogo diferente na mesma cidade. E um detalhe interessante que não poderia faltar são os pontos de encontro das histórias de Niko e Johnny ??? que são muitos, mais do que o esperado.

Além de grandes novidades, existem outros detalhes menores que chamarão a atenção de quem já jogou GTA IV, como as novas armas (que são avassaladoras) e os novos veículos. Outro interessante é que a maior parte das missões aqui possuem ???checkpoints???, algo que facilita para quem costuma morrer muito e perder a paciência com certos desafios.

Por fim, vale a pena destacar a parte sonora de TLAD: assim como em GTA IV, ela é bem caprichada, vários diálogos são gravados mais de uma vez, portanto, quando o jogador morre e repete uma missão, a conversa que ele tem com os colegas no caminho pode mudar um pouco. E para os fãs de metal, Max Cavalera (ex-Sepultura, ex-Soulfly) é DJ em uma das rádios da expansão. Vale a pena uma conferida.

Born to be Wild

O plano original da Rockstar para TLAD era que houvesse um terço do tempo de diversão de GTA IV. A promessa foi cumprida e realmente a expansão rende algo como 12 horas de diversão. ?? importante deixar claro que jogadores habilidosos e igualmente apressados conseguem terminar tudo em metade deste tempo, mas isso pode ser considerado um desperdício dos 1600 MS Points (US$ 20) que valem o jogo. ?? como comprar caviar e engolir tudo de uma vez.

Mas depois que a história principal terminar, isso não quer dizer que a diversão também chegou ao fim. TLAD traz seis novos modos multiplayer, sendo que três chamam bem a atenção: Chopper x Chopper, em que um dos jogadores tem uma moto e precisa passar por pontos específicos, enquanto o outro tem um helicóptero e precisa destruir o motoqueiro; Witness Protection, em que uma equipe de jogadores deve proteger um ônibus de testemunhas, enquanto outra equipe deve destruir-lo; e Own the City, similar ao Gang Wars de GTA San Andreas. No balanço geral, o multiplayer é bem divertido e consegue estender bem a experiência.


O Veredicto: As doze horas compartilhadas com Johnny Kleibtz sem dúvida são bem proveitosas. Quem gostou de GTA IV certamente irá adorar The Lost and Damned, já que a expansão consegue ser quase um novo jogo dentro de Liberty City. Os sistemas novos para as brigas de gangues, assim como os novos modos multiplayer, encaixam perfeitamente no enredo cativante do jogo. TLAD não deixa de ser mais do mesmo, mas para quem achou que a aventura de Niko Bellic poderia ser ainda maior, está é uma excelente adição.

Prós:

- Mais 12 horas de GTA IV;
- Novas mecânicas de guerra de gangues;
- ??timo enredo.


Contras:

- Não deixa de ser mais do mesmo.


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Outer Space
8/ 10
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