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Review de Killzone 2 para PS3 de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Killzone 2, que ficou famoso quando não existia, através um trailer do que ele poderia ser, exibido na primeira apresentação do Playstation 3, agora existe de verdade e a realidade é ainda melhor do que o que aquela polêmica demonstração em ???CG??? fez imaginar.

Melhor exatamente no aspecto que mais foi discutido ??? o técnico ???, mas agora que há um jogo de tiro para ser jogado, como ele se sai?

Gears of Duty
Desde o primeiro Killzone, existe a noção de que a razão da existência do estúdio Guerrilla é criar para a Sony um jogo que supere Halo do Xbox/Xbox 360, ou que pelo menos consiga desempenho comercial parecido. Na primeira tentativa, falharam, pois o jogo era mais sofisticado demais para o hardware do Playstation 2, mas agora que existem chipes capazes de tudo, finalmente o potencial deste talentoso estúdio holandês foi realizado: Killzone 2 supera, e muito, o visual do último Halo de Xbox 360, e ainda estabelece um novo padrão de super-produção para shooters em primeira pessoa.

Não forme sua opinião pelas imagens e vídeos que se vê na internet. Killzone 2 é pura ambientação, e só pode ser apreciado de verdade ao ser jogado pra valer. Os cenários ??? sempre ricos em geometria e com construções intrincadas que lembram favelas ??? são impressionantes, e há uma grande variedade de efeitos sobrepostos na tela, como uma poeira para dar um clima mórbido e luzes de relâmpagos que ocorrem a todo instante. E a pirotecnia vai além dos tiros e explosões aqui. Em alguns momentos, partes grandes do cenário podem cair em sequências em tempo real.

Os produtores de Killzone 2 conseguiram extrair a melhor influência de Call of Duty 4 ao criar um campo de batalha caótico e dramático e revestir seu shooter com um estilo ???marines trogloditas contra alienígenas??? de Gears of War. E neste último caso, ele é de uma competência para fazer inveja em designers americanos ??? basta observar a falta de carisma do brucutu Rico, um dos que escoltam o personagem do jogador pela jornada. Os diálogos são movidos a testosterona e há gritaria difícil de ser acompanhada (ou de ser levada a sério) do momento em que o jogador aperta start até o rolar dos créditos. Ainda bem que em jogos de tiro com marines não há tempo para se importar com besteiras como enredo.

Eu aumento, mas não invento
Os pelo menos quatro anos de desenvolvimento resultaram em um jogo perfeito tecnicamente, e que segue à risca a fórmula dos shooters modernos: combate em esquadrão, intensidade desde o primeiro minuto, sequências em veículos e um multiplayer robusto. Faltou o modo cooperativo, que seria a última tendência do gênero e uma das melhores coisas de Halo 3.

Das inspirações mais interessantes, destaca-se um sistema de cobertura a la Gears of War que é fundamental na jogabilidade, principalmente nos níveis de dificuldade mais avançados, que é quando Killzone 2 realmente mostra seu potencial. Agachar é fundamental na maioria dos tiroteios, e quando o jogador assume essa postura, basta achar uma trincheira ou parede para que ele automaticamente ???cole??? nesta cobertura e passe a se esconder automaticamente enquanto não dispara. Funciona muito bem e é fácil achar uma situação para levar vantagem desse recurso, até porque os inimigos frequentemente estarão entrincheirados também.

A inteligência artifical é compentente, principalmente no nível de dificuldade extremo. ?? fácil ver um inimigo correr para assumir a cobertura onde o outro estava, ou ter a iniciativa de pegar uma granada arremessada contra ele e mandar de volta no jogador.

Tudo o que se espera de um tiro em primeira pessoa Killzone 2 tem, menos inovação. O jogo não dá qualquer contribuição ao gênero, a não ser por seu valor de produção, que só perde nesta geração para Metal Gear Solid 4. ?? um jogo conservador e que, para quem já está farto das atualizações anuais de Call of Duty, vai ter pouco impacto e pode provocar momentos de marasmo.

Conta pontos contra também o uso do velho artifício do script que faz brotar inimigos incessantemente até que o jogador tome a iniciativa de correr até o próximo ???check point??? e faz o combate parar. ?? como se todo tiro certeiro e cuidado tido no tiroteio não valesse nada, já que há um script que só pára quando o jogador se move e avança.

O tiroteio também seria melhor caso a mira fosse mais precisa. Mesmo com os ajustes de sensibilidade que o jogo permite, nem sempre é fácil mirar com precisão e o jogo ainda tem um sistema de detecção que falha, e alguns tiros que seriam no alvo podem não ter efeito nenhum. E quem já jogou o primeiro Killzone sabe: eliminar um Helghast requer pelo menos meia dúzia de tiros, portanto haja pontaria e paciência para quando se tem uma tela infestada de inimigos.

Como jogo exclusivo do Playstation 3 e uma demonstração do poder do console, não ficaria bem se o sensor de movimento do Sixaxis não fosse aproveitado aqui. E ele serve para coisas como girar válvulas e reproduzir a firmeza da mão na hora de empunhar um rifle sniper -- este último item é curioso, mas no geral a função se mostra mais uma vez uma inutilidade inventada pela Sony.

Uma das poucas idéias que o estúdio Guerrilla precisou ter aparece no modo multiplayer, que agora pode ser programado para começar novas partidas em modos de jogo diferentes sem que o grupo que joga tenha que voltar ao lobby. Isto é, um jogo que começou como death-match pode virar rouba-bandeira em instantes, sem a necessidade de recarregar o mapa.

Sobre o multiplayer, mais uma vez há um jogo muito conservador, mas competente neste componente. Ele traz os modos de sempre, variações de death-match, rouba-bandeira e jogo em time, com suporte a chat por voz, embora seja raríssimo encontrar alguém que use o headset.

O Veredicto:
Killzone 2 é um jogo que arrisca pouquíssimo, uma repetição item a item do que outros jogos tiro já fizeram à exaustão. Mas a pouca criatividade da equipe Guerrilla acaba sendo ofuscada por uma produção requintada e um shooter com gráficos incríveis como não se via desde Gears of War. Um tiro em primeira recomendado para quem espera mais do mesmo, mas um mesmo muito bem apresentado e oferecido em um pacote completo.

Prós:
  1. Gráficos para impressionar os amigos;
  2. Boa campanha single-player e um multiplayer robusto;
  3. Inteligência artificial competente;
  4. Ar de super-produção


Contras:
  1. Mais do mesmo;
  2. Mirar nunca é muito preciso;
  3. Como sempre, uso bobo do sensor de movimento do Sixaxis.



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Outer Space
8/ 10
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