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Review de Perfect Dark para N64 de Outer Space

por GameVicio, fonte Outer Space, data  editar remover


Desde a aurora do homem, nosso planeta tem sido observado. Os motivos dessas observações variam de raça para raça. Alguns destes seres tem motivos benignos, pois esperam que a humanidade atinja um nível sócio-tecnológico adequado para um primeiro contato. No entanto, outros seres tem interesses menos nobres. No Séc. XXI, o Carrington Institute suspeita que a mega-corporação Datadyne tenha se aliado a seres estelares inescrupulosos, que em troca da mais avançada tecnologia e por um naco de território (leia-se um ou outro continente), prepararia o terreno para a invasão alienígena. Até agências governamentais estariam no meio. A peça-chave da trama é o Dr. Caroll (cuja mente aparentemente foi confinada numa espécie de laptop flutuante), que consegue emitir um pedido de resgate dos subterrâneos do Datadyne Building. ?? aí que entra em ação a mais eficiente, porém recém-formada, agente do Carrington Institute: Joanna Dark, ou Perfect Dark, cujo codinome foi dado em consideração as suas altíssimas notas durante o treinamento.
Seu nome é Dark... Perfect Dark.

Este jogaço de ação da Rare, a principio, era para ser uma continuação do excelente Goldeneye. Porém a MGM não quis renovar o direito de uso da imagem do James Bond e a Rare optou então por uma pseudo-sequência. Ou seja, uma espécie de continuação de Goldeneye com um contexto completamente novo. E o pessoal da Rare caprichou, misturando Arquivo-X com filmes de espionagem e criando como protagonista da história uma "femme fattalle". Além de bela, Joanna Dark manipula habilmente 44 tipos de armas diferentes e outros tipos de parafernálias eletrônicas.

De cara, os constantes adiamentos para lançar o jogo foram compensados com gráficos belíssimos, acima de tudo que já foi feito para o N64 e que não fazem feio diante dos poderosos jogos para PCs turbinados ou Dreamcast. As texturas apresentam uma qualidade excepcional, fazendo concreto lembrar concreto, metal lembrar metal, etc. Além das texturas, os cenários e personagens apresentam uma modelagem excelente. Os efeitos de luz se sobressaem, são muito bem feitos e o visual do jogo em geral fica próximo da realidade. O jogo também apresenta efeitos curiosos, como a visão do robô-sonda (que parece um "olho mágico") e o da visão noturna, que simula com fidelidade um óculos de intensificação de luz. Mas nem tudo é perfeito, slowdowns aparecem com relativa frequência, mas nada criminoso. Ah, só dá para conferir toda a qualidade gráfica de PD com o cartucho de expansão.

Os efeitos sonoros são soberbos, cada arma tem um som característico e os passos de "Jo" variam de acordo com o piso, sem falar em outros efeitos sonoros de ambiente. O jogo também apresentam muitos diálogos digitalizados, o que reforça o clima cinematográfico de PD. As músicas dão conta do recado, mas poderiam ter sido melhores. Culpa das limitações do cartucho. O jogo também suporta o sistema de som Dolby Surround, fato já comum nos jogos da Rare.
No entanto ainda não falei do melhor em Perfect Dark: a jogabilidade. Assumindo o compromisso com a qualidade, o pessoal da Rare não fez apenas um jogo muito bem feito, mas também muito divertido de jogar e até mesmo ousado para os padrões da Nintendo. PD contém cenas de violência (com direito a sangue): experimente acertar um dos inimigos no pescoço, você vai vê-lo tentar estancar o sangue com a mão enquanto agoniza. Não é baixaria como em Soldiers of Fortune mas é mais violento que Goldeneye (o que levou o PD a ganhar uma recomendação para maiores de 17/18 anos). A jogabilidade tanto no single quanto no multiplayer é primorosa, uma evolução de tudo aquilo que foi visto em Goldeneye. No single (com direito a quatro níveis de dificuldade), você encara uma missão bastante cabeluda: detonar os planos de aliança da Datadyne com os seres espaciais. Você enfrentará inimigos com IA avançada mas contará com armamento considerável. Um exemplo: uma das armas tem munição capaz de perfurar paredes e atingir os inimigos que estão do outro lado, com a ajuda de um visor infra-vermelho para visualizá-los. Além disso as missões estão muito bem sacadas e acompanhar a história é muito divertido, diferentemente de outros "Quake clones".

O multiplayer é GGSS (joinha joinha cem por cento). São vários modos, desde o tradicional mata-mata até os inovadores co-operative counter-operative. No primeiro, dois jogadores assumem o papel de agentes e tem de se ajudar para concluir as missões do jogo principal (a tela fica dividida). No segundo, um dos jogadores assume o papel de um dos vilões e tem de fazer de tudo para impedir o sucesso da agente, ou seja, do outro jogador. Mas tudo isso só será aproveitado com o cartucho de expansão. Sem ele, você só tem acesso a 35% do jogo.

Veredicto

Perfect Dark é uma raridade no Nintendo 64 (e o jogo ainda é exclusivo para o console), pois reúne com maestria gráficos deslumbrantes, ótimos sons e, principalmente, uma jogabilidade extremamente bem polida. Só faltou mesmo a possibilidade de escanear o rosto dos jogadores para o jogo (o que seria feito com o auxílio de acessórios do Game Boy), que estava prevista mas foi descartada por causa de alguns problemas e falta de tempo hábil. Quem sabe o recurso aparece em Perfect Dark 2?

Prós
  1. Gráficos soberbos que levam o N64 ao limite;
  2. ??timos efeitos sonoros;
  3. Jogabilidade extremamente bem sacada;
  4. Bond? Quem sente saudades de James Bond?



Contras
  1. O frame rate do jogo cai em alguns momentos.



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Outer Space
9/ 10
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