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Review de Tomb Raider: The Angel of Darkness para PC de GameVicio

por victorfreitas, data  editar remover


Run, Lara, run!

Tomb Raider: The The Angel of Darkness é o sexto jogo da série publicado pela Eidos Interactive em 2003 e desenvolvido pela Core Design, de gênero totalmente alterado dos outros da série Tomb Raider, mostrando um lado diferente da exploradora Lara Croft.


Trama


Tudo começa quando Lara é acusada injustamente de assassinar seu velho mentor Werner Von Croy, de Tomb Raider 4. Lara é obrigada a fugir da polícia e procurar pistas para provar o contrário.

Ela se envolverá com o verdadeiro assassino, Pieter Van Eckhardt, que faz parte de uma seita religiosa chamada Lux Veritatis, envolvida com atividades de magia negra, bruxaria e alquimia, e que também buscam ressuscitar o "anjo da escuridão". Uma trama dessas é de surpreender qualquer um que acompanha a série.


Gráficos


O grande impacto do jogo fica por conta de sua nova engine gráfica permitindo até 5.000 polígonos para objetos e personagens, acabando com o gráfico dos antigos Tomb Raiders: anteriormente era 500 polígonos e cenários revestidos à blocos.

Texturas agradáveis, destacado por bons efeitos gráficos de iluminação, brilho e sombras, apesar de alguns erros na posição das mesmas. Por um lado, sim, os gráficos são bons para a época e levado em conta normalmente nos dias de hoje. Mas infelizmente, bugs são evidentes em quase todo jogo com destaque para inimigos atravessando a parede, Lara Croft nadando aonde não há água e o seu cabelo que às vezes se estendendo ao chão como elástico, porém em alguns computadores, os bugs não ocorrem com tanta frequência.

Até mesmo no Menu do jogo ocorre defeitos como demora ao responder, não é considerado bug, mas é um detalhe que atrapalha, e muito, enquanto jogamos.

- Lara Croft: Ela ressurgiu no jogo, com o visual totalmente alterado, bonita, com maquiagem nos olhos, roupas novas, e sem suas velhas e clássicas pistolas. O maior proveito dessa engine fica por conta dos seios, agora mais arredondados, maiores e até possuem "vida própria" enquanto a protagonista se movimenta.


Jogabilidade


Angel of Darkness possui 180 modos de animação como empurrar, agachar, correr, saltar, escalar, e até mesmo dar socos e chutes, o primeiro da série com essa possibilidade. Apesar disso, possui uma nova jogabilidade em relação aos antigos jogos, mais não muito agradável: os movimentos lentos da protagonista, parece dar impressão de que Lara está cansada e sem vontade de concluir sua missão. E o que era para ser impressão, é sim, uma verdade: Lara cansa sua beleza enquanto faz as suas missões, em pouco tempo diz que está "sem força", e fica impossibilitada de fazer movimentos que exigem muita energia, como escalar uma parede. Para que recupere sua energia, é preciso arrombar uma porta, matar um inimigo com socos e chutes, ou algo específico.

Controlar Lara com uma arma na mão está diferente neste jogo, o jogador não pode fazer muitos movimentos ou cambalhotas para desviar dos tiros, já que ela faz cada ação de cada vez, a dica é sair atirando para não perder muito tempo. Para acostumar com essa jogabilidade, vai depender de sua paciência, em pouco tempo você consegue entrar na linha com a jogabilidade, tudo é questão de prática.

O sistema de câmera continua parecido com os dos jogos passados, a única difereça que Lara está maior na tela. Além de Lara, você pode controlar em uma fase do jogo, o personagem Kurtis Trent, a jogabilidade deste é semelhante a de Lara Croft, porém com menos recursos e movimentos.

Os quebra-cabeças ainda estão presente, mas se houver dúvidas para resolvê-las, é só consultar o caderninho de anotações de Lara encontrando no inventário e encontrará dicas com bastante ilustração.

- Itens: Para encontrar itens como balas de suas armas, o esquema é o mesmo de sempre, explorar prateleiras, cantinhos, becos escuros, mas o que vai encontrar além do que um simples healthpack, chaves ou balas para suas armas, são as moedas, que servem como pagamento para a entrada de certos lugares para ir adiante com o jogo. Você poderá encontrar também chocolates que sustentam um pouco a sua energia.

- Interação: Você pode interagir com outros personagens espalhados pelo cenário, escolhendo perguntas para fazer a eles, que N??O afetam a trama, apenas desvenda dicas e lugares a seguir, similar a um RPG.

- Fases: Em relação aos cenários, esqueça o Egito e lugares enigmáticos mega-espaçosos para exploração, pois neste jogo irá explorar apenas duas localidades: Paris com 19 fases, e Praga, com 10 fases. Algumas bem cansativas como o The Hall of Seasons. Destaque para a fase da discoteca: "Le Serpent Rouge" em Paris.

- Inimigos do Jogo: Os inimigos mais destacados no jogo são os Cachorros Rottweiler, os policiais, os ratos, morcegos e esqueletos que andam, contando também com chefão no final de algumas fases.

- Armas: Além da novidade de lutar com apenas chutes e socos, Lara conta com armas, é claro: Pistolas, arma tranquilizadora, shotgun, arma de eletrochoque, arma sub-aquática. Todas com limite de munição, se chegar ao fim, fuja ou lute com os inimigos.


Inteligência Artificial


A IA dos personagens são típicos dos clássicos jogos da série, em alguns casos dão muita chance para o jogador avançar, a grande maioria são humanos e aparecem em pequenos números e bem evidentes no cenário, sem nenhum tipo de proteção e ficam alguns segundos parados esperando com que o jogador atire, apesar disso, os tiros destes inimigos eliminiam bastante energia de Lara Croft.


Áudio


Começando por...

- Efeitos Sonoros: Grande variedade de sons de passos de acordo com o tipo de chão e sons de ambiente bem variado. Nada muito destacado nessa categoria, mas tudo com qualidade, assim como os jogos anteriores.

- Vozes: Jogo bem dublado, principalmente a dublagem que Jonell Elliott fez para Lara Croft novamente, que é adorável, as vozes de "força" ou "dor" quando a protagonista faz determinadas ações, é um tanto que exagerada, faltou variedade ao distribuir os sons, neste caso não é culpa de Jonell Elliott, e também nada que atrapalhe.

- Trilha Sonora: Talvez a trilha seja o destaque principal do jogo; muito bem trabalhada, belíssimas, e envolventes, nas cenas de ação principalmente.


Conclusão


Dizer que AOD é um mal jogo, não é, mas faltou capricho ao produzi-lo que mais parece um game em fase de teste, feito às pressas pela Core Design. Entretanto, basta ter paciência que conseguirá jogá-lo.

Ele tem um pouquinho de ação sim, e bons vídeos. Em alguns casos, a trilha sonora pode até influenciá-lo a jogar até o final. Quem sabe até goste!


Notas e Detalhes Finais


Tempo de Jogo: Entre 10 e 20 horas.
Jogabilidade: 6,5 - Há muita critica sobre isso, mas que fique claro: você se acostuma.
Áudio: 8,0 - Boa qualidade de som e trilhas sonoras.
Gráficos: 7,0 - Cenários e personagens bem feitos. Em relação aos jogos anteriores da série, isso merece um destaque.
Enredo: 7,5 - Nada mal, é apenas algo fora do comum para o gênero.
Diversão: 7,0 - Cansativo, mas tem vezes que diverte.


Curiosidades


# Há cheats disponível na internet que disponibiliza acesso a partes deletadas na primeira fase do Jogo.
# Neste jogo, para PS2, Lara não usa as duas pistolas como na versão de PC.
# AoD foi recentemente lançado nas bancas do Brasil por cortesia da CD EDITORA, em uma versão totalmente dublada em Português.


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7.2/ 10
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