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Review de Freedom Fighters para PC de GameVicio

por Godoleo, data  editar remover


Você é o Líder


Prólogo


Gosta de tiroteio? E de comandar seu próprio esquadrão? Imagine-se no meio de um combate gritando ordens, imaginou? Freedom Fighter é isso.


História


Imagine que a URSS não caiu e em meados de 1950 decide invadir os EUA, filme? Não, é jogo, você assume o comando de um "joão ninguém" que estava apenas no seu dia-a-dia de encanador (não, não é o Mario), que do nada começa a ver os aviões e os helicópteros atacarem a cidade, então no que sai da porta, rapidamente golpeia um soldado, ajudando assim um senhor. Este senhor o apresenta como gratidão a um grupo de revolucionários rebeldes que querem
derrubar o comando soviético sobre o país. De cara seu personagem já aceita sem questionar (o que é um tanto estranho), e ao resgatar uma prisioneira, ela o ingressa oficialmente ao comando rebelde, e de quebra você ainda pode assistir a "TV soviética" comandada por uma jornalista âncora que sempre dá as notícias sobre o avanço soviético, e sobre os rebeldes (sim, prepare-se para ver seu personagem aparecer na TV, eeeee Cheesy).

Não existe mais nada além disso, apenas um combate entre EUA X URSS, sem nenhum romance ou problemas. O jogo para os críticos tem uma história bem forçada, ao que ao todo término de fase precisa trocar a bandeira vermelha soviética por uma dos EUA que se mexe imponentemente, é a velha utopia dos EUA aniquilando a URSS. Outro ponto negativo da história é a total falta de carisma dos personagens. O seu personagem não questiona, apenas segue ordens cegamente e seus aliados também são muito robóticos, ironicamente o único personagem carismático do jogo é o comandante da invasão, que aparece na TV comentando sobre as invasões rebeldes e quando irritado pelos seus avanços.

A história de Freedom Fighters é muito ruim, para ser direto, muito cheia de furos, não faz sentido, as coisas são muito mal explicadas. Onde está o presidente dos EUA? E a polícia? O exército? O jogo faz parecer que os EUA dependem unicamente de você, não existe apoio por parte do governo, é muito resumido o que acontece dentro do game, até mesmo o final deixa a desejar, um péssimo final, a história de F.F é o tendão de Aquiles do jogo.


Jogabilidade


Freedom Fighters apresenta uma jogabilidade digna de jogos conceituados, ao começar pelo ponto que atrai, o comando sobre o esquadrão, ao começar o game, você não controla nenhum soldado, mas ao ingressar no comando rebelde sua aliada o concede o direito de chamar 2 soldados para serem seus "guarda-costas".

Ao progredir, ajudando feridos no campo de batalha, a barra embaixo da sua barra de vida, indica seu nível de carisma, a cada vez que essa barra chega ao fim ganha o direito de chamar mais um soldado para o grupo o que é uma experiência muito divertida, pois no último nível de carisma, o seu personagem passa a comandar praticamente uma tropa que varia desde japoneses até mulheres combatentes.

A IA do inimigo é um dos pontos fortes do jogo, ela é como se fosse capaz de traçar o comportamento do jogador, por exemplo: se sair atirando as cegas, eles se espalham pelo cenário, caso seja mais "stealth", eles se agrupam e armam velhas táticas militares, como flanquear, buscar abrigo ou partir na ofensiva lançando granadas e avançando, e o inimigo não é praticamente "obrigado" a te atacar, é muito comum sair de um lugar que parece ter sido vencido e encontrar soldados escondidos atrás de caixas esperandopor uma falha sua.

Os soldados também tem noção do ambiente, por exemplo, se esconder demais atrás de um veículo, rapidamente soldados começarão a atirar nele até que ele exploda e te mate (ou faça um bom estrago), combate corporal, não se espante ao ver um oficial soviético dar uma chave de pescoço em seu aliado e jogá-lo no chão, ou ver um inimigo sem munição avançando para cima de você com um cacetete. ?? muito raro ver um soldado sozinho avançando a peito aberto contra você, eles possuem uma noção de trabalho em equipe, o que é muito realista para um game de 2003.

Seus aliados também possuem uma IA própria (apesar de não tão grandiosa como a do adversário, talvez para não tirar o foco de comando do jogador), se escondem atrás de barricadas e se abaixam para evitar tiros, claro que eles
não são feitos de chumbo.

Caso lance seus aliados em cima de um grupo bem organizado de adversários, eles vão ser facilmente abatidos. Quando um aliado seu cai, você não o perde, é possível curá-lo, mas isso custa 1 dos seus medkits e caso não queira reviver, se houver outro soldado em campo, pode comandá-lo e ele entrará no lugar do soldado ferido.

?? possível o uso de molotovs para incendiar dentro das casas que os inimigos se escondem, atrás de algum obstáculo ou jogar diretamente nos próprios inimigos (o que é perigoso por ser um ataque a peito aberto). ?? lindo ver seu personagem atirando molotovs que viram verdadeiras bolas de fogos atingindo o chão e queimando quem aparecer, e é claro que também pode ser atingido. ?? divertido ver os inimigos correndo tentando bater no corpo para tirar o fogo e também ver os corpos dos inimigos sendo lançados ao serem atingidos por granadas.

Ao lançar uma granada, o inimigo rapidamente buscará abrigo e se abaixará. Caso seja lançado pelo impacto no chão, não morrerá e se levantará zonzo em seguida e retornará a ação. Os comandantes possuem uma resistência maior e também auxiliam os soldados, enquanto são protegidos por outros, vários snipers posicionados são o perigo maior do game. ?? preciso vê-los antes que o veja, caso contrário morrerá facilmente o que torna o combate à distância com snipers um verdadeiro suicídio.

?? possível o combate corporal com o personagem, desde socos, coronhadas até uma chave de encanador que o acompanha o game inteiro (lembrando esse aspecto muito parecido com Half Life). Os adversários também dão coronhadas e chutes, o único pecado do jogo seria a ausência de veículos, mas por ser focado em guerrilha visto que os poucos veículos do game aparecem em raras ocasiões, o helicóptero e o carro que despeja soldados no campo de batalha (que deve ser destruído ou continuará colocando soldados em campo a cada aparição, dando muita dor de cabeça ao jogador).

As armas do game não são muitas, mas são suficientes que começam desde simples revólveres, passando ao clássico .38, shotguns, metralhadoras como AK 47, snipers, granadas e molotovs, sendo possível utilizar as metralhadoras que ficam nos obstáculos, o que é uma grande vantagem por derrubar a maioria dos inimigos antes deles procurarem abrigos. Mas não pense que é só ficar em pé atirando com elas, pois a qualquer momento seu personagem voará pelos ares com aquela granada que caiu do seu lado e nem viu.

Também é possível escolher a fase que quer jogar, por um mapa na base rebelde, se não gostar da fase pode voltar ao bueiro mais próximo e escolher outra.

Como em Hitman: Codename 47, ao morrer a fase começa do início, o que força o jogador a escolher, se quiser se divertir, jogue no fácil e caso queira um desafio maior jogue no difícil, mas sempre se escondendo nos abrigos e usando medkits. O único modo de salvamento são os bueiros que ficam em pontos da cidade.

A IA não difere muito nos modos de jogos visto que ela é baseada no "treinamento" dos soldados adversários, eles sempre serão inteligentes. Jogar Freedom Fighter no último nível chega a ser um desafio de paciência.

Conforme você vai entrando no meio do combate direto o perigo aumenta, pois a qualquer instante pode ser praticamente alvejado pelos soldados e cair no chão sem nem perceber o que houve, apenas o instindo de bater no teclado dizendo alguma palavra "infeliz". Em níveis mais altos, portanto um líder jamais deve entrar onde o combate está mais intenso, deixando a cargo dos seus soldados.


Gráficos


Simples, mas para 2003 os gráficos eram avançados, porém ainda são muito bem feitos, detalhados, as texturas bem desenhadas, as faces dos aliados geralmente muda, visto que existem, negros, japoneses e mulheres, dois modelos para cada, e os modelos de feridos, civis e soldados soviéticos.

Os soldados são iguais, mas os comandantes e oficiais recebem modelos diferentes, existem dois modelos de snipers, as ruas são bem feitas, com vários "bunkers" e torres colocados estrategicamente para dificultar a ação do jogador, construções destruídas como casas e tanques quebrados nas ruas, subidas e descidas. O jogo possui até caminhos alternativos, o que quebra a linearidade das fases podendo jogar a fase novamente e fazer outro caminho. Chegam a se acumular até 3 caminhos diferentes, cada um com inimigos espalhados de diferentes jeitos.

Os gráficos dos carros são bem feitos, havendo vários modelos diferentes espalhados pelas ruas. A simplicidade gráfica aumenta o número de jogadores, pois roda facilmente em computadores mais antigos. A presença dos aliados espalhados pelo cenário dá um toque a mais de realismo, pois mostra como outros grupos de rebeldes tentam avançar, esses aliados muitas vezes estão reunidos em grupos ou protegendo partes estratégicas dos soldados, mas é claro que podem ser recrutados caso assim o jogador desejar.

Outro ponto negativo é a ausência de sangue. Nada, nem um jatinho de sangue, apenas as fumacinhas ao inimigo ser acertado. O máximo que verá serão escoriações nos rostos de algum ferido ou sangue nele.


Uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo


Uma coisa que chama a atenção em Freedom Fighters é a física do jogo. O que chega a ser bizarro, passa a ser divertido e engraçado, você dará gargalhadas ao ver soldados ao serem atingidos por um tiro de shotgun certeiro na cabeça darem 3 mortais para trás gritando "AI!". O que era para ser feio, virou cômico, talvez os próprios desenvolvedores resolveram deixar do jeito que estava.


Multiplayer


Não há, o game é focado em combates single player, o que é outro ponto negativo, pois seria muito interessante um modo de combate onde cada jogador pudesse usar uma tropa.

Áudio


Normais. Os sons condizem com o personagem, os tiros são bem feitos, nada a reclamar, o som do jogo chega a ser um tanto quanto simplista, pois baseia-se em comandar e atirar.

Dificuldade


Nível 5 - O game não é difícil, para os acostumados com game de tiro, é um prato cheio.

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Prós:

- Conduza um esquadrão inteiro, seja responsável pela segurança deles;
- IA desafiadora;
- Extensos cenários com caminhos alternativos;
- Modos diferentes de se comandar o grupo;
- 3 tipos de ordens de combate, ofensiva, cobertura ou te seguir;
- Física bem feita, os pontos negativos só aumentam a diversão;
- Classes de inimigos (oficial, soldado, comandante, general);
- Possibilidade de aumentar seu esquadrão até formar uma tropa;
- Possibilidade de reviver aliados abatidos em campo;


Contras:

- Ausência de sangue (jogo de tiro sem sangue?);
- Falta de carisma dos personagens;
- Falta de multiplayer;
- Excesso de patriotismo chega a irritar;
- Falta de savegame no menu pode estressar nos níveis mais difíceis;
- Falta de cheats (quem não gosta de zuar depois de zerar o jogo?);
- História mal elaborada;

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Notas


Jogabilidade: 9 (A jogabilidade de Freedom Fighter é impecável, são raros os bugs, o máximo que verá é um soldado passando por algum destroço);
Áudio: 7 (Simplista, quase não é notado, talvez falte uma trilha sonora própria, "American Idiot" do "Greenday" seria uma boa pedida);
Gráficos: 7 (Nada de errado, mas perde pontos pela ausência de sangue e alguns pontos repetitivos de alguns mapas)
Enredo: 4 (Falta de carisma, utopia exagerada, furos e furos no enredo);
Diversão: 8 (Muito agradável e divertido);


Conclusão


Freedom Fighters no papel, é o típico jogo que tem tudo para dar errado, mas deu certo, se você fechar os olhos para o enredo, descobrirá o quão divertido é
comandar seu próprio grupo em um campo de batalha. ?? uma pena não haver continuação. A inteligência artificail (IA) é asusstadoramente funcional.

Se houver uma chance de jogar, não recuse!


1 comentário

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8.5/ 10
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