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Review de The Mark para PC de GameVicio

por Godoleo, data  editar remover


Um disperdício de gráficos


Prólogo


2007 foi um bom ano para os FPS eu diria, grandes nomes como Call of Duty 4, Bioshock, Crysis, infelizmente o sol não nasceu para THE MARK, o game tenta trazer um clima de ação, mas tudo o que consegue é trazer um tiroteio mal formulado.


História


Você escolhe entre dois protagonistas (podendo escolher com qual quer jogar na missão), um mercenário ou um soldado do exército (ambos sem muito
carisma, apenas piadistas amadores).
A história consiste em impedir Londres de ser totalmente destruída pela aliança entre terroristas iraquianos e um bilionário russo, e de brinde ainda fica correndo atrás de uma tal Sandy Fletcher na maior da parte do jogo. Qual o sentido disso tudo? Não me pergunte, é mais episódio da utópica vontade dos EUA de derrotar ambos países, história fraca e sem vontade, parece que bolaram ela no meio de algum happy-hour depois de alguns goles, de tão fraca e sem pretenções, a tradução da gamevício contribue e muito para entender o jogo, mas tudo o que deve saber é: EUA VS Ex-soviéticos e Iraquianos, o que me faz pensar que os Estados Unidos adoram perseguir estes países ultimamente.
O lado bom da história, é que conforme você escolhe o personagem pra jogar, o jogo "muda" em alguns detalhes, como são 2 personagens, os 2 possuem pontos diferentes do game, abrindo caminhos diferentes.


Jogabilidade


The mark peca pela falta de inovações, como algum pulo especial (Rainbow Six Advanced Warfighter 2) ou algo mais atrativo, a jogabilidade consiste no básico "Andar, Atirar, bater com a arma, mirar e carregar", não há opção para se olhar pela esquina (apertar "Q" e "E" para inclinar), tudo é muito básico, que, para um game de 2007 chega a ficar chato para o game não trazer nenhuma (ou pouquíssima) inovação
A física é bem feita, como caixas que se movem quando você as "chuta", ou que pulam quando você atira, a física dos bonecos ficou razoável, os inimigos estão muito robóticos, não possuem expressões, tomam tiros e continuam andando, as vezes um tiro na cabeça não é suficiente, o que faz o game inteiro parecer um simples tiro ao alvo, você atira e eles caem com a mesma expressão que estavam antes de morrer, o que chega a ficar chato.
Porém, por outro lado, se não está interessado nos detalhes, fica divertido atirar sem se preocupar com nada, simplesmente carregar e mandar bala (já que a história é bem fraca), mas um ponto positivo pela presença de um tipo de visão especial que indica os inimigos por trás das paredes (por parte do mercenário) e o famoso "efeito matrix" (por parte do soldado), mas o jogo peca, e peca feio, no quesito aliado, seu "amigo" serve apenas para atirar, não espere salvá-lo de uma queda mortal ou algo parecido, e a A.I dele não é das melhores, ele simplesmente tem a idéia "genial" de se jogar em cima dos adversários, fuzilando todos a sangue frio como se não corresse perigo de morte, sem se esconder em algum obstáculo ou algo parecido, e também como ficar atrás de você, Automaticamente LHE usando como um tipo de escudo, o que acaba acarretando sua morte, pelo fato de "trombar" com ele e não poder se esconder.
Os obstáculos também estão muito simples, para o ano em que foi lançado The Mark foi muito mal feito, em alguns momentos do jogo, a impressão é de que o criador do jogo simplesmente perdeu o interesse em fazer algo melhor, simplesmente jogando tropas e tropas de inimigos para matar e finalizando a missão, repetidamente.
Não espere nada de novo, o começo da história até tenta (inutilmente) criar um clima de combate, mas é muito mal feito, os controles chegam perto da frustração, o movimento do jogador é muito estranho, não é preciso como deveria, o que acaba em um tiroteio, do tipo que dá mil tiros para acertar um adversário enquanto tenta estabilizar o braço do personagem no inimigo e o inimigo dá 5 tiros deixando você perto da morte.
Um detalhe curioso é a presença do homem bomba que corre desesperadamente em sua direção (até de moto) lembrando muito Counter Strike: Condition Zero, a interação dos dois personagens até dá um clima legal no jogo, mas se souber inglês tudo o que vai escutar serão piadinhas (lembrando muito Battlefield: Bad Company) do tipo "eu sou bom" quando acerta alguém ou "Urgh... Garotos não choram!" quando for acertado e tiver perto da morte.
Portanto, a jogabilidade se resume em atirar a esmo, acredite, não há mais nada o que fazer em The Mark, o mais perto de alguma ação vai ser usar uma bazuka contra um helocóptero, o jogo basea-se em tiroteios sem inspiração, mas se você é chegado em uma bagunça de tiros, pode vir que The Mark é o seu jogo.


Multiplayer


Cooperativo (jogar de 2), Super cooperativo (mais difícil), e o famoso deatchmatch (mata-mata). O mais interessante, é que você pode jogar os cooperativos sozinho, ou seja, fases são liberadas, se enjoou da campanha pode jogar um pouco sem compromissos, fora isso, nada a declarar, um multiplayer básico.


Áudio


Nada de novo, mas as músicas são muito mal feitas. O som ambiente de tiros, e a voz do personagem possuem uma boa sincronia, mas a música estraga completamente
esse setor, ela tenta criar um clima de ação, mas acaba criando uma distração tão grande devido a sua má-formação, que o jogador acaba morrendo.
Um conselho: desligue a música, o único detalhe seria o idioma do adversário que muda, na campanha russa eles falam russo (sim, pode acreditar), e na campanha iraquiana eles falam árabe.


Gráficos


Os gráficos de The Mark, são bem bonitos, para a época estão de bom tamanho, lembrando títulos como HL², o BLUR se ativado, dá um visual bem polido ao game, com direito a tela embaçando quando o jogador mirar com a arma.
Os bonecos são muito mal feitos, o que acaba misturando um cenário ricamente feito com bonecos mal renderizados(os mesmos não tem NADA a ver com o cenário rico em detalhes, parecem de plástico).
O requerimento do game é bem salgado, exigindo uma dosagem alta de configuração de vídeo para se rodar em uma qualidade máxima, mesmo assim os gráficos dos personagens permanecem feios, sem inspiração, o cenário pode até ficar bonito, mas alguns serrilhados ainda são perceptíveis e os FPS não seguram e não se assuste se der lag no meio de um tiroteio.
O cenário em certos pontos do game chega a encher os olhos, mas é apenas questão de tempo até que os bonecos mal-feitos entrem em ação fazendo o brilho desaparecer.


Dificuldade


Nível 7, controles frustrantes e inimigos apelões fazem o game ter uma dificuldade, mas em vez de desafio, a dificuldade é irritante.

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Notas


Jogabilidade: 6 (Várias falhas já citadas, mas coisas interessantes como 2 lados da história)
Áudio: 7 (Tudo em ordem, menos a música)
Gráficos: 7 (O cenário é lindo, mas o resto...)
Enredo: 4 (EUA versus mundo)
Diversão: 4 (Apenas se estiver sem NENHUM fps melhor)

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The Mark quase acabou virando um desastre, mas está praticamente atrasado, possui uma jogabilidade dos FPS's de 1995, perdendo FEIO para games bem mais antigos.
Não há motivo para jogar se é exigente com jogabilidade, pois o jogo acaba ficando simplesmente cansativo, a não ser que seja um maníaco por FPS que gosta de atirar em tudo o que se move. Pode ter algum interesse, mas se é um jogador normal (porém exigente), fique longe de The Mark, pois este jogo JAMAIS será comentado nas rodinhas de gamers, é apenas um exemplo de como gráfico não faz o jogo... e não faz mesmo, pode ignorar que este jogo não vai contar pontos na hora que falar dos games que já zerou para seus amigos, praticamente não parece ser um game de 2007, se não fossem os efeitos de blur e profundidade.


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