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Review de Penumbra: Black Plague para PC de GameVicio

por Godoleo, data  editar remover


Prólogo


Sento-me na cadeira, imediatamente, dentro do jogo, ando um, dois passos, vejo uma caixa de força, trancada..., não há vestígios de nada para abri-la, mas vejo uma pedra, penso, claro, por que não? Imeditamente arremesso a pedra e a caixa se abre milagrosamente com o impacto, após tirar a placa, observo um fio, óbvio que era o de energia... Eu preciso abrir aquela maldita trava eletrônica, então sem pensar arrebento o fio, em um lapso de momento... não me sinto mais sozinho... não sei porque, deve ser impressão, tranquilamente, ando até a porta, que já não está mais trancada, vejo sangue, ao observar, na estante pego uma seringa, ao fechar a portinha da estante... a sensação de algo ruim novamente me vem a tona, a porta que ficava no corredor... alguem, ou algo a abriu, sei que não é bom, vejo caixas do lado da porta, as coloco bloqueando-a... estou assustado, o que está lá fora não fala a minha língua, não, ele arrebentou a porta!!!... meu deus, o que é isso???


História


Sou Phillip, após o desaparecimento de meu pai, parti em busca de respostas, o que ele estava fazendo e porque desapareceu e, acima de tudo, em que realmente ele estava envolvido? Mas há algo errado, em minha última aventura (Penumbra: Overture), presenciei fenômenos assustadores na mina que explorei, após ser capturado desacordado, resolvi continuar minha busca... mas, minha mente está transtornada, preciso encontrar respostas!


Jogabilidade:


Penumbra tem uma jogabilidade bem incomum, e isso se repete em Black Plague, não há presença de ARMAS, isso mesmo, o cérebro é sua arma, pelo fato de que, você é um simples jovem, não sabe manejar qualquer armamento e os ambientes que frequenta, geralmente são repletos de puzzles, os seus inimigos serão seus piores pesadelos, ao contrário de Overture, em que dispunha de um martelo, nesse o máximo que poderá fazer na maior parte do game será arremessar coisa, mas é óbvio que uma pedra JAMAIS conseguirá derrubar um inimigo. Imagine-se como Albert Einstein no meio de uma guerra.
Outro fato muito legal, é que pode maipular cerca de uns 80% do cenário, pegar objetos, livros, cadeiras, até retirar e colocar itens, como uma troca de fusível, por exemplo, tudo é feito manualmente, não é "você deseja inserir o fusível?", você mesmo deve pegar o fusível antigo com o mouse e retirar, e jogar no chão, pegando um novo e "encaixando" no local adequado, o mesmo vale para abrir portas, não é aperta botão e "magicamente" a porta se abre, deve empurrar a porta para frente, assim abrindo-a. O legal dessa interação é poder fazer "barricadas" ou "bloqueios", colocando caixas na frente de portas para impedir acesso, isso será muito necessário para impedir a entrada de algum inimigo que insiste em querer de pegar.
A tela no jogo em si é limpa, não há frescuras de marcador de vida, mapa, isso e aquilo, se quer ver algo, deve apertar o botão de inventório e lá estarão o que você procura.
A presença de luz é essencial, pois em partes o game é muito escuro (pelo nome do game já se percebe), e você conta com a boa e velha lanterna de filme americano de terror, e outros como flashlight e bastões de luz. ?? aí que a tensão entra, pois as fontes de luz não são duráveis, isso mesmo, se tudo acabar, bye luz, hello escuridão, e acredite, não vai querer ficar no escuro, pois é onde o criador nos pega, ela nao precisa colocar milhões de inimigos, ele simplesmente sabe como "manejar" a cabeça do jogador.
Imagine-se jogado em um local vazio, precário, com camas velhas, objetos desagastados, e ao abrir a porta vem aquele "rangido" de filmes de terror, chegando a fazer eco e se dá conta de que está sozinho, porém sente que a qualquer hora algo vai sair de trás de você e te pegar. A pressão que o jogo consegue colocar, somente os gamers de verdade sentem, qualquer jogadorzinho de fim de semana nem vai perceber, e vai preferir voltar a matar zumbis com sua metralhadora giratória para escapar de Racoon City, mas isso não vem ao caso, o terror psicológico de Silent Hill, mas duplicado, somado a gráficos espetaculares nos levam a uma experiência de terror jamais vista em um jogo, 80% de manipulamento de cenário, mais terror de primeira e gráficos realistas, simplesmente pra ninguém por defeito.
O Save Game (Salvar Jogo) também está presente, no qual é uma caixa que ao jogador tocar, umas vozes (assim como em Overture) saem e salvam (dá um arrepio), os controles são muito básicos, andar, correr, agachar, lâmpada e inventório, o resto são apenas complementos. Essa simplicidade ao invés de decepcionar, é bem atrativa, aprendem-se os comandos facilmente.


Multiplayer


Não possui, o game é focado na vida do personagem, e pela jogabilidade, não há como se fazer um multiplayer, porém um modo cooperativo estilo "Kane & Lynch" seria uma boa pedida.


Áudio


O que falar? Obra prima, os sons, são muito reais, sente-se realmente no cenário, como se estivesse na vivendo o personagem.
O único ponto negativo é que a música está inserida no som, não gosto de shooters (atiradores)/primeira pessoa com músicas, prefiro o som do cenário, fica mais realista. As músicas de Penumbra só aparecem nas horas de tensão para ajudar a manter o jogador dentro da trama.
Todos os sons foram muito bem trabalhados, não há atrasos, o som é feito na seguinte hora e até o eco parece real, é algo que, se fosse o criador se sentiria muito orgulho.


Gráficos


Lindos... simplesmente, se quer sentir frio na espinha e se manter no jogo, deve jogar com os gráficos em resolução máxima. Os efeitos de luz são muito bem feitos, a movimentação dos objetos, é algo muito bonito de ver, a luz quando bate nos objetos, forma sombras, que realmente são as sombras do objeto, todos os cenários estão bem elaborados.
O efeito de fogo, os flashes de luz, a escuridão, os "lapsos" de memórias em efeitos são belos. Foi um setor do jogo que evoluiu muito.


Dificuldade


Nível 10, os puzzles são muito complicados mesmo, jogue com detonado se quiser completar em um bom tempo, ou do contrário arrancará os cabelos de ódio daquela porta que não se abre ou daquela sala que não tem saída.
Por outro lado, são puzzles muito inteligentes, Penumbra deixa as armas de lado e obriga o velho jogador "pistoleiro" utilizar a mente, o que pode vir a frustar muita gente.

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Contras:

- A movimentação dos inimigos, ainda que melhor que a vergonha dos cachorros de Overture, pois ainda continuam "travadas", não surpreende.
- Os puzzles são difíceis demais, é impossível jogar sem detonado, acredite.
- Não se vê a presença do jogador, talvez se ao abaixar ver-se o corpo como em alguns jogos ou ver os braços do personagem ao pegar algum objeto como em "Crysis" contribuiria para o realismo.

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Notas:

Jogabilidade: 9 [Use a o cérebro, manipule o cenário, mas perde 1 ponto por não ter nem uma pistola];
Áudio: 9 [Medonho, mas perde 1 ponto pela música obrigatória];
Gráficos: 8 [Lindos, mas perde 2 ponto pela inexistência do personagem e os movimentos dos inimigos];
Enredo: 10 [História própria, personagem carismático, você vai querer descobrir o que está por trás de tudo];
Diversão: 9 [Prende o jogador, mas perde 1 ponto pelos puzzles impossíveis];


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