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Review de Resident Evil 2 para PS2 de GameVicio

por vinnyScrap, data  editar remover


???A série continua ótima em sua primeira continuação.???

A continuação do Horror

No segundo game da série ficamos sabendo o que ocorreu a famigerada Raccon City após os incidentes na floresta Raccon e na mansão. Os fatores que fizeram de Resident Evil um sucesso logo na estréia continuam presentes com boas melhorias. No entanto, o estilo de jogo não mudou. Ainda é necessário que sobrevivamos ao ataque de um exército de mortos-vivo e criaturas abomináveis resultantes da mutação do T-Virus desenvolvido pela Umbrella Corporation. A trama está mais complexa neste segundo capítulo, desenvolvendo mais a visão geral do que aconteceu à pacata cidade.

Nesta nova versão temos a possibilidade de escolhermos entre dois personagens para começarmos a jogatina: Leon Kennedy ??? Um jovem policial que ???pretendia??? iniciar seu trabalho em Raccon ??? e Claire Redfield ??? Uma bela garota que chega à cidade para averiguar o que aconteceu com seu irmão (Chris, do primeiro Resident Evil).

A boa novidade fica por conta do modo em que o jogo se desenvolve. Podemos selecionar um dos dois personagens para iniciar o jogo, no entanto, a partir da metade do jogo, assumimos o controle do outro personagem, o que a Capcom chamou de Cenário B. Portanto, se iniciarmos o Cenário A com Leon, faremos o Cenário B com Claire e vice-versa.

Prólogo do Inferno

Os dois personagens centrais do jogo chegam a Raccon por motivos diferentes, mas ambos logos percebem o destino horrível daquela cidade. Todos (ou quase todos) os pacatos cidadãos se transformaram em zumbis com sede de sangue. A cidade se torna palco de uma carnificina. Para piorar a situação, a cidade fica incomunicável, não permitindo, portanto pedidos de socorro. Eles são atacados pela horda de mortos-vivo e acabam se encontrado. Leon salva a vida de Claire ao matar um zumbi que estava prestes a lhe devorar.

Cada um com sua motivação distinta, Claire e Leon decidem unir forças para averiguar e buscar explicações e soluções para o que está acontecendo. Acabam se separando por um caminhão tanque que explode ao bater em um poste. Decidem então se juntarem mais tarde na delegacia de polícia, para poder esclarecer tudo.

A introdução ao jogo foi produzida em um CG belíssimo para a época, com gráficos muito bons, tanto do ambiente quanto dos personagens.

No decorrer do jogo a história de Raccon e a Umbrella Corporation é desvendada para os jogadores que ficaram com a pulga atrás da orelha no game anterior.

Ambientação Excelente

Novamente a Capcom consegue ambientar o jogador à trama de uma maneira excepcional. Durante as horas do jogo, nos sentimos totalmente imersos, participando dos anseios e medos dos personagens.
Este efeito novamente foi conseguido pelos excelentes gráficos, uma boa história e a sonorização de primeira linha.

Os personagens também ganharam mais enfoque. Desta vez, temos dois perfis bem diferentes. Um é policial a outra é apenas uma jovem garota. Este fator faz com que o jogo se desenvolva de maneira bem interessante.

A ambientação segue o padrão da série, no entanto fica perceptível que há um pouco mais de ação neste capítulo. Mas os puzzles continuam presentes, bem como a necessidade de conseguir chaves e demais objetos para conseguir abrir portas ou passagens secretas.

O jogo desenrola-se, principalmente, no departamento de polícia de Raccon, que é inacreditavelmente enorme e bem detalhada. No entanto, leva-se, em média, pouco tempo para chegar ao seu final.


Gráficos muito bons

Toda a parte gráfica do jogo está de parabéns. Os ambiente estão detalhadíssimos e totalmente condizentes com locais reais. Ruas, becos, salas de escritório policial, necrotérios. Tudo muito bem modelado pelo pessoal da Capcom.

Os monstros receberam mais capricho nesta versão. Existem muitas criaturas diferentes. Até mesmo os zumbis são bem diferentes (não somente os zumbis de blusa verde e cabeça cinza), mulheres, homens, gordos, magros. Enfim os cidadãos da cidade estão bem representados em sua forma cadavérica. As demais criaturas também estão de arrepiar.

Em geral, os gráficos são capazes de causar a impressão necessária para o game: assustar o jogador. E este ar de filme de terror é mantido de maneira maestral pelo time da Capcom.


Sons perturbadores

Neste quesito só há elogios. A dublagem dos personagens melhorou muito em relação ao primeiro título. Agora há mais vibração nos diálogos, o que torna o jogo mais emocionante.
Quando estamos ao ar livre é possível ouvirmos os gemidos e grunhidos dos ???vizinhos??? mesmo quando não estão perto de nós.
As músicas também dão seu show a parte, intensificando-se em momentos mais críticos do jogo, dando toda a climatização necessária para o desenrolar dos acontecimentos.

Os demais sons também estão bons, os ventos, os passos dos personagens nos diferentes tipos de solo, etc.
A parte sonora contribui e muito para o ambiente misterioso e mórbido do game, dando aquele friozinho na barriga por diversas vezes.


Jogabilidade controversa

A jogabilidade segue o padrão da série. Mesmo após algumas horas de jogo, continuamos a apanhar dos controles e com uma freqüência frustrante não conseguimos desviar dos inimigos. As câmeras continuam situadas em locais estratégicos do cenário, o que continua causando certos desconfortos ao toparmos com os ???canibais semimortos???.


Conclusão

Com este novo capítulo a Capcom consegue reunir todos os fatores que fizeram do primeiro game da série um clássico adicionando uma boa pitada de ação. A continuação da história trás à tona diversas revelações sobre o ocorrido anteriormente. A ambientação continua soberba e os gráficos de arrepiar. Não se trata de um game inovador, mas foi muito bem produzido. São boas horas de sustos durante o jogo com possibilidade de arrepio dos pêlos do braço. Recomendado.


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